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CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & São Paulo & EB & FEB & ANVFEB Webmaster em 09 Mar 2010

Coronel de Artilharia Salli Szajnferber

Coronel de Artilharia Salli Szajnferber

Salli Szajnferber, bravo Soldado Brasileiro de fé judaica, Herói de Montese, nos combates da Itália honrou a memória de Mallet, Patrono da Arma de Artilharia.

Lamentamos informar o falecimento do Heroi da FEB Coronel de Artilharia Salli Szajnferber, ontem em sua residencia, aos 86 anos.

O sepultamento realizou-se hoje terça-feira 09 de março de 2010 as 14h no

Cemitério Comunal Israelita
Rua Mons Manuel Gomes, 311
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
(após o Cemiterio São Francisco Xavier)

Que a sua alma se incorpore a corrente da Vida Eterna.

Breve Resumo Biográfico (extraido do livro SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE)

Tenente de Artilharia Salli Szajnferber

Salli Szajnferber nasceu aos 04–10-1923 no Rio de Janeiro, filho de Abram e Berta, emigrantes da Polônia.

o menino Salli estudou no Instituto La-Fayette, na Rua Haddock Lobo, em seguida o Colégio Militar, após o que prestou concurso para a Escola Militar do Realengo,

Salli se classificou em terceiro lugar no concurso e aos 08/jan/1944, para orgulho dos pais, obteve o segundo lugar da turma e foi declarado Aspirante a Oficial, do Exército de Caxias, da Artilharia de Mallet, a cujas tradições iria honrar ao longo de uma carreira exemplar.

Logo escolheu por vontade própria servir em uma unidade expedicionária, o Grupo de Artilharia de São Paulo, I/2º. Regimento de Obuses Auto Rebocado, integrante da FEB que estava sendo formada. Foi deslocado para a Vila Militar e daí para o Forte do Campinho, embarcando em 22/set/1944 para a Itália no navio americano de transporte de tropas General Mann, 2º. Escalão.

Salli combateu em 2 grandes momentos da FEB, a Tomada de Monte Castelo e Montese. Exerceu a principio as funções de Oficial de Motores, e em seguida de Comandante de Linha de Fogo – CLF, e Observador Avançado da Artilharia.Somente a sua bateria deu 3.700 tiros de obus 105 mm sobre Monte Castelo, que sumia em meio a fumaça dos bombardeios de artilharia e de aviação.

Em Montese foi levemente ferido, quando Observador avançado junto a 9ª. Companhia do III Batalhão do 11º. Regimento de Infantaria. Foi o mais sangrento combate da FEB, com 574 baixas entre mortos e feridos. O III Grupo de Artilharia deu em Montese 9 mil tiros.

Em 28 de abril de 1945 a Bateria de Salli recebeu como missão apoiar o 6º. Regimento de Infantaria no cerco ao inimigo na Ofensiva da Primavera, o qual terminou por se render. Era a 148ª. Divisão alemã, com todo seu material, canhões, tropa a cavalo e remanescentes da divisão Panzer Grenadier e Bersaglieri italiana. O General Otto Fretter Pico se rendeu com outro General italiano, 892 oficiais, 19.689 soldados, 80 canhões, 5 mil viaturas e 4 mil cavalos.

Nessa noite, a Bateria teve que fazer a guarda de 900 prisioneiros, quando foi apreendida uma enorme bandeira nazista, que hoje se encontra no museu do 20º. Grupo de Artilharia de Campanha Leve em Barueri-SP, o Grupo Bandeirante e que justamente a cada 29 de abril a 01:45 da madrugada comemora a última missão de tiro da Artilharia Divisionária da FEB na Itália.

Pela sua bravura em ação na tomada de Montese, foi agraciado pelo Presidente da República com a Cruz de Combate de 1a. Classe. O diploma assinado pelo Ministro da Guerra General Pedro Aurélio de Góis Monteiro destaca sua grande coragem, sangue frio e capacidade de ação, durante os encarniçados combates de 14 e 15 de abril de 1945. Progredindo em terreno minado severamente batido por fogo de artilharia, morteiro e armas automáticas, o Ten Salli cumpriu galhardamente a sua missão de Observador Avançado ajustando com precisão os tiros da nossa artilharia.

Foi ainda elogiado em Boletim pelo Comandante do Regimento Tiradentes, 11º. RI de São João D’el Rey, Cel Inf Delmiro Pereira de Andrade, pela bravura e espírito de sacrifício nas duras jornadas de 14 e 15 de abril, junto aos pelotões terrivelmente hostilizados pelo inimigo. A sua calma, a sua competência e a sua bravura pessoal o fizeram credor da admiração de toda a Companhia.


Israel Blajberg

Blajberg & EB & Estudo Webmaster em 06 Mar 2010

Estratégia Nacional de Defesa… É mesmo?

Por meio do Decreto Nº 6703, de 13 de dezembro de 2008, o Presidente da República aprovou a Estratégia Nacional de Defesa, referendada por dois de seus ministros, o da Defesa e o Secretário de Assuntos Estratégicos.

Estratégia do Estado ou do Governo brasileiro?

A cerimônia de assinatura, as entrevistas, os aplausos e o semblante de júbilo dos políticos participantes do ato de assinatura daquele Decreto levaram-me a imaginar tratar-se de Estratégia do Estado e não do Governo. Sobre este relevante aspecto a Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008, menciona Estado duas vezes1, citações que reforçaram minha esperança de que, de fato, estaria em minhas mãos um documento do Estado brasileiro.

Qual não foi a minha surpresa ao ver impresso, na capa do documento, o símbolo verde-amarelo-azul-branco-e-vermelho que identifica tudo o que emana do atual Governo Federal. Surgiu-me a primeira das dúvidas, será esta Estratégia Nacional um documento do Estado ou tão-somente mais um documento do Governo? O tempo dirá e quem viver verá.

Estratégia Nacional não é!

É sabido que qualquer estratégia nacional é a expressão do como empregar o poder nacional para conquistar os objetivos nacionais identificados e relacionados como tal na política nacional que, necessariamente, a antecede. Sem política nacional, como saber aonde se quer chegar com a estratégia nacional? Quais os objetivos nacionais que se quer atingir? Por seu turno, a política nacional decorre de sérias, amplas, profundas e acuradas análises dos ambientes nacional, regional e internacional, o que inclui diagnosticar, também, o poder nacional. A estes passos a Escola Superior de Guerra, denomina “Fase de Diagnóstico” 2. Pode-se, pois, afirmar que uma estratégia nacional de defesa consistiria em como aplicar o poder nacional para a consecução dos objetivos nacionais de defesa, estabelecidos em outro documento de Estado, prévio à própria estratégia, a política nacional de defesa. É óbvio que estes conhecimentos são de pleno domínio dos formuladores estratégicos, a exemplo dos militares, profissionais das armas, guerreiros preparados, sérios, dedicados, experientes e capacitados, em sucessivos e exigentes cursos, a elaborar planejamentos estratégicos. Trabalhos nesta área profissional não são tarefas para amadores, curiosos, intelectuais alienígenas, políticos sem passado na área, especuladores cheios de boas intenções, marinheiros de primeira viagem ou outros do mesmo naipe. À formulação estratégica nacional cabe como uma luva a conhecida máxima: “profissionais não se improvisam!”

E o que sabemos a respeito da Política Nacional de Defesa? Nada? Ela não existe? Não acredito! Mas nós, os contribuintes, não pagamos a um ministro e a um secretário de assuntos estratégicos para que a formulem e a proponham ao dirigente máximo? Como ousaram?

E como é possível formular Estratégia Nacional de Defesa sem se saber os Objetivos Nacionais de Defesa? Milagre? Mágica? Inspiração? Alquimia? Sexto sentido? Premonição? Deixo as possíveis respostas à reflexão do leitor. Posso garantir que militares, por mais experientes, conhecedores, estudiosos, profissionais da arte da guerra e da paz, não se arriscariam a formular estratégias sem saber aonde se quer chegar, ou seja, desconhecendo os objetivos nacionais a atingir. Mas não é que a tal Estratégia Nacional de Defesa foi aprovada sem Política prévia? Que feio! “Um mico!”

Entretanto, muni-me de otimismo e procurei, na Estratégia Nacional de Defesa, a concepção de emprego do Poder Nacional para conquistar os Objetivos Nacionais de Defesa. A pesquisa e a leitura fizeram-me listar algumas dúvidas mais. Pergunto-me, ainda hoje, quais as ações estratégicas que caberão ao (à):

- Ministério das Relações Exteriores? Como a diplomacia atuará em cada Hipótese de Emprego?

- Ministério das Comunicações?

- Ministério dos Transportes?

- Ministério da Justiça? Como a Polícia Federal será empregada?

- Ministério da Agricultura?

- Ministério da Saúde?

- Ministério da Fazenda?

- Gabinete de Segurança Institucional?

- Governos dos Estados e do Distrito Federal? As Forças Auxiliares serão empregadas? Como?

Lamentavelmente, nada encontrei. A conclusão não poderia ser outra, este documento não é uma Estratégia Nacional de Defesa! Alguns chegaram a acreditar, mas, em verdade em verdade, concluí que o Brasil não tem Estratégia Nacional de Defesa! Que pena! Então, que raios de Estratégia é esta?

Estratégia de Defesa Nacional?

A página eletrônica do Ministério da Defesa permite ao pesquisador acessar a Política de Defesa Nacional, aprovada em 30 de junho de 2004, por meio do Decreto nº 5484, assinado pelo mesmíssimo Presidente da República que assinou a Estratégia Nacional (sic) de Defesa, em 2008. Referendaram-na o então Ministro da Defesa e o, ainda hoje, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

A Política de Defesa Nacional, vigente à época em que se formulou a Estratégia objeto destas reflexões e ainda vigente, é um documento primoroso. É voltada, preponderantemente, para ameaças externas, estabelece objetivos e diretrizes para o preparo e o emprego da capacitação nacional, com o envolvimento dos setores militar e civil, em todas as esferas do Poder Nacional. Ao estudá-la, constata-se, de imediato, que resulta do trabalho de profissionais competentes, sérios, capacitados, preparados e reflexivos.

Aos estudiosos e leitores da Estratégia Nacional (sic) de Defesa recomendo prévia abordagem da Política de Defesa Nacional. Lá estão os Objetivos da Defesa Nacional3, vale dizer, lá está o que se deseja alcançar com a Estratégia de Defesa Nacional. Lá está o que se deve alcançar com a dita Estratégia Nacional (sic) de Defesa, se esta for aquela. As Orientações Estratégicas seguem-se aos Objetivos e as Diretrizes finalizam a Política de Defesa Nacional.

Então, já que o documento de 2008 não é Estratégia Nacional de Defesa, resta-lhe ser Estratégia de Defesa Nacional, sem o que, não lhe sobra alternativa. Ainda bem!

A Estratégia atende à Política! É um Plano?

Voltei-me para aquela que não é Estratégia Nacional, com esperança e quase certeza de que estaria lendo a Estratégia de Defesa Nacional. Li, reli, tornei a ler, pedi para que outros lessem e, incrível, não encontrei qualquer menção à Política de Defesa Nacional em vigor! Pode isto? Pois é, pode.

“Que maneiro”, ambos são documentos assinados pelo mesmo Presidente da República! Ah, diriam, a Política de Defesa Nacional deve ter sido revogada… Mas não foi! Ela vige! A confusão aumentou ainda mais. Será que não é nem Estratégia Nacional (sic) de Defesa, nem Estratégia de Defesa Nacional? Deus me ajude!

A Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, a que já me referi, textualmente, dirige-se ao Presidente da República dizendo que “5. O Plano é focado em ações estratégicas de médio e longo prazo e objetiva modernizar a estrutura nacional de defesa…” Ah, acho que encontrei, não é uma Estratégia, é um Plano! Será que li Plano com maiúscula? Sim, é isto mesmo que está escrito. Então é Estratégia ou é Plano? Quem quiser que assuma a responsabilidade pela resposta, mas eu não me arrisco. “Saravá, pé-de-pato, mangalô três vezes!” É nisto que dá entregar tarefas profissionais a amadores curiosos.

Chegamos então a este ponto: a Estratégia Nacional (sic) de Defesa não é o que seu título leva a crer. Ela, se for a Estratégia de Defesa Nacional, não atende e nem decorre da Política de Defesa Nacional vigente. Ela é chamada, por seus formuladores de Plano. Incrível, não é mesmo? Mas seria válido esperar mais do que isto?

A Estratégia sem Recursos

Em The Utility of Force4, o General Rupert Smith afirma claramente que sem dinheiro não há estratégia5. Esta verdade cristalina levou os profissionais das armas, no Brasil, a vibrarem com a assinatura da Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Enfim, o Governo Federal irá alocar recursos para que possamos atender à destinação constitucional das Forças Armadas. Que bom!

O Exército Brasileiro, por exemplo, sabe exatamente o que precisa e quer, quando precisa e quer e quanto custará. Apresentou aos que assinaram e referendaram a Estratégia um planejamento exemplar, intitulado Estratégia Braço Forte, trabalho de profissionais com vistas voltadas exclusivamente ao cumprimento de sua missão! Desconheço, mas estou convicto de que as Forças co-irmãs procederam de igual forma. Admiro-as e amo-as, também.

E o que fez o laborioso Governo Federal? No orçamento de 2009 nada consignou para implementar sua própria Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Argumentam os otimistas que o orçamento 2009 já estava pronto antes da aprovação da Estratégia. Os que assim pensam não aceitam falar de créditos extraordinários e suplementares, sem o que ficariam sem a escada. Ficou nisto? Não! O Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, signatário da Estratégia e da Lei Orçamentária, contingenciou os orçamentos das Forças Armadas. E fê-lo a tal ponto que levou o Comandante do Exército a planejar o licenciamento antecipado dos recrutas e a reduzir, também antecipadamente, o expediente de sua Força. Felizmente, graças a todos os santos e orixás, o respeitável Senhor descontingenciou o orçamento no final do ano e foi possível ao Exército comer e trabalhar. Que magnanimidade!

Mas os crentes tiveram outra frustração, o orçamento de 2010. Esse sim? Nada! E como é que fica a tal Estratégia (sic)? Mera carta de intenções? Não é assim, “meu”, diriam meus camaradas paulistas, é em longo prazo!…Ah, bem, conformo-me.

Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas

A doutrina militar brasileira, produto da experiência, estudo, exercitação, conhecimento, capacitação, profissionalismo e saber de seus marinheiros, soldados e aviadores, contempla dois conceitos distintos: conjunto e combinado. À justa exceção dos amadores, sabemos nós que a distinção prende-se a: haver unidade de comando, como no caso de operações combinadas e de comandos combinados; e a não haver comando único, mas coordenação de ações. Qualquer principiante em Ciências Militares sabe disto.

Mas nossos amadores optaram por traduzir diretamente do Inglês o modelo que os extasiou. Para satisfazê-los deveremos fingir que aceitamos a tradução literal, o que os levou a criar algo esdrúxulo, o Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas. Este futuro órgão, que a meu simples ver, nada mais foi do que tentar impor mais um nível de comando entre o Presidente da República e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Afinal, o que o tal Estado-Maior fará que o atual Estado-Maior de Defesa não pudesse fazer? Fiquei sem resposta. Você, ilustre leitor, já viu a proposta de como se estruturará esta magnífica invenção? Ao futuro chefe do estado-maior conjunto subordinar-se-ão três outros oficiais-generais de quatro estrelas! Pois é, eis o se pode esperar quando se entrega a amadores tarefas como esta. E olha que não falei das intenções do Governo que representam: confiáveis? Será?

CONCLUSÕES

É triste, mas sou forçado a afirmar que:

1. Não há qualquer garantia de que a Estratégia Nacional (sic) de Defesa seja um documento do Estado Brasileiro.

2. Não existe Política Nacional de Defesa que fixe os Objetivos Nacionais de Defesa, o que inviabiliza qualquer tentativa séria de formular uma verdadeira Estratégia Nacional de Defesa.

3. O documento que o Governo intitulou de Estratégia Nacional (sic) de Defesa poderia, quando muito, ser algo como mera tentativa de formular uma Estratégia de Defesa Nacional.

4. Está em vigor a Política de Defesa Nacional, documento primoroso e exemplar de planejamento de defesa.

5. A Política de Defesa Nacional e a Estratégia dita Nacional (sic) de Defesa são assinadas pelo mesmíssimo Presidente da República.

6. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa ignorou totalmente a Política de Defesa Nacional, o que a afasta de se apresentar como genuína Estratégia de Defesa Nacional.

7. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa é um Plano, segundo a exposição que seus ministros formuladores apresentaram ao Presidente da República.

8. Sem dinheiro não há estratégia. É o caso em apreço.

9. O tal Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas é esdrúxulo por concepção: um quatro-estrelas chefiando outros três quatro-estrelas! Para quê?

10. O dito Estado-Maior Conjunto (sic) é tentativa de copiar um modelo alienígena, com o objetivo não explícito de diminuir o poder dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Para terminar, lembro a todos: PROFISSIONAIS NÃO SE IMPROVISAM? Então, por que não nomear um almirante-de-esquadra ou um general-de-exército ou um tenente-brigadeiro para ser o Ministro da Defesa? Ah, eles não confiam? Por quê? E nós, confiamos? Por quê? Somos obrigados a confiar? Por quê?Até quando?

Que Deus nos abençoe!

Gen Ex Paulo Cesar Castro

Bibliografia:

- Brasil. Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.

- Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008.

- Estratégia Nacional de Defesa, anexa ao Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.

- Política de Defesa Nacional, aprovada pelo Decreto nº 5484, de 30 Jun 05. Em: www.defesa.org.gov.br.

- Smith, General Rupert. The Utility of Force. New York, 2007.


Israel Blajberg

CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB Webmaster em 06 Mar 2010

Vice-Presidente da República cumprimenta CPOR-SP

Transcrição do Telegrama de cumprimentos do Vice-Presidente ao Comandante do CPOR-SP:

“Agradeço a gentileza do convite para a solenidade de entrada dos novos alunos da turma de 2010, pedindo a Vossa Excelência que leve aos futuros oficiais da reserva, entre os quais se encontra, para o orgulho da nossa família, o meu neto Josué Gomes de Alencar.

Os meus cumprimentos pela formatura de início de ano letivo e o meu aplauso pela decisão de servir à
Pátria nas fileiras do glorioso Exército Brasileiro.

Meus parabéns a todos.

Atenciosamente,

José Alencar Gomes da Silva.
Vice-Presidente da República”


Israel Blajberg

CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB Webmaster em 06 Mar 2010

JANTAR DA ABORE - 10 DE DEZEMBRO 2009

ABORE

Os presentes elogiaram muito esse jantar, ocasião em que a ABORE pôde mostrar sua importância e representatividade com os Oficiais R/2 do Exército Brasileiro junto ao alto comando da Força.

Estiveram presentes as seguintes autoridades militares:

General de Divisão Carlos Alberto Santos Cruz (Cmt da 2.ª DE, representando S. Exa. o Gen Ex Antônio Gabriel Esper, Cmt Militar do Sudeste), General de Divisão Eduardo Segundo Liberali Wizniewsky (Cmt da 2.ª RM), General de Brigada Manoel Lopes de Lima Neto (Chefe do EM do CMSE), com suas respectivas esposas, o Coronel Art Marcelo Antônio Neves (Cmt do CPOR/SP), Coronel Inf Edson Barboza Guimarães (futuro Cmt do CPOR/SP), Tenente Coronel Int Sérgio Antônio da Silva, Coronel Int Luiz Augusto de Moura Magalhães, da Força Aérea Brasileira, Coronel Art Nilson Toledo Antenor, Coronel Cav Edson Rodrigues, Coronel PM Airton Alves da Silva, Tenente Coronel PM Renato Cerqueira Campos, Tenente Coronel PM Carlos Antônio N. de Souza, Major Cav Magnus Copetti Weber (Subcomandante do CPOR/SP).

Estiveram presentes também os Oficiais R/2 que foram homenageados com uma placa pelos bons exemplos de atuação profissional em suas áreas de atuação, sendo: Dr. Carlos Alberto Baumgart, Oficial R/2 da Arma de Artilharia - turma de 1985 do CPOR/SP, atual Diretor da CB Curt Baumgart Ltda., representando o setor do comércio; o Coronel PM Airton Alves da Silva, Oficial R/2 da Arma de Cavalaria - turma de 1977 do CPOR/SP, atual Comandante do Policiamento da Área Norte desta capital, representando setor da Segurança Pública; o Tenente Coronel PM Carlos Antônio de Souza, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1.979 do CPOR/SP, atual Comandante do 4.° Corpo de Bombeiros desta capital, também representando a Segurança Pública; o Dr. Elton Richard Krull, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1.980 do NPOR/Uberlândia, MG, atual Delegado Titular do 102.º Distrito Policial da Zona Leste desta capital e diretor da ABORE, também representando o setor da Segurança Pública; o Dr. Gilberto Carlos Leifert, Oficial R/2 do Serviço de Intendência - turma de 1971 do CPOR/SP, atual Diretor da Rede Globo de Televisão e Presidente do CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, representando o setor das comunicações-publicidade; o Dr. Stanley Nigro, Oficial R/2 do Serviço de Saúde pelo CPOR/SP, atual Diretor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, representando o setor da Saúde Pública; o Dr. Ruy Pereira Camilo, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1.960 do CPOR/SP, Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Corregedor Geral, representando o setor da Justiça; o Dr. Cid Flaquer Scartezzini, Oficial R/2 da Arma de Infantaria - turma de 1961 do CPOR/SP, Desembargador e Ministro do STJ, representado pelo Dr. Bento Ferreira de Carvalho Filho, representando o setor da Justiça; o Padre Luiz Paulo Bellintani Fontana, Oficial R/2 do Serviço de Saúde, pelo CPOR/SP, ordenado na cidade de Roma/Itália em 2004, atualmente exercendo o sacerdócio na cidade de São Paulo, representado pela sua irmã, Dra. Sylvia Regina Bellintani Fontana Moyses, representando o setor das Entidades Religiosas.

Foram entregues nesse jantar 3 Medalhas de Mérito Marechal Osório, categoria Ouro, da ABORE, às seguintes personalidades:

Dr. José Sartoris Netto, do Conselho Deliberativo da ABORE, por relevantes serviços prestados além do dever à Associação, em especial a construção do antigo Centro Cívico na Rua Alexandre Colares, no terreno cedido em Comodato pela Prefeitura de São Paulo, cuja concessão foi cassada pela ex-prefeita Marta Suplicy através de medida liminar em processo ainda em andamento no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. O Eng Sartoris planejou e executou todas as obras (terraplenagem, ginásio poliesportivo coberto, estande de tiro e campo de futebol gramado, vestiários etc.) com maquinário e mão-de-obra de sua própria empresa, sem qualquer ônus para a ABORE.

Cel Art Marcelo Antônio Neves, Cmt do CPOR/SP.

Maj Cav Magnus Copetti Weber, Subcmt do CPOR/SP.

Nossos agradecimentos ao Presidente Dr. Aniz Buíssa e ao 1.º Vice-Presidente Dr. Claudio Moyses, pelo empenho na organização e pelo sucesso evento magno,

Blajberg & História Militar Terrestre & EB & FEB & ANVFEB & AHJB & Rio de Janeiro Webmaster em 06 Mar 2010

Major Enf ELZA Cansanção Medeiros † 08 dez 2009

Major ELZA Cansanção Medeiros integrando o Grupamento dos Ex-Combatentes ao abrir o Desfile Militar em 7 de Setembro de 2007, na Av. Pres. Vargas - Rio de Janeiro.

Major Enf ELZA Cansanção Medeiros

Veterana da Força Expedicionária Brasileira

Sócia Titular - Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e AHIMTB - Academia de História Militar Terrestre do Brasil

Deixou-nos um ícone, quase um mito, uma vida inteira de dedicação, entusiasmo, ideais elevados a pautar uma carreira consagrada a memória da FEB, ao Exército, ao Brasil, que perde o brilho da sua inteligência, o calor da sua dedicação, o encanto da sua presença.

A cada 7 de Setembro, a multidão diante do Pantheon de Caxias se surpreendia ao ver passar o Grupamento dos Ex- Combatentes.

Uma figura marcante de mulher, fardada, logo despertava a atenção do público, desfilando embarcada numa das primeiras viaturas.

O tempo passava mas não afetava seu brilho, nem fazia com que deixasse de manter, altaneira, a postura ereta com que saudava as Autoridades no palanque, sempre uma das mais aplaudidas.

Num dia de 1944, partiu para o desconhecido em defesa da democracia e da liberdade, retornando com a FEB coberta de glórias.

As lembranças da guerra nos remetem àquela época difícil, quando a então Tenente Enfermeira Elza Cansanção Medeiros, com suas colegas do Corpo de Saúde da FEB, em meio às vicissitudes dos combates, não media esforços nem sacrifícios para que a dor dos soldados que sofriam pudesse ser minorada.

Herdara dos pais a coragem e o desprendimento dos bravos das Alagoas, terra de gente forte e decidida, que deu ao Brasil nossos dois primeiros presidentes: Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto.

Portanto, não foi surpresa ter sido aquela jovem Enfermeira a primeira voluntária brasileira a se apresentar, alistando-se para a Segunda Guerra Mundial.

Era o dia 18 de abril de 1943, quando o Corpo de Enfermeiras da Reserva do Exército recebeu a primeira das suas 67 integrantes, a que se somaram mais 6 da Aeronáutica.

Logo veio o treinamento na Fortaleza de São João, no HCE e na Policlínica, e o embarque por via aérea para o TO da Itália, onde as Enfermeiras da FEB se destacaram pelo carinho e profissionalismo com que souberam se desempenhar de suas funções, granjeando o respeito e admiração da tropa.

Foram dignas de uma Ana Néri, que partiu em 1865 para a guerra do Paraguai com autorização especial do Imperador. 75 anos depois estas outras mulheres guerreiras reviveram em todo o esplendor e beleza aquela figura sublime, inspiradas ainda em Joana Angélica, Maria Quitéria, Rosa da Fonseca, Anita Garibaldi, Bárbara Heliodora, Sóror Angélica, e tantas outras heroínas brasileiras.

Seu trabalho multidisplinar foi riquíssimo, distribuindo-se por inúmeras diversas vertentes, da iconografia a escultura, da museologia a produção literária, incansável atuação reconhecida pelas inúmeras condecorações que lhe foram outorgadas, alem de filiação a importantes institutos, tendo criado o mais completo acervo iconográfico da FEB, preservando a memória histórica através de 5 mil fotografias.

Nos últimos meses não deixou de trabalhar, lançando uma edição especial da Revista do Exercito Brasileiro sobre a FEB, um livro sobre o papel da Mulher Brasileira, e sendo agraciada com a Medalha Pedro Ernesto no Palácio Tiradentes.

Possuía mais de 40 medalhas nacionais e estrangeiras, tendo sido a primeira mulher a ingressar no IGHMB, na categoria de socia-titular, no ano do cinquentario daquela instituição. Ocupava desde 2007 a Cadeira Especial Historiadora Militar Terrestre Brasileira, como primeira mulher a ocupar cadeira na AHIMTB – Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil.

Em Maceió criou o Museu Militar da Segunda Guerra Mundial, com peças históricas de elevado valor, como aquelas recuperadas do Itapagé, torpedeado na costa de Maceió. Os verdes mares alagoanos foram o túmulo daqueles brasileiros, bravos tripulantes e passageiros inocentes, vitimas da sanha nazista.

Outra faceta não menos destacada era seu trabalho como escultora de bustos de militares famosos. Do Marechal Mascarenhas de Moraes, o Grande Comandante da FEB foram 40 esculturas, A estatueta representando uma enfermeira em continência, é o prêmio oferecido às primeiras colocadas da Escola de Administração do Exército em Salvador, que vem a ser o seu auto-retrato.

Custa a crer que tenha nos deixado, mas o fez com a sensação de missão cumprida, como atestam as muitas medalhas merecidamente conquistadas que repousam sobre o seu peito.

A mulher de fibra se foi, mas o exemplo frutificará, do trabalho ingente, da dedicação aos ideais, da preservação e divulgação da memória da FEB. A melhor homenagem que lhe poderemos prestar será manter desfraldada a bandeira a qual dedicou toda a sua rica existência.

Que a sua alma se incorpore a corrente da vida eterna.

No Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste no Rio de Janeiro, uma Missa de Corpo Presente é dedicada à brava Mulher–Soldado, do Exército de Caxias, da FEB de Mascarenhas.

Envergando o uniforme verde-oliva, a expressão do seu rosto é a mesma de como a conhecíamos em vida, parecendo apenas adormecida, no esquife envolto pelo Pavilhão Nacional. As inúmeras coroas de flores em volta expressam o respeito e admiração do Exército Brasileiro, em uma ultima homenagem.

Na missa de corpo presente, uma profusão de uniformes brancos do Serviço de Saude, a visão da cruz vermelha remetendo a missão humanitária cumprida pela Major Elza nos campos de batalha da Europa, de onde retornou para se transformar em verdadeiro simbolo. Lá confirmou diuturnamente no 7th Field Hospital o ditame do Talmud:

“ … quem salva uma vida … salva toda a Humanidade … “

Segundo ensinam os comentários das Escrituras, as almas não se afastam logo deste mundo, nos primeiros 7 dias pairam sobre a casa terrena e lugares que frequentaram e onde trabalharam. Assim é que nossa irmã Elza, durante boa parte da sua vida fisica tendo labutado no Arquivo Historico do Exercito naquele mesmo Palacio, capturou do alto o fervor da missa e o calor das homenagens. Certamente até lá chegou o lamento das sirenes dos batedores, em uma derradeira despedida atravessando a Presidente Vargas, ali mesmo onde tantas vezes desfilara no 7 de Setembro, agora em direção ao Caju para o derradeiro rito de passagem, a cremação. Não obstante, que o Eterno permita a ressureição da sua alma, quando vier o Messias da Casa de David.

“Old soldiers never die, they just fade away” - verso famoso de antiga balada da I Guerra Mundial - Velhos Soldados nunca morrem, eles apenas se afastam, distanciando-se lentamente no tempo e no espaço.

Aos 88 anos partiu, adentrando o Portal do Paraíso. Foi uma sentida perda, para a familia, para o Exército a quem tão carinhosamente se dedicava, seus inúmeros irmãos de armas, amigos e admiradores, e para todos nós, a quem lega o exemplo e inestimável lição de vida.


Israel Blajberg

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & CPOR/SP & EB & FEB & ANVFEB & AHJB Webmaster em 05 Mar 2010

21 de fevereiro – Tomada de Monte Castello

TOMADA DE MONTE CASTELO

O passado não pode ser esquecido

Neste 21 de fevereiro, quando em 1945 os bravos da FEB foram vitoriosos no quinto e ultimo assalto a Monte Castello, nossos pensamentos voltam-se para aqueles heróis, transcorridos 65 anos.

O nazismo foi derrotado, entretanto mesmo após tanto sofrimento, ainda hoje se enxergam aspectos positivos na ditadura de Hitler, conforme estudo de uma universidade alemã.

A partir de 1942 o Brasil foi covardemente agredido pela Alemanha Nazista. 38 navios mercantes torpedeados, 549 tripulantes e 502 passageiros afogados, 1051 preciosas vidas brasileiras.

O Monte Castello havia sido atacado 4 vezes por tropas brasileiras e pela Divisão de Montanha americana, em novembro e dezembro de 1944.

A infantaria avançava penosamente pela neve e lama, sob um fogo pesado. Clássica situação dos manuais: o inimigo tem a vantagem da altura. Mesmo assim alguns pelotões conseguiram atingir o cume do monte, tendo de se retirar após sofrer pesadas perdas. Um dos batalhões teve 15% de baixas entre mortos, feridos e desaparecidos.

Os tenentes Apollo Miguel Rezk e Moises Chahon, que comandavam pelotões na cota 958, e o tenente Gervasio Deschamps, que subira com parte de seu pelotão continuaram a resistir - embora a ordem fosse para recuar.

A vitória final veio ao cair da tarde do dia 21, com apoio do 1°. Grupo de Caça, o Senta-a-Pua, e da Artilharia Divisionária.

O 1°. RI - Regimento Sampaio finalmente conquistou as casamatas da cota 977 do Monte Castello, resistindo à fadiga, a estafa e ao frio, e ainda tendo de cavar fox-holes para a eventualidade do contra-ataque alemão que jamais chegou.

Por bravura em ação, diversos pracinhas foram condecorados com as mais valiosas medalhas brasileiras e americanas, entre os quais o Herói da Reserva, Ten Apollo Miguel Rezk, Cmt Pel da 6ª. Cia, que recebeu a Silver Star Medal, junto com Chahon e Gervasio, e o Capitão Valdir Moreira Sampaio, Cmt da 5ª. Cia do 2°. Btl, que recebeu a Bronze Star Medal, todos do Regimento Sampaio.

O Brasil se orgulhou dos seus pracinhas, que enfrentaram os nazistas na neve das escarpas sob fogo de metralhadoras e morteiros do alto, levando apenas o armamento, a própria ração, e a coragem exemplar.
Neste 2010 que marca os 65 anos do final da 2ª. Guerra Mundial, o 21 de Fevereiro ganha significado ainda mais relevante. Como farol na escuridão lembra tantos anos depois que o mesmo perigo ainda ronda ameaçador.

Quando um chefe de estado emula novamente os pérfidos postulados nazistas, cabe perguntar se as lideranças democráticas mundiais pretendem novamente esperar até que seja tarde demais. Hitler não tinha a bomba atômica.

As datas recordatorias se sucedem, Noite dos Cristais de novembro de 1938, invasão da Polônia em setembro de 1939, sem que o Mundo desperte.

Elie Wiesel, Premio Nobel da Paz de 1986 e sobrevivente de Auschwitz, em sua obra interpreta o canto de uma geração perdida:

“… desde o fim do pesadelo rebusco o passado … quanto mais longe vou, menos compreendo … talvez não haja nada a compreender…”

A Humanidade segue na corda bamba, sem conseguir entender que o compromisso de Wiesel, originado no sofrimento do seu povo, se amplia para abarcar todos os povos e raças oprimidas, e não se prende apenas ao passado, mas, o que é pior, ao futuro.

Passadas mais de 6 décadas, o significado da batalha de Monte Castelo está cada vez mais atual.

Mas ainda há tempo. Novamente, é como se a cada dia estejamos lutando contra os mesmos inimigos, lançando outra vez as 4 primeiras investidas contra o mal encastelado no alto da crista, tentativas plenas de sacrifícios e perdas, mas com a certeza de que a vitória sofrida um dia chegará.

Por isso é tão importante que a cada ano sejam lembrados os combatentes de Monte Castelo, que com destemor ensinaram preciosa lição, deixando-nos seu legado para defender.


Israel Blajberg

CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB Webmaster em 05 Mar 2010

General de Exército Rui Alves CATÃO

Exército BrasileiroABORE

Em 23 de fevereiro de 2010, realizou-se uma solenidade de despedida do serviço ativo para o General de Exército Rui Alves CATÃO, ex-comandante do Grupo Bandeirante, de 30/jan/1991 a 27/jan/1993, e atual Comandante Militar do Leste - RJ.

A convite do General de Brigada Araujo Lima, Comandante da 12.ª Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel (Caçapava, SP) e do Tenente-Coronel Art HÉLIO Fernando Rosa de Araújo, compareceram pela ABORE o Presidente Dr. Aniz BUÍSSA e o Diretor Orador e Presidente do Conselho da Medalha Dr. WALLACE de
Oliveira Guirelli.

Presentes, também, o General de Exército Antônio Gabriel ESPER, Comandante do CMSE - Comando Militar do Sudeste e também Comandante do COTER - Comando de Operações Terrestres; o General de Divisão SANTOS CRUZ, Comandante da 2.ª Divisão de Exército; o Coronel ROBSON, Diretor do Arsenal de Guerra de São Paulo; o Tenente Coronel Aviador Antônio Augusto BENEDETTI, Comandante do GSB da Base Aérea de São Paulo; colegas de turma do Gen CATÃO; o sr. Carlos BARALDI Neto, Presidente da AGRUBAN; o sr. JOE de Souza Aranha, Diretor de Relações Públicas da AGRUBAN; e inúmeros militares e civis amigos do homenageado.

Durante a formatura, usaram da palavra o General de Brigada ARAUJO LIMA e o General de Exército CATÃO, que efetuou seu último tiro de canhão.

Após a formatura, seguiu-se um coquetel de confraternização, durante o qual o Presidente da ABORE, Dr. Aniz BUÍSSA, condecorou o Gen Ex CATÃO com a Medalha de Mérito Marechal Osório, dourada, e o Dr. WALLACE de Oliveira Guirelli também o condecorou com a Medalha de Mérito Marechal Castello
Branco, da ACORE - Associação Campineira de Oficiais da Reserva do Exército, igualmente dourada.

CPOR/RJ & CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB & Enorex & CNOR & Rio de Janeiro Webmaster em 05 Mar 2010

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

CNORABORE

11o. ENCONTRO NACIONAL DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - 11º ENOREx

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

Os signatários deste documento, presidentes das Associações que congregam Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro filiadas ao Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil (CNOR), ou seus representantes legais, reunidos na cidade de Brasília, Distrito Federal, no período de 13 a 17 de outubro de 2009, por ocasião do 110 Encontro Nacional de Oficiais da Reserva do Exército - 110 ENOREx - promovido pela Associação dos Oficiais da Reserva do Exército do Distrito Federal - AORE Planalto – unidos e coesos, lavram, reiteram e subscrevem como compromisso de honra perante a Nação brasileira, a presente declaração de intenções, posicionamentos e conceitos, sob a forma desta DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA.

PROCLAMAM ser o território brasileiro uno, indivisível e intocável, e se declaram, como Reserva do Exército, dispostos a assim mantê-lo e defendê-lo - e às suas riquezas - ombro a ombro com os integrantes da Ativa das Forças Armadas do Brasil, se necessário, e em qualquer circunstância, para garantia dos poderes constitucionais, da lei, da ordem e da soberania do Estado Brasileiro.

DECLARAM, como membros de uma Reserva Ativa, Atenta e Forte, aglutinados nas Associações de Oficiais R/2 do país, tendo como órgão central o Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, que se dispõem, como formadores de opinião, a ser o elo entre as Forças Armadas e os demais segmentos da sociedade brasileira.

INFORMAM que atuarão como verdadeiros embaixadores do Exército no meio civil, exercendo suas ocupações com probidade, dignidade, lealdade, ética, zelo, responsabilidade, decoro, boa ordem, disciplina e exata noção do cumprimento do dever, tendo como fulcro os princípios, valores e atributos praticados nas Forças Armadas do Brasil.

CONDENAM, no exercício pleno de seus direitos constitucionais, o desapreço que alguns integrantes dos poderes constituídos dispensam às Forças Armadas, negando o devido mérito à sua profissão militar e aos valores que cultuam, difundem e exercitam, bem como sonegando os meios necessários ao cumprimento de suas missões, na tentativa vã e impatriótica de desmerecê-las, e o que é ainda pior, de enfraquecê-las.

REAFIRMAM que as Forças Armadas são a expressão natural do Poder Nacional, guardiãs incondicionais dos princípios e valores que forjaram a nacionalidade, defensoras intransigentes da soberania nacional, da verdadeira democracia, do civismo e da igualdade social, sem preconceitos de qualquer natureza, posto que ensejam em si, numa simbiose perfeita, a mais pura e plena representação da população brasileira.

EXALTAM, orgulhosos, a participação das nossas Forças Armadas em Missões de Paz da ONU, em especial no Haiti. Após a vitoriosa atuação na Segunda Guerra Mundial, o Brasil, a partir de 1957, com o embarque do primeiro contingente do Batalhão Suez, participou de inúmeras Missões da ONU. As Forças de Paz brasileiras estiveram presentes nos locais mais distantes e inóspitos. Egito, República Dominicana, Guatemala, Equador, Peru, Congo, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Moçambique, Timor Leste, Croácia, Prevlaka, Índia, Paquistão, Libéria, Angola, Ruanda, Ex-Iugoslávia, Nova Guiné Ocidental, Eslavônia Oriental, Costa do Marfim, Chipre, Guiné Bissau e Haiti. Atualmente, quase dois mil militares brasileiros estão integrando diversas missões em andamento pelo mundo, enfrentando condições adversas, distantes da terra natal, combatendo, salvando e pacificando guerras. Em mais de meio século de destacadas participações em missões da ONU, o Brasil perdeu alguns de seus melhores soldados. São heróis, geralmente esquecidos, que deram suas vidas pela honra e glória de seu país. Dignificaram, sobretudo, a profissão militar. A nação lhes deve uma eterna, e muitas vezes negada, gratidão.

REJEITAM a expressão “sociedade civil”, algumas vezes usada maldosamente para discriminar os militares, a eles se referindo como se não fossem partes vivas, ativas, atuantes e valorosas de uma sociedade a que todos nós pertencemos. É imperativo reconhecer que as Forças Armadas e os demais segmentos da população constituem, harmônica e indiscriminadamente, a sociedade nacional brasileira.

MANIFESTAM insatisfação pelos desmandos e ineficácia de muitos setores da administração pública no País, em especial a negligência com os programas estratégicos de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, do preparo da base mínima de defesa, da saúde pública, da educação, do saneamento básico, dos transportes, da segurança pública, da produção e distribuição de energia.

DEFENDEM a exploração direta da atividade econômica pelo Estado, prevista no art. 173 da Constituição Federal, com a implantação, apoio e regulação de empresas estratégicas, que operem em setores de auto-suficiência, mobilização, defesa e segurança do Estado, ou de relevante interesse coletivo, como material bélico, de uso nuclear, de navegação, de comunicação, de missilística, de tecnologia de vôo fly by wire, de controle de bens sensíveis e armas químicas/biológicas e de empreendimentos em que o Estado é o seu único cliente. Tais atividades compreendem o cotidiano da pesquisa, do desenvolvimento científico e tecnológico e a experimentação científica. É importante ressaltar que o setor é de fundamental importância, já que, nesses segmentos, os “lucros” esperados são a soberania nacional, o aumento no poder de dissuasão, a capacidade do Estado de se mobilizar e suprir-se a qualquer tempo, livre de salvaguardas internacionais ou de embargos estrangeiros sempre reticentes e condicionais.

PROTESTAM contra a corrupção incontida que grassa em vários escalões do poderes constituídos do Estado Brasileiro, sob a égide nefasta da impunidade, com a conivência e o descaso de maus brasileiros. A sociedade assiste aturdida, decepcionada e indefesa, aos procedimentos indecorosos, antiéticos, imorais, e não raro delituosos, de muitas autoridades que têm o dever de não errar, mas que, apesar de flagrados e denunciados em atos ilícitos, permanecem impunes. Merecem o nosso repúdio e, jamais, o nosso voto.

CLAMAM contra a obsolescência dos equipamentos e armamentos da Força Terrestre Brasileira. Nosso país não pode ficar à mercê de maus governantes que ignoram - em algumas situações, propositadamente - que às Forças Armadas cabe a responsabilidade constitucional de defender a Pátria, garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem. Tão importantes e complexas atribuições, exigem que as autoridades forneçam os MEIOS necessários à existência e manutenção de forças adequadamente equipadas e adestradas, a altura da grandiosidade do país. Exércitos não se improvisam. Nossas Forças Armadas, para atingir a eficácia no cumprimento de suas missões, necessitam de recursos muito maiores do que os minguados 2% do PIB que atualmente lhes são destinados. A expressão do poder militar brasileiro, cuja repercussão dissuasória precisa ser inquestionável, pressupõe investimentos expressivos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia nacional na área de material militar, a exemplo do desenvolvimento da família de veículos blindados de transporte sobre rodas VBTP, cujo protótipo será testado pelo Exército no 2º semestre de 2010, aliados a um programa permanente de aquisição, no mercado externo, de equipamentos atualizados. A história registra o infortúnio vivenciado por algumas nações, em consequência da omissão e do descaso com suas forças armadas. É oportuno lembrar que todos possuem Exércitos: o seu ou o do invasor.

RECONHECEM a necessidade de prover a Marinha do Brasil de meios adequados e suficientes para o cumprimento de suas missões. A defesa do extenso litoral brasileiro e da nossa já cobiçada “Amazônia Azul”, exige a presença de uma poderosa esquadra, compatível com a grandiosidade de suas atribuições. O Poder Naval brasileiro, como fator dissuasório, será de fundamental importância nas próximas décadas, assegurando a defesa do nosso espaço e riquezas marítimas. Também a presença de submarinos nucleares em nossa frota será vital para que o país detenha o controle e mantenha o domínio do mar territorial brasileiro. Por outro lado, é inconcebível que a legislação ainda não estenda à Força Naval, em operações ribeirinhas, o poder de polícia que o Exército detém nas fronteiras. É um absurdo constatar que as patrulhas fluviais da Marinha não possam atuar sem a presença de autoridades policiais, mesmo em presença de flagrantes de cometimento de ilícitos penais.

APONTAM para a urgência em dotar a Força Aérea Brasileira de aeronaves e equipamentos capazes de assegurar o controle e o efetivo domínio de nosso espaço aéreo. A aviação de caça brasileira não pode, sob pena de cometimento de crime de lesa pátria, ficar refém de interesses e injunções políticas. A decisão técnica da Aeronáutica sobre a matéria deve ser acatada como conclusiva e definitiva, diante dos imensos prejuízos operacionais e financeiros que uma decisão equivocada traria para a defesa e os interesses nacionais. Por outro lado, a nossa atual frota de aeronaves de transporte, reduzida, sucatada e obsoleta, somente cumpre as missões que lhe são atribuídas graças ao esforço, competência e dedicação das equipes de vôo e manutenção. A indústria aeronáutica brasileira, reconhecida internacionalmente por sua eficácia, tem condições de fornecer a Força Aérea, em médio prazo, aeronaves de transporte modernas, capazes de atender às suas necessidades, inclusive no apoio ao Exército e à Marinha. Devemos lembrar que a Força Terrestre, cuja mobilidade é fundamental para o cumprimento de suas missões, necessita de transporte aéreo rápido, seguro e eficiente para o deslocamento de suas tropas - até mesmo no nível Brigada - para qualquer parte do nosso território, onde se façam necessárias. Já os sistemas de proteção e vigilância da Amazônia - SIPAM E SIVAM - cuja eficácia depende da destinação de recursos compatíveis com a sua importância para a defesa e incolumidade do espaço aéreo, devem se prioritários, inclusive com investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico de radares e equipamentos de comunicação de última geração.

DESAPROVAM os gastos públicos com a absurda “dívida da União” com os chamados anistiados políticos, supostos militantes de esquerda derrotados em suas investidas contra os governos militares, a partir de 1964. Tais indenizações, que já superam R$ 2 bilhões, na maioria dos casos não resistem às mais elementares justificativas quanto à sua motivação. Ao reverso, se assemelham muito mais a uma verdadeira “premiação” pelas sangrentas atividades desenvolvidas por integrantes de organizações clandestinas, cujo principal objetivo era a implantação no Brasil de um governo comunista, ao estilo da ditadura cubana. Ironicamente, o vencedor indulgente – nossas Forças Armadas - é exposto sempre como algoz. Essa prodigalidade milionária e unilateral é reprovada até mesmo por setores da esquerda brasileira, não coniventes com o verdadeiro assalto aos cofres público promovidos pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça.

REITERAM a relevância de uma maior presença das nossas Forças Armadas na Amazônia brasileira. Proclamam a necessidade de incrementar ações que proporcionem a formação de pólos que irradiem, a partir das unidades militares, o desenvolvimento das possibilidades econômicas e da realidade local. É imperativo denunciar e frustrar as tentativas de sujeitar a Amazônia brasileira à “soberania relativa” ou de internacionalizá-la. Urge responsabilizar os falsos “especialistas” que atestaram e reconheceram, nela, como sendo “nações” indígenas, grupos que muitas vezes rejeitam a nacionalidade brasileira e que, seduzidos por mercenários, em sua maioria integrantes de ONGs que atuam na região, reivindicam a autonomia de imensos espaços territoriais, onde nada produzem, interessados, apenas, na nossa imensa biodiversidade e nos vastos recursos econômicos ali existentes. O povo brasileiro precisa conhecer as verdadeiras intenções de muitos dos grupos nacionais e internacionais que atuam livremente na Amazônia Brasileira, aliciando a população, especialmente a indígena, através de idéias separatistas, geralmente mal disfarçadas em ajuda humanitária ou trabalho religioso. O episódio da Raposa Serra do Sol, área que pela ação de maus brasileiros pode ser hoje classificada como de “soberania relativa” para o Brasil, deve servir de exemplo quanto à realidade das ameaças que pairam sobre a nossa Amazônia.

RECORDAM a existência no subsolo brasileiro de um dos maiores reservatórios de água subterrânea do planeta, o pouco conhecido Aquífero Guarani, obviamente uma reserva estratégica, situada na área econômica do Mercosul, com uma superfície de quase 1,2 milhões de km²,estendida pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A maior parte da área do Aquífero Guarani está situada no Brasil, com 840 mil km², espalhando-se pelo subsolo de oito Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, num total de 70,2 % da área total do aquífero. O Aquífero Guarani está inserido na Bacia Geológica Sedimentar do Paraná, e constitui a principal reserva de água subterrânea da América do Sul, com um volume estimado de 46 mil km³. Sob o pretexto da proteção ambiental, a existência desse manancial foi levada à mesa do Banco Mundial, onde estão sendo feitos estudos para melhor conhecer esses recursos e para o estabelecimento de parâmetros regulatórios, que sejam geridos pelos quatro países principais interessados. As reuniões desse grupo são pouco divulgadas e é imperativo exigir-lhes transparência, a fim de que não sejamos surpreendidos por uma legislação contrária aos interesses brasileiros, já que a maior parte do território do Aquífero Guarani encontra-se em nosso país.

SUSTENTAM que o indigenismo e a política indigenista não devem ser atrelados a componentes ideológicos e que a integração dos silvícolas, que são brasileiros natos, deve ser recolocada na competência constitucional da União, de onde foi subtraída ante a pressão da Igreja, da militância ideológica infiltrada na administração pública e das auto-intituladas organizações representativas da sociedade civil, a serviço do ativismo mercenário, que atuam como inimigos do desenvolvimento nacional.

CONSIDERAM que a saúde pública, que deveria ser preventiva, nem chega a ser curativa. A saúde no Brasil está abandonada, aparentemente em consequência da rejeição do Congresso Nacional em aprovar a nova CPMF. A maior parte da população não é atendida pelo inoperante sistema de saúde pública e não tem condições de arcar com os escorchantes planos de saúde privados. A vacinação é inoperante e, quando disponível, fica sujeita à adesão popular e por prazos limitados. A vacinação infantil nas maternidades e nas escolas deixou de ser praticada. Ocasionalmente, a administração pública tem ímpetos de cuidados com a saúde e anuncia à população, através de caríssimas matérias publicitárias, campanhas de vacinação, alertas contra doenças, endemias, obesidade, pressão arterial, que não alcançam parcela significativa do universo dos necessitados. Hospitais em greve, corrupção administrativa, clínicas sem médicos, equipamentos defeituosos, falta de medicamentos, ambulâncias inexistentes ou inoperantes, centros cirúrgicos desativados, esse é o quadro do desmando noticiado diariamente, sem que ninguém seja responsabilizado. De há muito que a saúde do brasileiro não é prioridade para os governantes.

LAMENTAM que a Educação e o Ensino não contemplem a formação de inteligência e que os ensinos fundamental e médio sejam ministrados sem compromissos com a compreensão dos conteúdos programáticos, o que resulta numa educação desuniforme da juventude, não lhes dando consciência de valores cívicos e morais, não dignificando o trabalho como fator de desenvolvimento pessoal e profissional. Tal consciência cívica se fundamenta no reconhecimento da igualdade das pessoas – jurídica e social - e configura a expressão máxima da cidadania, sem qualquer discriminação. Urge valorizar o magistério, retirar os componentes ideológicos do processo, reeditar a normalista e o ensino normal, arejar o sistema, eleger prioridades claras, objetivas e consequentes, e, principalmente, despertar o civismo nos jovens, sob pena de não o fazendo, comprometer o futuro na nacionalidade. Por outro lado, a Universidade, sob a proteção da autonomia universitária absoluta, permanece circunscrita às faculdades que agrupa, sem a necessária interação com o sistema. As escolas, voltadas para a meta da graduação profissional liberal, descuram da pesquisa e desenvolvimento de idéias, de novas teorias, materiais e utilidades, de novos conceitos, de diferentes caminhos da inteligência e têm, no vestibular, um negócio e um gargalo em que a memória e a técnica prevalecem sobre a inteligência, o conhecimento e o raciocínio, se afastando, por conseguinte, das características dos centros de excelência. É necessário estimular e apoiar a parceria das universidades com o sistema produtivo, proporcionando melhores condições para o desenvolvimento econômico.

CRITICAM o abandono do setor elétrico no país: estamos de volta à escuridão. Em 2005, no VII ENCONTRO NACIONAL DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO, a Declaração de Porto Alegre já previa uma possível carência de energia elétrica em 2010 e apontava a necessidade de se ampliar a potência instalada, pois desde 2001 nenhuma nova usina iniciara operação no País. Interesses não revelados servem-se da burocracia para postergar a construção de hidroelétricas: estudos ambientais, relatórios de impacto ambiental, licenciamento, proteção da fauna, direitos indígenas e marcos regulatórios, são alguns dos artifícios que embaraçam essas obras. Mas, na verdade, elas não prosperam pela omissão e ineficiência da administração pública

ATENTAM para a necessidade de reordenamento dos programas de uso de fontes alternativas de energia, em especial as de origem renovável, nuclear, solar, e eólica. Os projetos e as obras das novas usinas nucleares em Angra dos Reis foram postergados a pretexto de preservar o meio ambiente e para “garantia” da incolumidade das populações locais contra o risco de acidente nuclear, ante os receios nacionais - de “representantes da sociedade civil organizada” - e internacionais (ONGs), de que o sistema não seria confiável. Por outro lado, o preço do álcool continua equivocadamente atrelado ao da gasolina, o que não conduz à economia de gasolina e, ao mesmo tempo, retira a vantagem do consumo do álcool. Via de conseqüência, o suprimento do mercado interno não tem precedência sobre a exportação, sendo refém da conveniência do mercado internacional. Além disso, o álcool concorre com o combustível produzido pela Petrobrás. Quanto a outras fontes de energia - solar e eólica – continuam ignoradas pelas autoridades governamentais.

DENUNCIAM as “alianças bolivarianas”, que estão em pleno desenvolvimento na região, e que certamente irão deteriorar a secular boa vizinhança sul-americana. É inaceitável que o governo do Brasil tenha sido seduzido pelas aventuras ideológicas antidemocráticas implantadas em alguns países do continente, reconhecido como legítimos movimentos terroristas como as FARC, adotado postura flagrantemente ideológica no tratamento de questões de extradição de criminosos e refugiados políticos, prejudicado os interesses nacionais nos episódios do gás boliviano, da Petrobrás na Venezuela e da energia elétrica de Itaipu com o Paraguai e afrontado a nossa histórica política externa de não-intervenção, ao se imiscuir em assuntos internos de outras nações, abrigando na embaixada brasileira durante meses – sem a condição de asilado político - o ex-presidente de Honduras, deposto por decisão da Suprema Corte daquele país.

CONFIAM no valor, no espírito cívico e na capacidade de superação do povo brasileiro neste ano de 2010, quando as urnas deverão indicar os futuros governantes da nação. Num passado recente, os militares devolveram à sociedade um país democrático, desenvolvido e pacificado. Todos, inclusive os que tentaram implantar em nosso país um regime totalitário esquerdista inspirado na sanguinária ditadura cubana, se beneficiaram da Lei da Anistia. A democracia legada pelos militares possibilitou que os brasileiros, indiscriminadamente, participassem do processo eleitoral e atingissem os mais altos postos da nação. A sociedade aguarda, pacífica e ordeira, a decisão soberana das urnas. Mas, nós da Reserva Atenta e Forte estaremos prontos para, se for o caso, pugnar contra eventuais tentativas de desvios de rumos objetivando o rompimento da normalidade jurídico-institucional do país.

CONSELHO NACIONAL DE OFICIAIS R/2 DO BRASIL

Sérgio Pinto Monteiro - 2º Ten R/2 Art

Presidente

PELAS ENTIDADES FILIADAS

1 - ASSOCIAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/DISTRITO FEDERAL

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Rômulo Jorge de Melo Nogueira

2 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/RIO DE JANEIRO

Presidente: 2º Ten R/2 Art Luiz Eugênio Bezerra Mergulhão Filho

3 - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO- ABORE/SÃO PAULO

Presidente: 1º Ten R/2 Inf Aniz Buíssa

4 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO BRASILEIRO - AOR - EB

Presidente: Ten Cel R/1 Inf Paulo Rubens Pereira Diniz

5 - ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO CPOR/RECIFE

Presidente: 2º Ten R/2 Eng Luciano Faro Cassundé

6 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS R/2 DO RIO GRANDE DO SUL - CPOR/PORTO ALEGRE

Presidente: 2º Ten R/2 Art Eduardo Marenco de Oliveira

7 - ASSOCIAÇÃO PETROPOLITANA DE OFICIAIS DA RESERVA - APOREx - PETRÓPOLIS

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Antônio Jorge de Azevedo Clavery

8 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS R/2, EX-ALUNOS E AMIGOS DO NPOR DE NATAL - AORN

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Elisiário Ferreira Lima Júnior

9 - ASSOCIAÇÃO MATOGR0SSENSE DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AMORE

Presidente: 1º Ten R/2 Inf Jânio Gonçalo Maciel de Morais

1O - ASSOCIAÇÂO DOS OFICIAIS DA RESERVA DE PONTA GROSSA - AORPG - PARANÁ

Presidente: 1º Ten R/2 Inf Orlando Frizanco

11 - ASSOCIAÇÃO DE EX-ALUNOS E AMIGOS DO NPOR DO 9º BIMTz - PELOTAS - RGS

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Marco Antonio Almeida Tavares Gravato

12 - ASSOCIAÇÃO PARAIBANA DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - APORE

Presidente: 1º Ten R/2 Cav Hamilton Madruga Espínola Guedes

13 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/JUIZ DE FORA

Presidente: 2º Ten R/2 Art Mauro Lúcio Pires

14 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/ALAGOAS

Presidente: 2º Ten R/2 Inf André Sahaj Lobo Monteiro

15 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/BELÉM

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Túlio Roberto Cei

PELAS ENTIDADES COLABORADORAS

1 - CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TIRO DEFENSIVO - CBTD

Presidente: 1° Ten R/2 Inf Sérgio Marcos Bitencourt Silveira

2 - CREDIÁRIO E CONSULTORIA LTDA

Presidente: 1º Ten R/2 Eng Moacir Carlos Muzzi Machado

CPOR/RJ & Comunicado & CPOR/SP & Abore & São Paulo & Notícia & CNOR & Rio de Janeiro Webmaster em 03 Jan 2010

“Comissão Nacional da Verdade”

Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)

Diante das inúmeras mensagens recebidas pelo CONSELHO NACIONAL DE OFICIAIS R/2 DO BRASIL - CNOR, manifestando a preocupação e o repúdio dos Oficiais R/2 com o noticiário acerca de tentativas de revogação da Lei nº 6.683, promulgada pelo presidente João Figueiredo em de 28 de agosto de 1979, conhecida como Lei da Anistia, e ainda com o teor do Decreto Presidencial denominado Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que cria a chamada “Comissão Nacional da Verdade“, supostamente para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985), o Presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil RESOLVE expedir o seguinte comunicado:

COMUNICADO

1 - O objeto das manifestações de repúdio atinge, principalmente, o capítulo sexto do Programa Nacional de Direitos Humanos anunciado pelo Presidente da República no dia 21 de dezembro último e publicado no “Diário Oficial” da União, no dia seguinte. No referido capítulo, denominado “Eixo Orientador 6: Direito à Memória e à Verdade”, duas propostas são severamente criticadas nas manifestações da Oficialidade R/2: identificar e tornar públicas as “estruturas” utilizadas para violações de direitos humanos durante a “ditadura” e criar uma legislação nacional proibindo que ruas, praças, monumentos e estádios tenham nomes de pessoas que praticaram “crimes” naquele período.

2 - O chamado Programa Nacional de Direitos Humanos, oriundo da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, nada mais é do que uma das inúmeras tentativas de revanchismo já perpetradas por antigos militantes da esquerda derrotada pela Revolução de 1964.

3 - A Lei da Anistia, editada pelo governo militar em 1979, foi responsável pela pacificação nacional e conduziu o nosso país à desejada redemocratização. Ela, acertadamente, beneficiou ambos os lados. De uma parte, os militares que supostamente praticaram delitos e desvios de conduta na repressão aos movimentos armados que combatiam o governo revolucionário; de outra, os militantes de esquerda que, inconformados com a derrota de suas pretensões de instalar no Brasil uma ditadura socialista similar à existente em Cuba, recorreram à luta armada numa frustrada e sangrenta política de enfrentamento.

4 - Foi a Lei da Anistia, tendo como principal corolário o restabelecimento da normalidade democrática em nosso país, que, em última análise, proporcionou a muitos dos antigos guerrilheiros e militantes esquerdistas, a oportunidade de livremente assumirem postos importantes no cenário político-administrativo brasileiro.

5 - A revogação da Lei da Anistia, ou a sua revisão objetivando a incriminação de militares por supostos crimes praticados naquele período, além de flagrantemente inconstitucional, ainda exigiria, por certo, o indiciamento de numerosos militantes esquerdistas, acusados, e muitos deles condenados, pela prática de crimes de natureza diversa, inclusive crimes de sangue, atingindo, via de consequência, vários cidadãos e cidadãs, atualmente membros de diferentes níveis governamentais.

6 - Este Conselho, convicto de que tais procedimentos reabririam antigas cicatrizes, gerando um cenário de confrontos já amplamente superados, em especial pelas novas gerações, podendo conduzir o país a uma indesejável situação de instabilidade institucional, REPUDIA, REJEITA E DENUNCIA à sociedade nacional as pretensões irresponsáveis de alguns maus brasileiros, que em nome da busca de uma falsa “verdade histórica”, mas claramente movidos por sentimentos retrógrados de revanchismo próprios de regimes totalitários, procuram destruir a tranquilidade e o progresso de uma nação, cuja história jamais aprovou seu ideário. Na verdade são indivíduos inconformados com a vitalidade da nossa democracia e incapazes de conviverem pacificamente com todas as correntes do pensamento nacional,

7 - Finalmente, diante da gravidade dos fatos que poderiam advir, caso a inconseqüência de algumas das propostas do Programa Nacional de Direitos Humanos fossem adotadas, o Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil manifesta o seu integral APOIO ao posicionamento contrário às referidas proposições, externado pelo Ministro da Defesa e pelos Comandantes das Forças Armadas Brasileiras.

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2009

Sérgio Pinto Monteiro - 2º Ten R/2 Art
Presidente do CNOR

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CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB Webmaster em 26 Nov 2009

CFOR - Curso de Formação de Oficial da Reserva

Exército BrasileiroCPOR/SP ABORE

CPOR/SP

Todos nós, ex-alunos do CPOR/SP, concordamos que nossa formatura é um momento único em nossas vidas: final de um ano de sacrifícios, muito estudo, aulas teóricas e práticas, acampamentos e exercícios militares, e muitas outras atividades.

Este é um momento em que sentimos alegria pelo final deste período, mas também já nos atinge uma certa tristeza, difusa e ainda não muito presente em nossas mentes.

Intuimos que este também é um momento demarcatório em nossas vidas, pois agora é tratar do nosso futuro, organizar nossas vidas profissionais, estudar muito mais ainda, constituir família, e muito mais. No curto prazo ainda pensar em como fazer o nosso estágio para promoção a 2.º Tenente e coroar por completo o esforço do ano que se finda.

Para a maioria de nós, ainda não temos uma idéia clara dos nossos caminhos futuros. Mas sabemos, neste instante, que temos a esperança em nossos corações ainda juvenis de que serão bons, com a graça de Deus. Sabemos que temos muito a contribuir para com a nossa sociedade e que força e entusiasmo para irmos adiante não nos faltarão.

Estes momentos festivos que celeremente se aproximam são como que momentos mágicos, no sentido de terem a propriedade de gerar simultaneamente em nossas mentes uma alegria quase que incontida pelo orgulho do dever cumprido, acompanhados de gratidão aos nossos pais, que nos suportaram integralmente ao longo deste tempo, de um respeitoso e vibrante sentimento de vínculos inquebrantáveis de compromisso para com a defesa e o crescimento de nossa Pátria.

A lembrança dos nossos instrutores, seus ensinamentos, seus exemplos pessoais e o cavalheirismo e distinção com que nos trataram ao longo deste singular ano se manterá vívida em nossas memórias ao longo de nossas vidas.

Estes são tempos muito bons, que todos desejamos se mantenham nesta mesma qualidade pelos anos afora.

Algumas turmas já atingiram 50 anos ou mais, desde que ocorreram para elas as suas respectivas formaturas, outras estão em progresso trilhando algum ponto de uma jornada de vida que desejamos seja, para todos, muito longa, proveitosa e sobretudo frutuosa em ações que colaborem com a construção e permanente aperfeiçoamento de nossa Nação.

Parabenizamos a todos os nossos mais jovens Aspirantes-a-Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro!

Prestamos a todos vocês, com muito orgulho e consideração, nossa continência!

Salve os novos colegas!

Sejam muito bem-vindos ao muito especial contingente de ex-alunos do CPOR de São Paulo!

Aos alunos primeiros classificados em cada curso, nossa especial saudação.

Este ano a primazia do primeiro lugar geral coube ao Curso de Artilharia. Os alunos merecedores desta especial e honrosa menção são, respectivamente:

- Francisco GAMBOA Henrique Junior - Artilharia Artilharia

- JOÃO Henrique Storopoli - Engenharia Engenharia

- Lucas Alexandre Cardoso SILVESTRE - Intendência Intedência

- Daniel LO SCIUTO Pinheiro - Cavalaria Cavalaria

- Ricardo AUGUSTO Dembowski Silva - Comunicações Comunicações

- CESAR Henrique Fernandes - Infantaria Infantaria

- Adilson dos Santos Rodrigues FILHO - Material Bélico Infantaria

Para vocês a festa que se aproxima terá sabor ainda mais especial, pois obtiveram destaque entre os seus pares.

Classificação no meio militar confere “antiguidade” sobre os demais. Esta, por sua vez, lhes impõe um quantum adicional na liderança que deverão exercer perante os seus pares.

Serão lembrados sempre com admiração especial, pois representam e valorizam o esforço de todos.

Prestamos, também, especial continência a vocês!

CPOR/SP

CPOR/SP

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