História Militar Terrestre & CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB & FEB & ANVFEB & Rio de Janeiro Webmaster em 23 Ago 2010
CPOR/SP & Abore & São Paulo Webmaster em 23 Ago 2010
Eleições ABORE - Período 2010 - 2012


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO (R/2) – A.B.O.R.E.
A ABORE informa que para concorrer ao pleito eleitoral programado para o próximo
dia 30 de agosto de 2010 foi inscrita apenas uma chapa, com a seguinte
composição:
CHAPA “ABORE IDEAL” – para 2010/2012
Diretoria Executiva (artigo 40 do Estatuto Social)
Presidente: Aniz Buíssa
Vice-Presidente: Claudio Moyses
Secretário: Dário Sion
Tesoureiro: Ricardo Bunemer
Diretor Cultural: Hermenegildo Milani Neto
Diretor Esportivo: Armando Luiz de Aquino
Diretor de Comunicação Social: Wallace de Oliveira Guirelli
Diretor Vogal: Alfredo Kazuto Kobayashi
CONSELHO DELIBERATIVO (artigo 35 do Estatuto Social)
1 - Fernando Montenegro
2 - Alfredo Nicolau Abdo
3 - Alexandre Derani
4 - José Sartoris Netto
5 - Antônio Carlos Franchini Ribeiro
CONSELHO FISCAL (artigo 51 do Estatuto Social)
1 – Anadyr Pinto Adorno
2 – Leonel Cogan
3 – Luís Carlos Imamura
Abore & São Paulo Webmaster em 11 Jul 2010
EDITAL DE CONVOCAÇÃO


ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO (R/2) – A.B.O.R.E.
EDITAL DE CONVOCAÇÃO
ASSEMBLEIA GERAL DE ELEIÇÕES
Convocamos os associados para a Assembleia Geral de Eleições a realizar-se no dia 30 de agosto de 2.010, na sede da Entidade, Rua Alfredo Pujol, 681, Santana (Quartel do CPOR), na Capital de São Paulo, às 08h00 em 1.ª Convocação e às 08h30 em 2.ª Convocação, com qualquer número, até às 17h00, com a seguinte ORDEM DO DIA: Eleição da Diretoria Executiva, do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal para o biênio 2.010/2.012, em conformidade com o disposto nos artigos 29, 30, 31, 32, 33 e 34 do Estatuto Social e dos artigos 1.º, 2.º e 3.º do Regimento Eleitoral.
Para concorrer às eleições as chapas deverão requerer o registro das candidaturas ao Conselho Eleitoral, ingressando com os pedidos na Secretaria da Entidade até às 16h00 do dia 16 de julho de 2.010, observando o disposto no artigo 4.º do Regimento Eleitoral e preenchendo os seus componentes os requisitos do § 1.º do artigo 5.º dessa mesma norma regimental, com as limitações do artigo 19, alínea “h”, e do artigo 34, § 8.º do Estatuto Social.
Poderão votar no dia das eleições todos os associados em pleno gozo de seus direitos associativos, consoante o disposto no artigo 30 do Estatuto Social.
Recomendamos a consulta do Estatuto Social e do Regimento Eleitoral, conforme os originais em registro público ou cópia publicada na sede da Entidade ou no site da Associação: http://www.abore.org.br.
São Paulo, 25 de junho de 2.010
Aniz Buíssa - Presidente

Mergulhão & EB & Notícia & Rio de Janeiro Webmaster em 21 Jun 2010
Oficiais R/2 recebem OMM


A Ordem do Mérito Militar, criada pelo Decreto nº 24.660, de 11 de julho de 1934, tem por finalidade premiar:
- os militares do Exército que tenham prestado notáveis serviços ao País ou se hajam distinguido no exercício de sua profissão; e
- os militares da Marinha e Aeronáutica, membros das Forças Auxiliares, civis e estrangeiros, que hajam prestado relevantes serviços ao Exército Brasileiro e que se tenham tornado credores de homenagem por parte da Força
É a mais elevada distinção honorífica do Exército Brasileiro. Por isso o dia 19 de abril – Dia do Exército Brasileiro – é considerado como data oficial para a entrega de tão significativa condecoração.

E neste Dia do Exército de 2010, no Comando Militar do Leste, Rio de Janeiro, o Presidente, Ten Luiz Mergulhão e o ex-Presidente da AORE/RJ, Ten Paulo Sauwen, foram com ela condecorados.
Para ver detalhes clique neste link.

Oficiais R/2 agraciados na Paraiba

Acima, foto do evento do Dia do Exército, que aconteceu na sede o 1º Grupamento de Engenharia de Construção, em João Pessoa.
Observe que o Gen Bda Magalhães ostenta a Medalha do EsquadrãoTen Vaz, a mais importante honraria dos OFOR (Órgãos de Formação de Oficiais da Reserva, CPOR e NPOR) numa inequívoca homenagem e reconhecimento ao trabalho dos Oficiais da Reserva (R/2) desde 1927, criação do primeiro CPOR no Rio de Janeiro pelo então Capitão de Artilharia, Luiz Araujo Correia Lima.
Nesta mesma solenidade em que vemos o Ten João Lopes sendo agraciado, o Ten Madruga, presidente da Associação Paraibana de Oficiais da Reserva, também recebeu seu Diploma de Colaborador Emérito do Exército.
Sem dúvida, um dia inesquecível para todos nós oficiais R2 agraciados com a OMM.
Texto acima, escrito por editor do site “Sangue Verde Oliva” - fotos: Ten João Lopes, vice-presidente da APOREX
Leia também:
Presidentes da AORE recebem a Ordem do Mérito Militar
Convite & Abore & EB & Enorex Webmaster em 21 Jun 2010
XII ENOREX - BELO HORIZONTE, MG
Belo Horizonte, 11 de março de 2010.
Aos Presidentes de Associação R2
Estamos empenhados em oferecer o que de melhor estiver ao nosso alcance para o sucesso de mais um ENOREX, o 12°, sendo este o 1º a acontecer em nossa capital Belo Horizonte.
Esperamos o empenho de cada associação para enviar o maior grupo de participantes possível, pois, Minas Gerais especialmente Belo Horizonte os receberá de braços abertos não medindo esforços para apresentar o melhor.
Contamos efetivamente com suas participações. Maiores informações poderão ser obtidas no site da AOR-EB.
Ten. Cel. Paulo Rubens Pereira Diniz
Presidente da AOR-EB
Cel. Maurício Lúcio Teixeira
Presidente do Comitê Executivo do 12° ENOREX
CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB & CMSE & Notícia Webmaster em 21 Jun 2010
DIRETORIA ABORE NO CMSE
Em 16/06/2010 a Diretoria da ABORE apresentou-se oficialmente ao novo Comandante Militar do Sudeste, Excelentíssimo Senhor General de Exército João Carlos Vilela Morgero, com o qual manteve cordial e proveitoso diálogo, em especial sobre o Programa Mecenas, que busca possibilitar e incentivar a
colaboração de pessoas físicas e jurídicas aos projetos culturais do Exército Brasileiro.
Para saber mais, visite o site www.exercito.gov.br e clique em Programa Mecenas, ou vá direto ao site www.mecenas.ensino.eb.br
Na foto acima, tomada na ocasião, vê-se da esquerda para a direita:
Claudio Moyses (Diretor 1.º Vice-Presidente), Wallace de Oliveira Guirelli
(Diretor Orador e Presidente do Conselho da Medalha), Aniz Buíssa (Diretor
Presidente), Gen Ex João Carlos Vilela Morgero (Comandante Militar do
Sudeste), Dário Sion (Diretor 2.º Vice-Presidente), Antônio Carlos Franchini
Ribeiro (do Conselho Deliberativo) e Antônio Carlos Castilho Garcia (Diretor
Jurídico).”
Obrigado e um abraço.
Aniz Buíssa - 1.º Ten R/2 Inf EB - CPOR/SP tu 1960
Presidente
CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & São Paulo & EB & FEB & ANVFEB Webmaster em 09 Mar 2010
Coronel de Artilharia Salli Szajnferber

Salli Szajnferber, bravo Soldado Brasileiro de fé judaica, Herói de Montese, nos combates da Itália honrou a memória de Mallet, Patrono da Arma de Artilharia.

Lamentamos informar o falecimento do Heroi da FEB Coronel de Artilharia Salli Szajnferber, ontem em sua residencia, aos 86 anos.
O sepultamento realizou-se hoje terça-feira 09 de março de 2010 as 14h no
Cemitério Comunal Israelita
Rua Mons Manuel Gomes, 311
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
(após o Cemiterio São Francisco Xavier)
Que a sua alma se incorpore a corrente da Vida Eterna.

Breve Resumo Biográfico (extraido do livro SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE)

Salli Szajnferber nasceu aos 04–10-1923 no Rio de Janeiro, filho de Abram e Berta, emigrantes da Polônia.
o menino Salli estudou no Instituto La-Fayette, na Rua Haddock Lobo, em seguida o Colégio Militar, após o que prestou concurso para a Escola Militar do Realengo,
Salli se classificou em terceiro lugar no concurso e aos 08/jan/1944, para orgulho dos pais, obteve o segundo lugar da turma e foi declarado Aspirante a Oficial, do Exército de Caxias, da Artilharia de Mallet, a cujas tradições iria honrar ao longo de uma carreira exemplar.
Logo escolheu por vontade própria servir em uma unidade expedicionária, o Grupo de Artilharia de São Paulo, I/2º. Regimento de Obuses Auto Rebocado, integrante da FEB que estava sendo formada. Foi deslocado para a Vila Militar e daí para o Forte do Campinho, embarcando em 22/set/1944 para a Itália no navio americano de transporte de tropas General Mann, 2º. Escalão.
Salli combateu em 2 grandes momentos da FEB, a Tomada de Monte Castelo e Montese. Exerceu a principio as funções de Oficial de Motores, e em seguida de Comandante de Linha de Fogo – CLF, e Observador Avançado da Artilharia.Somente a sua bateria deu 3.700 tiros de obus 105 mm sobre Monte Castelo, que sumia em meio a fumaça dos bombardeios de artilharia e de aviação.
Em Montese foi levemente ferido, quando Observador avançado junto a 9ª. Companhia do III Batalhão do 11º. Regimento de Infantaria. Foi o mais sangrento combate da FEB, com 574 baixas entre mortos e feridos. O III Grupo de Artilharia deu em Montese 9 mil tiros.
Em 28 de abril de 1945 a Bateria de Salli recebeu como missão apoiar o 6º. Regimento de Infantaria no cerco ao inimigo na Ofensiva da Primavera, o qual terminou por se render. Era a 148ª. Divisão alemã, com todo seu material, canhões, tropa a cavalo e remanescentes da divisão Panzer Grenadier e Bersaglieri italiana. O General Otto Fretter Pico se rendeu com outro General italiano, 892 oficiais, 19.689 soldados, 80 canhões, 5 mil viaturas e 4 mil cavalos.
Nessa noite, a Bateria teve que fazer a guarda de 900 prisioneiros, quando foi apreendida uma enorme bandeira nazista, que hoje se encontra no museu do 20º. Grupo de Artilharia de Campanha Leve em Barueri-SP, o Grupo Bandeirante e que justamente a cada 29 de abril a 01:45 da madrugada comemora a última missão de tiro da Artilharia Divisionária da FEB na Itália.
Pela sua bravura em ação na tomada de Montese, foi agraciado pelo Presidente da República com a Cruz de Combate de 1a. Classe. O diploma assinado pelo Ministro da Guerra General Pedro Aurélio de Góis Monteiro destaca sua grande coragem, sangue frio e capacidade de ação, durante os encarniçados combates de 14 e 15 de abril de 1945. Progredindo em terreno minado severamente batido por fogo de artilharia, morteiro e armas automáticas, o Ten Salli cumpriu galhardamente a sua missão de Observador Avançado ajustando com precisão os tiros da nossa artilharia.
Foi ainda elogiado em Boletim pelo Comandante do Regimento Tiradentes, 11º. RI de São João D’el Rey, Cel Inf Delmiro Pereira de Andrade, pela bravura e espírito de sacrifício nas duras jornadas de 14 e 15 de abril, junto aos pelotões terrivelmente hostilizados pelo inimigo. A sua calma, a sua competência e a sua bravura pessoal o fizeram credor da admiração de toda a Companhia.

Blajberg & EB & Estudo Webmaster em 06 Mar 2010
Estratégia Nacional de Defesa… É mesmo?

Por meio do Decreto Nº 6703, de 13 de dezembro de 2008, o Presidente da República aprovou a Estratégia Nacional de Defesa, referendada por dois de seus ministros, o da Defesa e o Secretário de Assuntos Estratégicos.
Estratégia do Estado ou do Governo brasileiro?
A cerimônia de assinatura, as entrevistas, os aplausos e o semblante de júbilo dos políticos participantes do ato de assinatura daquele Decreto levaram-me a imaginar tratar-se de Estratégia do Estado e não do Governo. Sobre este relevante aspecto a Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008, menciona Estado duas vezes1, citações que reforçaram minha esperança de que, de fato, estaria em minhas mãos um documento do Estado brasileiro.
Qual não foi a minha surpresa ao ver impresso, na capa do documento, o símbolo verde-amarelo-azul-branco-e-vermelho que identifica tudo o que emana do atual Governo Federal. Surgiu-me a primeira das dúvidas, será esta Estratégia Nacional um documento do Estado ou tão-somente mais um documento do Governo? O tempo dirá e quem viver verá.
Estratégia Nacional não é!
É sabido que qualquer estratégia nacional é a expressão do como empregar o poder nacional para conquistar os objetivos nacionais identificados e relacionados como tal na política nacional que, necessariamente, a antecede. Sem política nacional, como saber aonde se quer chegar com a estratégia nacional? Quais os objetivos nacionais que se quer atingir? Por seu turno, a política nacional decorre de sérias, amplas, profundas e acuradas análises dos ambientes nacional, regional e internacional, o que inclui diagnosticar, também, o poder nacional. A estes passos a Escola Superior de Guerra, denomina “Fase de Diagnóstico” 2. Pode-se, pois, afirmar que uma estratégia nacional de defesa consistiria em como aplicar o poder nacional para a consecução dos objetivos nacionais de defesa, estabelecidos em outro documento de Estado, prévio à própria estratégia, a política nacional de defesa. É óbvio que estes conhecimentos são de pleno domínio dos formuladores estratégicos, a exemplo dos militares, profissionais das armas, guerreiros preparados, sérios, dedicados, experientes e capacitados, em sucessivos e exigentes cursos, a elaborar planejamentos estratégicos. Trabalhos nesta área profissional não são tarefas para amadores, curiosos, intelectuais alienígenas, políticos sem passado na área, especuladores cheios de boas intenções, marinheiros de primeira viagem ou outros do mesmo naipe. À formulação estratégica nacional cabe como uma luva a conhecida máxima: “profissionais não se improvisam!”
E o que sabemos a respeito da Política Nacional de Defesa? Nada? Ela não existe? Não acredito! Mas nós, os contribuintes, não pagamos a um ministro e a um secretário de assuntos estratégicos para que a formulem e a proponham ao dirigente máximo? Como ousaram?
E como é possível formular Estratégia Nacional de Defesa sem se saber os Objetivos Nacionais de Defesa? Milagre? Mágica? Inspiração? Alquimia? Sexto sentido? Premonição? Deixo as possíveis respostas à reflexão do leitor. Posso garantir que militares, por mais experientes, conhecedores, estudiosos, profissionais da arte da guerra e da paz, não se arriscariam a formular estratégias sem saber aonde se quer chegar, ou seja, desconhecendo os objetivos nacionais a atingir. Mas não é que a tal Estratégia Nacional de Defesa foi aprovada sem Política prévia? Que feio! “Um mico!”
Entretanto, muni-me de otimismo e procurei, na Estratégia Nacional de Defesa, a concepção de emprego do Poder Nacional para conquistar os Objetivos Nacionais de Defesa. A pesquisa e a leitura fizeram-me listar algumas dúvidas mais. Pergunto-me, ainda hoje, quais as ações estratégicas que caberão ao (à):
- Ministério das Relações Exteriores? Como a diplomacia atuará em cada Hipótese de Emprego?
- Ministério das Comunicações?
- Ministério dos Transportes?
- Ministério da Justiça? Como a Polícia Federal será empregada?
- Ministério da Agricultura?
- Ministério da Saúde?
- Ministério da Fazenda?
- Gabinete de Segurança Institucional?
- Governos dos Estados e do Distrito Federal? As Forças Auxiliares serão empregadas? Como?
Lamentavelmente, nada encontrei. A conclusão não poderia ser outra, este documento não é uma Estratégia Nacional de Defesa! Alguns chegaram a acreditar, mas, em verdade em verdade, concluí que o Brasil não tem Estratégia Nacional de Defesa! Que pena! Então, que raios de Estratégia é esta?
Estratégia de Defesa Nacional?
A página eletrônica do Ministério da Defesa permite ao pesquisador acessar a Política de Defesa Nacional, aprovada em 30 de junho de 2004, por meio do Decreto nº 5484, assinado pelo mesmíssimo Presidente da República que assinou a Estratégia Nacional (sic) de Defesa, em 2008. Referendaram-na o então Ministro da Defesa e o, ainda hoje, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
A Política de Defesa Nacional, vigente à época em que se formulou a Estratégia objeto destas reflexões e ainda vigente, é um documento primoroso. É voltada, preponderantemente, para ameaças externas, estabelece objetivos e diretrizes para o preparo e o emprego da capacitação nacional, com o envolvimento dos setores militar e civil, em todas as esferas do Poder Nacional. Ao estudá-la, constata-se, de imediato, que resulta do trabalho de profissionais competentes, sérios, capacitados, preparados e reflexivos.
Aos estudiosos e leitores da Estratégia Nacional (sic) de Defesa recomendo prévia abordagem da Política de Defesa Nacional. Lá estão os Objetivos da Defesa Nacional3, vale dizer, lá está o que se deseja alcançar com a Estratégia de Defesa Nacional. Lá está o que se deve alcançar com a dita Estratégia Nacional (sic) de Defesa, se esta for aquela. As Orientações Estratégicas seguem-se aos Objetivos e as Diretrizes finalizam a Política de Defesa Nacional.
Então, já que o documento de 2008 não é Estratégia Nacional de Defesa, resta-lhe ser Estratégia de Defesa Nacional, sem o que, não lhe sobra alternativa. Ainda bem!
A Estratégia atende à Política! É um Plano?
Voltei-me para aquela que não é Estratégia Nacional, com esperança e quase certeza de que estaria lendo a Estratégia de Defesa Nacional. Li, reli, tornei a ler, pedi para que outros lessem e, incrível, não encontrei qualquer menção à Política de Defesa Nacional em vigor! Pode isto? Pois é, pode.
“Que maneiro”, ambos são documentos assinados pelo mesmo Presidente da República! Ah, diriam, a Política de Defesa Nacional deve ter sido revogada… Mas não foi! Ela vige! A confusão aumentou ainda mais. Será que não é nem Estratégia Nacional (sic) de Defesa, nem Estratégia de Defesa Nacional? Deus me ajude!
A Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, a que já me referi, textualmente, dirige-se ao Presidente da República dizendo que “5. O Plano é focado em ações estratégicas de médio e longo prazo e objetiva modernizar a estrutura nacional de defesa…” Ah, acho que encontrei, não é uma Estratégia, é um Plano! Será que li Plano com maiúscula? Sim, é isto mesmo que está escrito. Então é Estratégia ou é Plano? Quem quiser que assuma a responsabilidade pela resposta, mas eu não me arrisco. “Saravá, pé-de-pato, mangalô três vezes!” É nisto que dá entregar tarefas profissionais a amadores curiosos.
Chegamos então a este ponto: a Estratégia Nacional (sic) de Defesa não é o que seu título leva a crer. Ela, se for a Estratégia de Defesa Nacional, não atende e nem decorre da Política de Defesa Nacional vigente. Ela é chamada, por seus formuladores de Plano. Incrível, não é mesmo? Mas seria válido esperar mais do que isto?
A Estratégia sem Recursos
Em The Utility of Force4, o General Rupert Smith afirma claramente que sem dinheiro não há estratégia5. Esta verdade cristalina levou os profissionais das armas, no Brasil, a vibrarem com a assinatura da Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Enfim, o Governo Federal irá alocar recursos para que possamos atender à destinação constitucional das Forças Armadas. Que bom!
O Exército Brasileiro, por exemplo, sabe exatamente o que precisa e quer, quando precisa e quer e quanto custará. Apresentou aos que assinaram e referendaram a Estratégia um planejamento exemplar, intitulado Estratégia Braço Forte, trabalho de profissionais com vistas voltadas exclusivamente ao cumprimento de sua missão! Desconheço, mas estou convicto de que as Forças co-irmãs procederam de igual forma. Admiro-as e amo-as, também.
E o que fez o laborioso Governo Federal? No orçamento de 2009 nada consignou para implementar sua própria Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Argumentam os otimistas que o orçamento 2009 já estava pronto antes da aprovação da Estratégia. Os que assim pensam não aceitam falar de créditos extraordinários e suplementares, sem o que ficariam sem a escada. Ficou nisto? Não! O Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, signatário da Estratégia e da Lei Orçamentária, contingenciou os orçamentos das Forças Armadas. E fê-lo a tal ponto que levou o Comandante do Exército a planejar o licenciamento antecipado dos recrutas e a reduzir, também antecipadamente, o expediente de sua Força. Felizmente, graças a todos os santos e orixás, o respeitável Senhor descontingenciou o orçamento no final do ano e foi possível ao Exército comer e trabalhar. Que magnanimidade!
Mas os crentes tiveram outra frustração, o orçamento de 2010. Esse sim? Nada! E como é que fica a tal Estratégia (sic)? Mera carta de intenções? Não é assim, “meu”, diriam meus camaradas paulistas, é em longo prazo!…Ah, bem, conformo-me.
Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas
A doutrina militar brasileira, produto da experiência, estudo, exercitação, conhecimento, capacitação, profissionalismo e saber de seus marinheiros, soldados e aviadores, contempla dois conceitos distintos: conjunto e combinado. À justa exceção dos amadores, sabemos nós que a distinção prende-se a: haver unidade de comando, como no caso de operações combinadas e de comandos combinados; e a não haver comando único, mas coordenação de ações. Qualquer principiante em Ciências Militares sabe disto.
Mas nossos amadores optaram por traduzir diretamente do Inglês o modelo que os extasiou. Para satisfazê-los deveremos fingir que aceitamos a tradução literal, o que os levou a criar algo esdrúxulo, o Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas. Este futuro órgão, que a meu simples ver, nada mais foi do que tentar impor mais um nível de comando entre o Presidente da República e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Afinal, o que o tal Estado-Maior fará que o atual Estado-Maior de Defesa não pudesse fazer? Fiquei sem resposta. Você, ilustre leitor, já viu a proposta de como se estruturará esta magnífica invenção? Ao futuro chefe do estado-maior conjunto subordinar-se-ão três outros oficiais-generais de quatro estrelas! Pois é, eis o se pode esperar quando se entrega a amadores tarefas como esta. E olha que não falei das intenções do Governo que representam: confiáveis? Será?
CONCLUSÕES
É triste, mas sou forçado a afirmar que:
1. Não há qualquer garantia de que a Estratégia Nacional (sic) de Defesa seja um documento do Estado Brasileiro.
2. Não existe Política Nacional de Defesa que fixe os Objetivos Nacionais de Defesa, o que inviabiliza qualquer tentativa séria de formular uma verdadeira Estratégia Nacional de Defesa.
3. O documento que o Governo intitulou de Estratégia Nacional (sic) de Defesa poderia, quando muito, ser algo como mera tentativa de formular uma Estratégia de Defesa Nacional.
4. Está em vigor a Política de Defesa Nacional, documento primoroso e exemplar de planejamento de defesa.
5. A Política de Defesa Nacional e a Estratégia dita Nacional (sic) de Defesa são assinadas pelo mesmíssimo Presidente da República.
6. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa ignorou totalmente a Política de Defesa Nacional, o que a afasta de se apresentar como genuína Estratégia de Defesa Nacional.
7. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa é um Plano, segundo a exposição que seus ministros formuladores apresentaram ao Presidente da República.
8. Sem dinheiro não há estratégia. É o caso em apreço.
9. O tal Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas é esdrúxulo por concepção: um quatro-estrelas chefiando outros três quatro-estrelas! Para quê?
10. O dito Estado-Maior Conjunto (sic) é tentativa de copiar um modelo alienígena, com o objetivo não explícito de diminuir o poder dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Para terminar, lembro a todos: PROFISSIONAIS NÃO SE IMPROVISAM? Então, por que não nomear um almirante-de-esquadra ou um general-de-exército ou um tenente-brigadeiro para ser o Ministro da Defesa? Ah, eles não confiam? Por quê? E nós, confiamos? Por quê? Somos obrigados a confiar? Por quê?Até quando?
Que Deus nos abençoe!
Gen Ex Paulo Cesar Castro
Bibliografia:
- Brasil. Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.
- Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008.
- Estratégia Nacional de Defesa, anexa ao Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.
- Política de Defesa Nacional, aprovada pelo Decreto nº 5484, de 30 Jun 05. Em: www.defesa.org.gov.br.
- Smith, General Rupert. The Utility of Force. New York, 2007.

CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB Webmaster em 06 Mar 2010
Vice-Presidente da República cumprimenta CPOR-SP
![]()
![]()

Transcrição do Telegrama de cumprimentos do Vice-Presidente ao Comandante do CPOR-SP:
“Agradeço a gentileza do convite para a solenidade de entrada dos novos alunos da turma de 2010, pedindo a Vossa Excelência que leve aos futuros oficiais da reserva, entre os quais se encontra, para o orgulho da nossa família, o meu neto Josué Gomes de Alencar.
Os meus cumprimentos pela formatura de início de ano letivo e o meu aplauso pela decisão de servir à
Pátria nas fileiras do glorioso Exército Brasileiro.
Meus parabéns a todos.
Atenciosamente,
José Alencar Gomes da Silva.
Vice-Presidente da República”

CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB Webmaster em 06 Mar 2010
JANTAR DA ABORE - 10 DE DEZEMBRO 2009



Os presentes elogiaram muito esse jantar, ocasião em que a ABORE pôde mostrar sua importância e representatividade com os Oficiais R/2 do Exército Brasileiro junto ao alto comando da Força.
Estiveram presentes as seguintes autoridades militares:
General de Divisão Carlos Alberto Santos Cruz (Cmt da 2.ª DE, representando S. Exa. o Gen Ex Antônio Gabriel Esper, Cmt Militar do Sudeste), General de Divisão Eduardo Segundo Liberali Wizniewsky (Cmt da 2.ª RM), General de Brigada Manoel Lopes de Lima Neto (Chefe do EM do CMSE), com suas respectivas esposas, o Coronel Art Marcelo Antônio Neves (Cmt do CPOR/SP), Coronel Inf Edson Barboza Guimarães (futuro Cmt do CPOR/SP), Tenente Coronel Int Sérgio Antônio da Silva, Coronel Int Luiz Augusto de Moura Magalhães, da Força Aérea Brasileira, Coronel Art Nilson Toledo Antenor, Coronel Cav Edson Rodrigues, Coronel PM Airton Alves da Silva, Tenente Coronel PM Renato Cerqueira Campos, Tenente Coronel PM Carlos Antônio N. de Souza, Major Cav Magnus Copetti Weber (Subcomandante do CPOR/SP).
Estiveram presentes também os Oficiais R/2 que foram homenageados com uma placa pelos bons exemplos de atuação profissional em suas áreas de atuação, sendo: Dr. Carlos Alberto Baumgart, Oficial R/2 da Arma de Artilharia - turma de 1985 do CPOR/SP, atual Diretor da CB Curt Baumgart Ltda., representando o setor do comércio; o Coronel PM Airton Alves da Silva, Oficial R/2 da Arma de Cavalaria - turma de 1977 do CPOR/SP, atual Comandante do Policiamento da Área Norte desta capital, representando setor da Segurança Pública; o Tenente Coronel PM Carlos Antônio de Souza, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1.979 do CPOR/SP, atual Comandante do 4.° Corpo de Bombeiros desta capital, também representando a Segurança Pública; o Dr. Elton Richard Krull, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1.980 do NPOR/Uberlândia, MG, atual Delegado Titular do 102.º Distrito Policial da Zona Leste desta capital e diretor da ABORE, também representando o setor da Segurança Pública; o Dr. Gilberto Carlos Leifert, Oficial R/2 do Serviço de Intendência - turma de 1971 do CPOR/SP, atual Diretor da Rede Globo de Televisão e Presidente do CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, representando o setor das comunicações-publicidade; o Dr. Stanley Nigro, Oficial R/2 do Serviço de Saúde pelo CPOR/SP, atual Diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, representando o setor da Saúde Pública; o Dr. Ruy Pereira Camilo, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1.960 do CPOR/SP, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Corregedor Geral, representando o setor da Justiça; o Dr. Cid Flaquer Scartezzini, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1961 do CPOR/SP, Desembargador e Ministro do STJ, representado pelo Dr. Bento Ferreira de Carvalho Filho, representando o setor da Justiça; o Padre Luiz Paulo Bellintani Fontana, Oficial R/2 do Serviço de Saúde, pelo CPOR/SP, ordenado na cidade de Roma/Itália em 2004, atualmente exercendo o sacerdócio na cidade de São Paulo, representado pela sua irmã, Dra. Sylvia Regina Bellintani Fontana Moyses, representando o setor das Entidades Religiosas.

Foram entregues nesse jantar 3 Medalhas de Mérito Marechal Osório, categoria Ouro, da ABORE, às seguintes personalidades:
Dr. José Sartoris Netto, do Conselho Deliberativo da ABORE, por relevantes serviços prestados além do dever à Associação, em especial a construção do antigo Centro Cívico na Rua Alexandre Colares, no terreno cedido em Comodato pela Prefeitura de São Paulo, cuja concessão foi cassada pela ex-prefeita Marta Suplicy através de medida liminar em processo ainda em andamento no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O Eng Sartoris planejou e executou todas as obras (terraplenagem, ginásio poliesportivo coberto, estande de tiro e campo de futebol gramado, vestiários etc.) com maquinário e mão-de-obra de sua própria empresa, sem qualquer ônus para a ABORE.
Cel Art Marcelo Antônio Neves, Cmt do CPOR/SP.
Maj Cav Magnus Copetti Weber, Subcmt do CPOR/SP.

Nossos agradecimentos ao Presidente Dr. Aniz Buíssa e ao 1.º Vice-Presidente Dr. Claudio Moyses, pelo empenho na organização e pelo sucesso evento magno,

