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CPOR/RJ & Blajberg & Cultura & Rio de Janeiro & Estudo Webmaster em 05 Set 2010
Brasil – 188 anos de Independência
Manuel Beckmann - o Cristão-Novo que Antecedeu Tiradentes
188 é um numero carismático, desperta uma sensação cartesiana de perfeição, rigor, beleza matemática, emblemática lembrança da nossa Independência. Deveríamos anotá-lo em nossos papéis, cartas, documentos. Carimbá-lo em envelopes, fazer cartazes, enfim, é um número nobre que merece ser lembrado a cada dia do ano.
Há 188 anos José Bonifácio, o Patriarca da Independência, da Tribuna do Grande Oriente do Brasil na Rua do Lavradio conclamou os maçons e a sociedade – era chegado o momento.
Anoitecia o 20 de agosto de 1822, Dia do Maçom. Neste dia, mais de um século depois, por coincidência seria fundada a ESG. Mas na Cabalá está escrito que não existem coincidências …
Poucos dias depois, a 7 set, D Pedro I declarou o Brasil emancipado de uma vez por todas de Portugal.
“Se todos quisermos – dizia-nos Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança - poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la.” Assim falou Tancredo Neves.
Mas antes do conhecido proto-martir da Independência, alguém já havia se erguido contra o estado lusitano.
Manoel Beckmann, o Bequimão como os maranhenses o chamavam acabou enforcado por rebelar-se contra o Estanco – monopólio comercial de azeite, farinha, vinho, bacalhau, imposto pelos portugueses.
Português, brasileiro, maranhense, mas também cristão-novo. Seria assim o verdadeiro proto-martir de nossa independência, com todo o respeito que devotamos à memória de Joaquim José e demais Inconfidentes da Vila Rica.
O então governador-geral Gomes Freire de Andrada fez executar a ordem judicial do enforcamento. Beckmann hoje é nome de ruas, cidades, escolas no Maranhão. Mas quem sabe, quanto do bom e velho sangue judaico corria em suas veias …
Os 188 anos são um Memorial a nossa Independência, e representam a garra do brasileiro trabalhador que leva este país para frente, a fazer deste pais uma grande nação.
Como o desejou Tancredo Neves, e como desejamos todos nós.
Em outros 12 anos que o Brasil de 2022 tenha caminhado bastante nesta direção, que nos 200 anos da Independência sejamos aquele país com que sonhava Tancredo.

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & São Paulo & EB & FEB & ANVFEB Webmaster em 09 Mar 2010
Coronel de Artilharia Salli Szajnferber

Salli Szajnferber, bravo Soldado Brasileiro de fé judaica, Herói de Montese, nos combates da Itália honrou a memória de Mallet, Patrono da Arma de Artilharia.

Lamentamos informar o falecimento do Heroi da FEB Coronel de Artilharia Salli Szajnferber, ontem em sua residencia, aos 86 anos.
O sepultamento realizou-se hoje terça-feira 09 de março de 2010 as 14h no
Cemitério Comunal Israelita
Rua Mons Manuel Gomes, 311
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
(após o Cemiterio São Francisco Xavier)
Que a sua alma se incorpore a corrente da Vida Eterna.

Breve Resumo Biográfico (extraido do livro SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE)

Salli Szajnferber nasceu aos 04–10-1923 no Rio de Janeiro, filho de Abram e Berta, emigrantes da Polônia.
o menino Salli estudou no Instituto La-Fayette, na Rua Haddock Lobo, em seguida o Colégio Militar, após o que prestou concurso para a Escola Militar do Realengo,
Salli se classificou em terceiro lugar no concurso e aos 08/jan/1944, para orgulho dos pais, obteve o segundo lugar da turma e foi declarado Aspirante a Oficial, do Exército de Caxias, da Artilharia de Mallet, a cujas tradições iria honrar ao longo de uma carreira exemplar.
Logo escolheu por vontade própria servir em uma unidade expedicionária, o Grupo de Artilharia de São Paulo, I/2º. Regimento de Obuses Auto Rebocado, integrante da FEB que estava sendo formada. Foi deslocado para a Vila Militar e daí para o Forte do Campinho, embarcando em 22/set/1944 para a Itália no navio americano de transporte de tropas General Mann, 2º. Escalão.
Salli combateu em 2 grandes momentos da FEB, a Tomada de Monte Castelo e Montese. Exerceu a principio as funções de Oficial de Motores, e em seguida de Comandante de Linha de Fogo – CLF, e Observador Avançado da Artilharia.Somente a sua bateria deu 3.700 tiros de obus 105 mm sobre Monte Castelo, que sumia em meio a fumaça dos bombardeios de artilharia e de aviação.
Em Montese foi levemente ferido, quando Observador avançado junto a 9ª. Companhia do III Batalhão do 11º. Regimento de Infantaria. Foi o mais sangrento combate da FEB, com 574 baixas entre mortos e feridos. O III Grupo de Artilharia deu em Montese 9 mil tiros.
Em 28 de abril de 1945 a Bateria de Salli recebeu como missão apoiar o 6º. Regimento de Infantaria no cerco ao inimigo na Ofensiva da Primavera, o qual terminou por se render. Era a 148ª. Divisão alemã, com todo seu material, canhões, tropa a cavalo e remanescentes da divisão Panzer Grenadier e Bersaglieri italiana. O General Otto Fretter Pico se rendeu com outro General italiano, 892 oficiais, 19.689 soldados, 80 canhões, 5 mil viaturas e 4 mil cavalos.
Nessa noite, a Bateria teve que fazer a guarda de 900 prisioneiros, quando foi apreendida uma enorme bandeira nazista, que hoje se encontra no museu do 20º. Grupo de Artilharia de Campanha Leve em Barueri-SP, o Grupo Bandeirante e que justamente a cada 29 de abril a 01:45 da madrugada comemora a última missão de tiro da Artilharia Divisionária da FEB na Itália.
Pela sua bravura em ação na tomada de Montese, foi agraciado pelo Presidente da República com a Cruz de Combate de 1a. Classe. O diploma assinado pelo Ministro da Guerra General Pedro Aurélio de Góis Monteiro destaca sua grande coragem, sangue frio e capacidade de ação, durante os encarniçados combates de 14 e 15 de abril de 1945. Progredindo em terreno minado severamente batido por fogo de artilharia, morteiro e armas automáticas, o Ten Salli cumpriu galhardamente a sua missão de Observador Avançado ajustando com precisão os tiros da nossa artilharia.
Foi ainda elogiado em Boletim pelo Comandante do Regimento Tiradentes, 11º. RI de São João D’el Rey, Cel Inf Delmiro Pereira de Andrade, pela bravura e espírito de sacrifício nas duras jornadas de 14 e 15 de abril, junto aos pelotões terrivelmente hostilizados pelo inimigo. A sua calma, a sua competência e a sua bravura pessoal o fizeram credor da admiração de toda a Companhia.

Blajberg & EB & Estudo Webmaster em 06 Mar 2010
Estratégia Nacional de Defesa… É mesmo?

Por meio do Decreto Nº 6703, de 13 de dezembro de 2008, o Presidente da República aprovou a Estratégia Nacional de Defesa, referendada por dois de seus ministros, o da Defesa e o Secretário de Assuntos Estratégicos.
Estratégia do Estado ou do Governo brasileiro?
A cerimônia de assinatura, as entrevistas, os aplausos e o semblante de júbilo dos políticos participantes do ato de assinatura daquele Decreto levaram-me a imaginar tratar-se de Estratégia do Estado e não do Governo. Sobre este relevante aspecto a Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008, menciona Estado duas vezes1, citações que reforçaram minha esperança de que, de fato, estaria em minhas mãos um documento do Estado brasileiro.
Qual não foi a minha surpresa ao ver impresso, na capa do documento, o símbolo verde-amarelo-azul-branco-e-vermelho que identifica tudo o que emana do atual Governo Federal. Surgiu-me a primeira das dúvidas, será esta Estratégia Nacional um documento do Estado ou tão-somente mais um documento do Governo? O tempo dirá e quem viver verá.
Estratégia Nacional não é!
É sabido que qualquer estratégia nacional é a expressão do como empregar o poder nacional para conquistar os objetivos nacionais identificados e relacionados como tal na política nacional que, necessariamente, a antecede. Sem política nacional, como saber aonde se quer chegar com a estratégia nacional? Quais os objetivos nacionais que se quer atingir? Por seu turno, a política nacional decorre de sérias, amplas, profundas e acuradas análises dos ambientes nacional, regional e internacional, o que inclui diagnosticar, também, o poder nacional. A estes passos a Escola Superior de Guerra, denomina “Fase de Diagnóstico” 2. Pode-se, pois, afirmar que uma estratégia nacional de defesa consistiria em como aplicar o poder nacional para a consecução dos objetivos nacionais de defesa, estabelecidos em outro documento de Estado, prévio à própria estratégia, a política nacional de defesa. É óbvio que estes conhecimentos são de pleno domínio dos formuladores estratégicos, a exemplo dos militares, profissionais das armas, guerreiros preparados, sérios, dedicados, experientes e capacitados, em sucessivos e exigentes cursos, a elaborar planejamentos estratégicos. Trabalhos nesta área profissional não são tarefas para amadores, curiosos, intelectuais alienígenas, políticos sem passado na área, especuladores cheios de boas intenções, marinheiros de primeira viagem ou outros do mesmo naipe. À formulação estratégica nacional cabe como uma luva a conhecida máxima: “profissionais não se improvisam!”
E o que sabemos a respeito da Política Nacional de Defesa? Nada? Ela não existe? Não acredito! Mas nós, os contribuintes, não pagamos a um ministro e a um secretário de assuntos estratégicos para que a formulem e a proponham ao dirigente máximo? Como ousaram?
E como é possível formular Estratégia Nacional de Defesa sem se saber os Objetivos Nacionais de Defesa? Milagre? Mágica? Inspiração? Alquimia? Sexto sentido? Premonição? Deixo as possíveis respostas à reflexão do leitor. Posso garantir que militares, por mais experientes, conhecedores, estudiosos, profissionais da arte da guerra e da paz, não se arriscariam a formular estratégias sem saber aonde se quer chegar, ou seja, desconhecendo os objetivos nacionais a atingir. Mas não é que a tal Estratégia Nacional de Defesa foi aprovada sem Política prévia? Que feio! “Um mico!”
Entretanto, muni-me de otimismo e procurei, na Estratégia Nacional de Defesa, a concepção de emprego do Poder Nacional para conquistar os Objetivos Nacionais de Defesa. A pesquisa e a leitura fizeram-me listar algumas dúvidas mais. Pergunto-me, ainda hoje, quais as ações estratégicas que caberão ao (à):
- Ministério das Relações Exteriores? Como a diplomacia atuará em cada Hipótese de Emprego?
- Ministério das Comunicações?
- Ministério dos Transportes?
- Ministério da Justiça? Como a Polícia Federal será empregada?
- Ministério da Agricultura?
- Ministério da Saúde?
- Ministério da Fazenda?
- Gabinete de Segurança Institucional?
- Governos dos Estados e do Distrito Federal? As Forças Auxiliares serão empregadas? Como?
Lamentavelmente, nada encontrei. A conclusão não poderia ser outra, este documento não é uma Estratégia Nacional de Defesa! Alguns chegaram a acreditar, mas, em verdade em verdade, concluí que o Brasil não tem Estratégia Nacional de Defesa! Que pena! Então, que raios de Estratégia é esta?
Estratégia de Defesa Nacional?
A página eletrônica do Ministério da Defesa permite ao pesquisador acessar a Política de Defesa Nacional, aprovada em 30 de junho de 2004, por meio do Decreto nº 5484, assinado pelo mesmíssimo Presidente da República que assinou a Estratégia Nacional (sic) de Defesa, em 2008. Referendaram-na o então Ministro da Defesa e o, ainda hoje, Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional.
A Política de Defesa Nacional, vigente à época em que se formulou a Estratégia objeto destas reflexões e ainda vigente, é um documento primoroso. É voltada, preponderantemente, para ameaças externas, estabelece objetivos e diretrizes para o preparo e o emprego da capacitação nacional, com o envolvimento dos setores militar e civil, em todas as esferas do Poder Nacional. Ao estudá-la, constata-se, de imediato, que resulta do trabalho de profissionais competentes, sérios, capacitados, preparados e reflexivos.
Aos estudiosos e leitores da Estratégia Nacional (sic) de Defesa recomendo prévia abordagem da Política de Defesa Nacional. Lá estão os Objetivos da Defesa Nacional3, vale dizer, lá está o que se deseja alcançar com a Estratégia de Defesa Nacional. Lá está o que se deve alcançar com a dita Estratégia Nacional (sic) de Defesa, se esta for aquela. As Orientações Estratégicas seguem-se aos Objetivos e as Diretrizes finalizam a Política de Defesa Nacional.
Então, já que o documento de 2008 não é Estratégia Nacional de Defesa, resta-lhe ser Estratégia de Defesa Nacional, sem o que, não lhe sobra alternativa. Ainda bem!
A Estratégia atende à Política! É um Plano?
Voltei-me para aquela que não é Estratégia Nacional, com esperança e quase certeza de que estaria lendo a Estratégia de Defesa Nacional. Li, reli, tornei a ler, pedi para que outros lessem e, incrível, não encontrei qualquer menção à Política de Defesa Nacional em vigor! Pode isto? Pois é, pode.
“Que maneiro”, ambos são documentos assinados pelo mesmo Presidente da República! Ah, diriam, a Política de Defesa Nacional deve ter sido revogada… Mas não foi! Ela vige! A confusão aumentou ainda mais. Será que não é nem Estratégia Nacional (sic) de Defesa, nem Estratégia de Defesa Nacional? Deus me ajude!
A Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, a que já me referi, textualmente, dirige-se ao Presidente da República dizendo que “5. O Plano é focado em ações estratégicas de médio e longo prazo e objetiva modernizar a estrutura nacional de defesa…” Ah, acho que encontrei, não é uma Estratégia, é um Plano! Será que li Plano com maiúscula? Sim, é isto mesmo que está escrito. Então é Estratégia ou é Plano? Quem quiser que assuma a responsabilidade pela resposta, mas eu não me arrisco. “Saravá, pé-de-pato, mangalô três vezes!” É nisto que dá entregar tarefas profissionais a amadores curiosos.
Chegamos então a este ponto: a Estratégia Nacional (sic) de Defesa não é o que seu título leva a crer. Ela, se for a Estratégia de Defesa Nacional, não atende e nem decorre da Política de Defesa Nacional vigente. Ela é chamada, por seus formuladores de Plano. Incrível, não é mesmo? Mas seria válido esperar mais do que isto?
A Estratégia sem Recursos
Em The Utility of Force4, o General Rupert Smith afirma claramente que sem dinheiro não há estratégia5. Esta verdade cristalina levou os profissionais das armas, no Brasil, a vibrarem com a assinatura da Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Enfim, o Governo Federal irá alocar recursos para que possamos atender à destinação constitucional das Forças Armadas. Que bom!
O Exército Brasileiro, por exemplo, sabe exatamente o que precisa e quer, quando precisa e quer e quanto custará. Apresentou aos que assinaram e referendaram a Estratégia um planejamento exemplar, intitulado Estratégia Braço Forte, trabalho de profissionais com vistas voltadas exclusivamente ao cumprimento de sua missão! Desconheço, mas estou convicto de que as Forças co-irmãs procederam de igual forma. Admiro-as e amo-as, também.
E o que fez o laborioso Governo Federal? No orçamento de 2009 nada consignou para implementar sua própria Estratégia Nacional (sic) de Defesa. Argumentam os otimistas que o orçamento 2009 já estava pronto antes da aprovação da Estratégia. Os que assim pensam não aceitam falar de créditos extraordinários e suplementares, sem o que ficariam sem a escada. Ficou nisto? Não! O Presidente da República, Comandante Supremo das Forças Armadas, signatário da Estratégia e da Lei Orçamentária, contingenciou os orçamentos das Forças Armadas. E fê-lo a tal ponto que levou o Comandante do Exército a planejar o licenciamento antecipado dos recrutas e a reduzir, também antecipadamente, o expediente de sua Força. Felizmente, graças a todos os santos e orixás, o respeitável Senhor descontingenciou o orçamento no final do ano e foi possível ao Exército comer e trabalhar. Que magnanimidade!
Mas os crentes tiveram outra frustração, o orçamento de 2010. Esse sim? Nada! E como é que fica a tal Estratégia (sic)? Mera carta de intenções? Não é assim, “meu”, diriam meus camaradas paulistas, é em longo prazo!…Ah, bem, conformo-me.
Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas
A doutrina militar brasileira, produto da experiência, estudo, exercitação, conhecimento, capacitação, profissionalismo e saber de seus marinheiros, soldados e aviadores, contempla dois conceitos distintos: conjunto e combinado. À justa exceção dos amadores, sabemos nós que a distinção prende-se a: haver unidade de comando, como no caso de operações combinadas e de comandos combinados; e a não haver comando único, mas coordenação de ações. Qualquer principiante em Ciências Militares sabe disto.
Mas nossos amadores optaram por traduzir diretamente do Inglês o modelo que os extasiou. Para satisfazê-los deveremos fingir que aceitamos a tradução literal, o que os levou a criar algo esdrúxulo, o Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas. Este futuro órgão, que a meu simples ver, nada mais foi do que tentar impor mais um nível de comando entre o Presidente da República e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Afinal, o que o tal Estado-Maior fará que o atual Estado-Maior de Defesa não pudesse fazer? Fiquei sem resposta. Você, ilustre leitor, já viu a proposta de como se estruturará esta magnífica invenção? Ao futuro chefe do estado-maior conjunto subordinar-se-ão três outros oficiais-generais de quatro estrelas! Pois é, eis o se pode esperar quando se entrega a amadores tarefas como esta. E olha que não falei das intenções do Governo que representam: confiáveis? Será?
CONCLUSÕES
É triste, mas sou forçado a afirmar que:
1. Não há qualquer garantia de que a Estratégia Nacional (sic) de Defesa seja um documento do Estado Brasileiro.
2. Não existe Política Nacional de Defesa que fixe os Objetivos Nacionais de Defesa, o que inviabiliza qualquer tentativa séria de formular uma verdadeira Estratégia Nacional de Defesa.
3. O documento que o Governo intitulou de Estratégia Nacional (sic) de Defesa poderia, quando muito, ser algo como mera tentativa de formular uma Estratégia de Defesa Nacional.
4. Está em vigor a Política de Defesa Nacional, documento primoroso e exemplar de planejamento de defesa.
5. A Política de Defesa Nacional e a Estratégia dita Nacional (sic) de Defesa são assinadas pelo mesmíssimo Presidente da República.
6. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa ignorou totalmente a Política de Defesa Nacional, o que a afasta de se apresentar como genuína Estratégia de Defesa Nacional.
7. A Estratégia Nacional (sic) de Defesa é um Plano, segundo a exposição que seus ministros formuladores apresentaram ao Presidente da República.
8. Sem dinheiro não há estratégia. É o caso em apreço.
9. O tal Estado-Maior Conjunto (sic) das Forças Armadas é esdrúxulo por concepção: um quatro-estrelas chefiando outros três quatro-estrelas! Para quê?
10. O dito Estado-Maior Conjunto (sic) é tentativa de copiar um modelo alienígena, com o objetivo não explícito de diminuir o poder dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Para terminar, lembro a todos: PROFISSIONAIS NÃO SE IMPROVISAM? Então, por que não nomear um almirante-de-esquadra ou um general-de-exército ou um tenente-brigadeiro para ser o Ministro da Defesa? Ah, eles não confiam? Por quê? E nós, confiamos? Por quê? Somos obrigados a confiar? Por quê?Até quando?
Que Deus nos abençoe!
Gen Ex Paulo Cesar Castro
Bibliografia:
- Brasil. Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.
- Exposição de Motivos Interministerial nº 00437/MD/SAE-PR, de 17 de dezembro de 2008.
- Estratégia Nacional de Defesa, anexa ao Decreto Nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008.
- Política de Defesa Nacional, aprovada pelo Decreto nº 5484, de 30 Jun 05. Em: www.defesa.org.gov.br.
- Smith, General Rupert. The Utility of Force. New York, 2007.

Blajberg & História Militar Terrestre & EB & FEB & ANVFEB & AHJB & Rio de Janeiro Webmaster em 06 Mar 2010
Major Enf ELZA Cansanção Medeiros † 08 dez 2009

Major ELZA Cansanção Medeiros integrando o Grupamento dos Ex-Combatentes ao abrir o Desfile Militar em 7 de Setembro de 2007, na Av. Pres. Vargas - Rio de Janeiro.


Major Enf ELZA Cansanção Medeiros
Veterana da Força Expedicionária Brasileira
Sócia Titular - Instituto de Geografia e História Militar do Brasil e AHIMTB - Academia de História Militar Terrestre do Brasil
Deixou-nos um ícone, quase um mito, uma vida inteira de dedicação, entusiasmo, ideais elevados a pautar uma carreira consagrada a memória da FEB, ao Exército, ao Brasil, que perde o brilho da sua inteligência, o calor da sua dedicação, o encanto da sua presença.
A cada 7 de Setembro, a multidão diante do Pantheon de Caxias se surpreendia ao ver passar o Grupamento dos Ex- Combatentes.
Uma figura marcante de mulher, fardada, logo despertava a atenção do público, desfilando embarcada numa das primeiras viaturas.
O tempo passava mas não afetava seu brilho, nem fazia com que deixasse de manter, altaneira, a postura ereta com que saudava as Autoridades no palanque, sempre uma das mais aplaudidas.
Num dia de 1944, partiu para o desconhecido em defesa da democracia e da liberdade, retornando com a FEB coberta de glórias.
As lembranças da guerra nos remetem àquela época difícil, quando a então Tenente Enfermeira Elza Cansanção Medeiros, com suas colegas do Corpo de Saúde da FEB, em meio às vicissitudes dos combates, não media esforços nem sacrifícios para que a dor dos soldados que sofriam pudesse ser minorada.
Herdara dos pais a coragem e o desprendimento dos bravos das Alagoas, terra de gente forte e decidida, que deu ao Brasil nossos dois primeiros presidentes: Marechal Deodoro da Fonseca e Marechal Floriano Peixoto.
Portanto, não foi surpresa ter sido aquela jovem Enfermeira a primeira voluntária brasileira a se apresentar, alistando-se para a Segunda Guerra Mundial.
Era o dia 18 de abril de 1943, quando o Corpo de Enfermeiras da Reserva do Exército recebeu a primeira das suas 67 integrantes, a que se somaram mais 6 da Aeronáutica.
Logo veio o treinamento na Fortaleza de São João, no HCE e na Policlínica, e o embarque por via aérea para o TO da Itália, onde as Enfermeiras da FEB se destacaram pelo carinho e profissionalismo com que souberam se desempenhar de suas funções, granjeando o respeito e admiração da tropa.
Foram dignas de uma Ana Néri, que partiu em 1865 para a guerra do Paraguai com autorização especial do Imperador. 75 anos depois estas outras mulheres guerreiras reviveram em todo o esplendor e beleza aquela figura sublime, inspiradas ainda em Joana Angélica, Maria Quitéria, Rosa da Fonseca, Anita Garibaldi, Bárbara Heliodora, Sóror Angélica, e tantas outras heroínas brasileiras.
Seu trabalho multidisplinar foi riquíssimo, distribuindo-se por inúmeras diversas vertentes, da iconografia a escultura, da museologia a produção literária, incansável atuação reconhecida pelas inúmeras condecorações que lhe foram outorgadas, alem de filiação a importantes institutos, tendo criado o mais completo acervo iconográfico da FEB, preservando a memória histórica através de 5 mil fotografias.
Nos últimos meses não deixou de trabalhar, lançando uma edição especial da Revista do Exercito Brasileiro sobre a FEB, um livro sobre o papel da Mulher Brasileira, e sendo agraciada com a Medalha Pedro Ernesto no Palácio Tiradentes.
Possuía mais de 40 medalhas nacionais e estrangeiras, tendo sido a primeira mulher a ingressar no IGHMB, na categoria de socia-titular, no ano do cinquentario daquela instituição. Ocupava desde 2007 a Cadeira Especial Historiadora Militar Terrestre Brasileira, como primeira mulher a ocupar cadeira na AHIMTB – Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil.
Em Maceió criou o Museu Militar da Segunda Guerra Mundial, com peças históricas de elevado valor, como aquelas recuperadas do Itapagé, torpedeado na costa de Maceió. Os verdes mares alagoanos foram o túmulo daqueles brasileiros, bravos tripulantes e passageiros inocentes, vitimas da sanha nazista.
Outra faceta não menos destacada era seu trabalho como escultora de bustos de militares famosos. Do Marechal Mascarenhas de Moraes, o Grande Comandante da FEB foram 40 esculturas, A estatueta representando uma enfermeira em continência, é o prêmio oferecido às primeiras colocadas da Escola de Administração do Exército em Salvador, que vem a ser o seu auto-retrato.
Custa a crer que tenha nos deixado, mas o fez com a sensação de missão cumprida, como atestam as muitas medalhas merecidamente conquistadas que repousam sobre o seu peito.
A mulher de fibra se foi, mas o exemplo frutificará, do trabalho ingente, da dedicação aos ideais, da preservação e divulgação da memória da FEB. A melhor homenagem que lhe poderemos prestar será manter desfraldada a bandeira a qual dedicou toda a sua rica existência.
Que a sua alma se incorpore a corrente da vida eterna.

No Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste no Rio de Janeiro, uma Missa de Corpo Presente é dedicada à brava Mulher–Soldado, do Exército de Caxias, da FEB de Mascarenhas.
Envergando o uniforme verde-oliva, a expressão do seu rosto é a mesma de como a conhecíamos em vida, parecendo apenas adormecida, no esquife envolto pelo Pavilhão Nacional. As inúmeras coroas de flores em volta expressam o respeito e admiração do Exército Brasileiro, em uma ultima homenagem.
Na missa de corpo presente, uma profusão de uniformes brancos do Serviço de Saude, a visão da cruz vermelha remetendo a missão humanitária cumprida pela Major Elza nos campos de batalha da Europa, de onde retornou para se transformar em verdadeiro simbolo. Lá confirmou diuturnamente no 7th Field Hospital o ditame do Talmud:
“ … quem salva uma vida … salva toda a Humanidade … “
Segundo ensinam os comentários das Escrituras, as almas não se afastam logo deste mundo, nos primeiros 7 dias pairam sobre a casa terrena e lugares que frequentaram e onde trabalharam. Assim é que nossa irmã Elza, durante boa parte da sua vida fisica tendo labutado no Arquivo Historico do Exercito naquele mesmo Palacio, capturou do alto o fervor da missa e o calor das homenagens. Certamente até lá chegou o lamento das sirenes dos batedores, em uma derradeira despedida atravessando a Presidente Vargas, ali mesmo onde tantas vezes desfilara no 7 de Setembro, agora em direção ao Caju para o derradeiro rito de passagem, a cremação. Não obstante, que o Eterno permita a ressureição da sua alma, quando vier o Messias da Casa de David.
“Old soldiers never die, they just fade away” - verso famoso de antiga balada da I Guerra Mundial - Velhos Soldados nunca morrem, eles apenas se afastam, distanciando-se lentamente no tempo e no espaço.
Aos 88 anos partiu, adentrando o Portal do Paraíso. Foi uma sentida perda, para a familia, para o Exército a quem tão carinhosamente se dedicava, seus inúmeros irmãos de armas, amigos e admiradores, e para todos nós, a quem lega o exemplo e inestimável lição de vida.

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & CPOR/SP & EB & FEB & ANVFEB & AHJB Webmaster em 05 Mar 2010
21 de fevereiro – Tomada de Monte Castello
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O passado não pode ser esquecido
Neste 21 de fevereiro, quando em 1945 os bravos da FEB foram vitoriosos no quinto e ultimo assalto a Monte Castello, nossos pensamentos voltam-se para aqueles heróis, transcorridos 65 anos.
O nazismo foi derrotado, entretanto mesmo após tanto sofrimento, ainda hoje se enxergam aspectos positivos na ditadura de Hitler, conforme estudo de uma universidade alemã.
A partir de 1942 o Brasil foi covardemente agredido pela Alemanha Nazista. 38 navios mercantes torpedeados, 549 tripulantes e 502 passageiros afogados, 1051 preciosas vidas brasileiras.
O Monte Castello havia sido atacado 4 vezes por tropas brasileiras e pela Divisão de Montanha americana, em novembro e dezembro de 1944.
A infantaria avançava penosamente pela neve e lama, sob um fogo pesado. Clássica situação dos manuais: o inimigo tem a vantagem da altura. Mesmo assim alguns pelotões conseguiram atingir o cume do monte, tendo de se retirar após sofrer pesadas perdas. Um dos batalhões teve 15% de baixas entre mortos, feridos e desaparecidos.
Os tenentes Apollo Miguel Rezk e Moises Chahon, que comandavam pelotões na cota 958, e o tenente Gervasio Deschamps, que subira com parte de seu pelotão continuaram a resistir - embora a ordem fosse para recuar.
A vitória final veio ao cair da tarde do dia 21, com apoio do 1°. Grupo de Caça, o Senta-a-Pua, e da Artilharia Divisionária.
O 1°. RI - Regimento Sampaio finalmente conquistou as casamatas da cota 977 do Monte Castello, resistindo à fadiga, a estafa e ao frio, e ainda tendo de cavar fox-holes para a eventualidade do contra-ataque alemão que jamais chegou.
Por bravura em ação, diversos pracinhas foram condecorados com as mais valiosas medalhas brasileiras e americanas, entre os quais o Herói da Reserva, Ten Apollo Miguel Rezk, Cmt Pel da 6ª. Cia, que recebeu a Silver Star Medal, junto com Chahon e Gervasio, e o Capitão Valdir Moreira Sampaio, Cmt da 5ª. Cia do 2°. Btl, que recebeu a Bronze Star Medal, todos do Regimento Sampaio.
O Brasil se orgulhou dos seus pracinhas, que enfrentaram os nazistas na neve das escarpas sob fogo de metralhadoras e morteiros do alto, levando apenas o armamento, a própria ração, e a coragem exemplar.
Neste 2010 que marca os 65 anos do final da 2ª. Guerra Mundial, o 21 de Fevereiro ganha significado ainda mais relevante. Como farol na escuridão lembra tantos anos depois que o mesmo perigo ainda ronda ameaçador.
Quando um chefe de estado emula novamente os pérfidos postulados nazistas, cabe perguntar se as lideranças democráticas mundiais pretendem novamente esperar até que seja tarde demais. Hitler não tinha a bomba atômica.
As datas recordatorias se sucedem, Noite dos Cristais de novembro de 1938, invasão da Polônia em setembro de 1939, sem que o Mundo desperte.
Elie Wiesel, Premio Nobel da Paz de 1986 e sobrevivente de Auschwitz, em sua obra interpreta o canto de uma geração perdida:
“… desde o fim do pesadelo rebusco o passado … quanto mais longe vou, menos compreendo … talvez não haja nada a compreender…”
A Humanidade segue na corda bamba, sem conseguir entender que o compromisso de Wiesel, originado no sofrimento do seu povo, se amplia para abarcar todos os povos e raças oprimidas, e não se prende apenas ao passado, mas, o que é pior, ao futuro.
Passadas mais de 6 décadas, o significado da batalha de Monte Castelo está cada vez mais atual.
Mas ainda há tempo. Novamente, é como se a cada dia estejamos lutando contra os mesmos inimigos, lançando outra vez as 4 primeiras investidas contra o mal encastelado no alto da crista, tentativas plenas de sacrifícios e perdas, mas com a certeza de que a vitória sofrida um dia chegará.
Por isso é tão importante que a cada ano sejam lembrados os combatentes de Monte Castelo, que com destemor ensinaram preciosa lição, deixando-nos seu legado para defender.
Blajberg & Rio de Janeiro Webmaster em 08 Nov 2009
Tempos de Guerra
In Memoriam
CB PM IZZO GOMES PATRÍCIO
SD PM MARCOS STANDLER MACEDO
SD PM EDINEY CANAZARO

A lembrança dos primeiros vôos … aquela manhãzinha bem cedo… o sonho de sair do chão em um mais pesado que o ar novamente seria realizado… A rota parecia interminável, era preciso cumprir a risca todas as instruções recebidas nos briefings e debriefings, sessões de simulador, checar tudo, conferir os instrumentos, fazer os contactos… na volta a visão tranqüilizadora do asfalto se oferecendo para a descida segura, a pista, estacionar o helicóptero, o vento das hélices, ronco dos motores ao longe e cheiro do óleo, encontro com o grupo e o batismo de vôo….
Eles conseguiram, naquele dia ficou provado que poderiam usar na farda o brevê das asas prateadas do Grupamento Aereo da PM: “… era uma vez um menino que sonhava em ser policial … as paredes do quarto na casa da vila viviam cobertas de recortes tiradas de revistas e jornais. Com seu jeito tranqüilo ao longe via passar as viaturas e os helicopteros, influenciando os meninos a tentar os concursos. Mas apenas os melhores conseguiam. “
O tempo passou, e aquelas crianças felizes que brincavam vieram a ser profissionais, seguindo a carreira policial. Os pais, pessoas honradas que criaram os filhos ganhando o pão de cada dia com o suor do próprio rosto, estavam orgulhosos: Meu filho … está feito na vida ! Mas, quando uma criança nasce, seu destino já foi selado pelo Grande Arquiteto do Universo, e nada poderá mudá-lo.
O Fenix 2 evoluia bravamente em meio à a operação de apoio aos policiais cercados por traficantes na favela. Fogo pesado em todas as frentes. Chegou a resgatar dois policiais feridos e estava voltando para dar reforço à operação quando foi atingido, ao contornar a pedra. A máquina oscilava perigosamente, já não mais respondendo aos comandos. Rádios e instrumentos calados, pouco restava a fazer.
Nos últimos momentos, a vida desfilou pela mente dos bravos tripulantes. Pessentiam que a hora estava chegando. Haveriam de apresentar-se ao Criador, para prestar contas e receber um julgamento. Estavam serenos, de vez que nunca haviam feito mal a ninguém, pelo contrario, de peito aberto dedicavam sua vida a defesa da sociedade.
O piloto ainda tentou tirar da máquina uma última reação. Para tres membros da guarnição houve tempo apenas para que seus lábios semicerrados pronunciassem pela derradeira vez uma oração. Nada mais havia a fazer. Sem que ninguém soubesse, o Anjo da Morte também havia embarcado naquele vôo. Um nono passageiro como na Nostromo de Allien recebera a missão de interromper a jornada daquela aeronave nos céus cariocas, em pleno fragor da batalha. Tal desígnio divino, do qual nenhum ser humano jamais escapou, tem a força de um veredicto irrevogável e irrecorrível, emanado d”Aquele que tudo conhece, tudo pode, em sua infinita sabedoria.
O helicoptero se espatifou em campo aberto, evitando-se uma tragedia maior pela pericia do piloto. Infelizmente, nem todos se salvaram. Mais uma vez policiais se sacrificavam, pagando com a vida pelas mazelas da própria sociedade a quem juraram defender, se necessário com o sacrificio supremo, a final realizado, lamentavelmente. O crime fora de controle produziu mais uma desgraça fazendo partir prematuramente 3 jovens policiais. O povo esquece rápido, poucos lembram do que a policia faz de bom. Urge enfrentar e vencer as muitas adversidades no caminho, para que tragedias assim parem de se repetir.
A lembrança do sacrificio destes 3 herois estará sempre presente em nossas mentes e corações. Queiramos ou não, vivemos Tempos de Guerra.

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre Webmaster em 08 Nov 2009
Posse na Academia de Historia Militar


Foi empossado em outubro de 2009 na ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL (AHIMTB), sediada em Resende-RJ, o Coronel da Reserva Claudio Skora Rosty, pesquisador das Invasões Holandesas no Brasil (Insurreição Pernambucana) e sobre os feitos do Cel ARCISZEWSKI – Polonês à serviço da Companhia das Índias Ocidentais (1º polonês nos anais da História do Brasil). O empossado é assessor da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exercito e consultor técnico-científico em História Militar do Laboratório de Arqueologia do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco. Passa a ocupar a Cadeira cujo Patrono e o Prof. Dr. José Antônio Gonsalves de Mello, pela elevação a Acadêmico Emérito do ocupante anterior, o Prof. Dr. Frederico Pernambucano de Mello, historiador do Brasil profundo, sobrinho do Patrono.
A posse, realizada no Arquivo Nacional, na Praça da Republica, contou com a presença do Presidente da Academia, Coronel Claudio Moreira Bento, do Delegado da Academia no Rio de Janeiro, Professor Israel Blajberg e de inúmeros professores e historiadores civis e militares, tendo o empossado sido recebido em nome da Academia pelo Cel Darzan Neto da Silva, em primorosa alocução.

Acima: Academicos presentes ao evento

Acima: Cel Rosty Cel Bento Gen Castro Prof Israel

Acima: Cel Rosty Cel Bento
Na sua saudação ao Patrono, o Cel Rosty destacou a atuação de GONSALVES DE MELLO (1916-2002), GRÃO MESTRE DA HISTÓRIA DE PERNAMBUCO E DO NORDESTE, que realizou estudos da língua holandesa para melhor pesquisar e descrever em suas mais de 30 obras, a Influência da ocupação holandesa na vida urbana e na vida rural do Nordeste do Brasil - primeira metade do século XVII, abordando a situação do negro sob o domínio Holandês, os negros e a escravidão; os índios e a catequese; os portugueses e os judeus; as religiões católica e a israelita.
Ainda como estudante de Direito, Mello tomou parte no Congresso Afro-Brasileiro do Recife em 1934 e iniciou as pesquisas sobre o domínio holandês em Pernambuco, quando estudou holandês antigo com padres holandeses residentes no Recife. Esteve varias vezes nos Arquivos dos Países Baixos, onde examinou a Documentação da Companhia das Índias Ocidentais, e no Arquivo Municipal de Amsterdã. Produziu dezenas de obras, entre as quais TEMPO DOS FLAMENGOS e Gente da Nação, lançada em 1989.
A sua obstinação de pesquisador prolífico foi reconhecida por relevante titulação, como a Livre-docência da Real Universidade de Utrecht, a concessão da Ordem de Orange-Nassau, no grau de oficial, outorgada pela Rainha Juliana. a Ordem Militar de Cristo, concedida pelo Governo português, e a admissão na Academia Portuguesa da História – Correspondente - cadeira 37.
O Cel Rosty tem obras publicadas sobre as batalhas travadas pelos patriotas brasileiros que determinaram a expulsão dos holandeses no Brasil, e comandou o Regimento Guararapes no Recife, guardião ao Parque do mesmo nome, PARQUE HISTÓRICO NACIONAL DOS GUARARAPES (PHNG). – JABOATÃO DOS GUARARAPES – PE, que recorda a fantástica historia da união entre índios, negros e portugueses, formando o nascente Exercito Brasileiro, considerada a sua origem como sendo em 19 de abril de 1654, data da segunda Batalha de Guararapes.
Durante o seu comando o Cel Rosty teve oportunidade de acompanhar os trabalhos que levaram ao resgate da primeira sinagoga do Recife e das Américas, com a confrontação da planta original encontrada pelo arquiteto José Luiz da Mota Menezes da Empresa de Urbanização do Recife – URB, confirmando a identificação do local, cujo sitio foi escavada pelo arqueólogo militar Marcos Albuquerque do Laboratório de Arqueologia da UFPE.
O Cel Rosty recordou a Rua do Bom Jesus engalanada para festejar a reconstituição da Sinagoga em cerimônia da qual participou em 7 de marco de 2002. Melo porém, dois meses antes, no dia 7 de janeiro de 2002, já havia se afastado de nosso convívio em busca da eternidade, deixando três filhos: Diva Maria Gonsalves de Mello, Maria Dulce Gonsalves de Mello e Ulysses Pernambucano de Mello, neto, e os estudos que culminaram com o descobrimento da sinagoga que existiu de 1636 a 1654 na Rua do Bom Jesus.
Entre outras autoridades compareceram também o Pároco Jan Sobieraj, da Igreja Polonesa da Rua Marques de Abrantes, o Capitão Engenheiro Ignacy Felczak, Presidente da SPK – Sociedade Polonesa dos Veteranos de Guerra, o Gen Jonas de Moraes, ex-Ministro-Chefe do Estado Maior das Forcas Armadas, General Paulo César de Castro, ex-Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exercito, General Geraldo Nery, Coordenador do Programa de Historia Oral do Exercito, Academico Cel Luis CArlos Carneiro de Paula do IGHMB e AHIMTB, Cel Jose Dinoá Medeiros Jr. da DPHCEx, TCel Carlos Alberto NAccer, comandante do 1°. Batalhão de Infantaria Motorizada da Vila Militar.
Nas fotos vemos alguns dos Academicos e Autoridades presentes a Sessao Solene de Posse.

Relato enviado por
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Israel Blajberg
CPOR/RJ & Blajberg & EB Webmaster em 11 Set 2009
Desfile Militar do Dia da Independência, no Rio de Janeiro


Foi uma noite chuvosa. Ao chegar bem cedinho na concentração da Presidente Vargas, ainda se temia pelo desfile, mas logo o dia se revelou radiante, raios de sol recebendo as primeiras viaturas do CMARJ começando a tomar posição.
Ele já estava lá, o homem de preto, bravo cavalariano orientando a formação do dispositivo. Tenente Capella, oriundo do CPOR, onde optou pela Nobre Arma Ligeira.
Desde os tempos do R Rec Mec dedicou-se aos blindados, garantindo a tempo e a hora que os motores dos carros de combate da unidade estivessem sempre 100 % disponíveis e em funcionamento perfeito.
Hoje ele se desloca de uma ponta outra das colunas formadas na avenida, Diretor de Relações Públicas do CVMARJ, a alma por trás do desfile, nada acontece sem ele, a sua orientação segura, sangue frio, a calma no meio do torvelinho, ordens indo e vindo de tudo e de todos, a orientação segura para a tropa, a boina preta impecável, marca universal recordando que desde Osório, sempre haverá uma Cavalaria.
Acesa a pira, obuses disparam ao lado do palanque a salva de gala, vem a ordem de preparar para o desfile, embarcar, motores ligados, a fumaça branca se espalhando pelo asfalto, ordem de marcha, todos garbosos e eretos, mãos segurando firme o volante, velocidade lenta e segura, a banda rompe a marcha, tropas marcando passo a retaguarda, Veteranos de todas as unidades e de todas as épocas, do CPOR a da Brigada Paraquedista, De Suez a São Domingos, da FEB aos Fuzileiros, Marinha, PE, o coração batendo mais forte, recordando o dia em que eles mesmos estavam aqui, envergando a farda, jovens soldados, agora jovens veteranos!
As viaturas do CVMARJ se destacam na abertura do Desfile Militar, sirenes ligadas, faróis acesos, transportando Veteranos de hoje e sempre.
FEB, Marinha do Brasil, Nações Amigas, CPOR, a emoção de cada soldado e a mesma, ouvindo os aplausos da multidão, flamulas e bandeirolas ondulando ao vento diante do Pantheon de Caxias.
Ao longo da avenida, o publico se deleita com as colunas motorizada, o jipe pintado em cor areia, Rato do Deserto, as DODGE, as miriades de Jeeps de todas as eras e todos os modelos, todos admiram aquele espetaculo coordenado e harmonico, a maquina habilmnente conduzida pelo homem se revela em toda a sua pujança.
Mal se dão conta da enorme carga de trabalho, o quanto custou para que esse dia pudesse chegar, quantas daquelas viaturas novinhas em folha, pintadinhas, não foram arrancadas da sucata de antigos quartéis, dos ferro velhos a beira da Dutra, recebendo novas peças, latarias, buscadas religiosamente por todos os cantos, ate receberem uma alma, o sopro de vida, o PARLA de Michelangelo, até que pela primeira vez a chave é colocada na ignição, o motor virou, milagre, a viatura começa a rodar, vitoria, mais uma vez um abnegado venceu, e hoje esta aqui ao volante da viatura, nos tempos d’antanho largada a um canto do passado - ninguém diria que poderia voltar a rodar novamente, levando na antena que se movimenta em suave movimento pendular a bandeira do CVMARJ, a bandeira do Brasil !
Chega enfim a hora de receber a retribuição, o pagamento de todos aqueles que dirigem as viaturas do CVMARJ, as palmas do povão, a alegria das criancinhas, a satisfação de carregar aqueles heróis, resgatar a memoria das viaturas que fizeram o Exército de hoje e sempre !
Brasil !
Missão Cumprida, ate 2010 !!!

Texto e fotos:
Israel Blajberg
AORE-RJ e AHIMTB
Blajberg & História Militar Terrestre & Abore & São Paulo & História & EB & FEB & ANVFEB & AHJB Webmaster em 05 Set 2009
SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE - Os 42 Heróis Brasileiros Judeus da II Guerra Mundial
Em Ato Cívico na sede do
O ARQUIVO HISTÓRICO JUDAICO BRASILEIRO - AHJB, o Livro do 2o. Ten R/2 Art, Engenheiro e Professor Israel Blajberg sobre os 42 Heróis Brasileiros Judeus da II Guerra Mundial, foi lançado em São Paulo no final de agosto, durante a Semana do Soldado, quando foi prestada uma homenagem a Ex-Combatentes brasileiros e de Nações Amigas presentes na ocasião.
Editado pela ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL - AHIMTB, tem participação especial do General Ruy Leal Campello, Veterano do Regimento Sampaio da FEB e do Batalhão Suez, e uma das ultimas mensagens públicas do Marechal Waldemar Levy Cardoso, falecido recentemente aos 108 anos.
25 eram da FEB - Força Expedicionária Brasileira (Itália), 4 do Exército Brasileiro (Defesa do Litoral), 4 da Marinha do Brasil, 3 da FAB e 6 da Marinha Mercante, alguns agraciados com medalhas concedidas apenas em casos de bravura excepcional em combate, como a Silver Star do Exército Americano e a Cruz de Combate de 1a. Classe.
Pouco se falou ou escreveu sobre os 42 veteranos até maio de 2005, quando foram homenageados no Grande Templo Israelita do Rio de Janeiro, por ocasião dos 60 Anos do Dia da Vitória.
O evento constituiu-se em homenagem ao Exercito Brasileiro, na semana que comemora o Dia do Soldado, aos ex-combatentes brasileiros de todas as fés, ao AHJB, entidade que preserva a memória da comunidade judaica brasileira, e a Academia de Historia Militar Terrestre do Brasil, na pessoa do seu Presidente Cel Cláudio Moreira Bento que realizou o projeto editorial,
A CIBRACON – Companhia Brasileira de Construções, e a Construtora e Incorporadora Atlântica S/A, comemorando seus 40 anos, concederam um valioso patrocino cultural que permitiu a realização do evento.
Tendo como mestre de cerimônias o Prof Carlos Kertész do AHJB, o evento contou com a presença de publico expressivo e de autoridades civis e militares, entre as quais:
Coronel Edison Luiz da Rosa, acompanhado de sua esposa, representando o General Antonio Gabriel Esper, Comandante Militar do Sudeste
Major Magnus Copetti Weber, Subcomandante, acompanhado de uma representação do CPOR/SP, composta pelo Tenente César, Sargento Gama e 7 Alunos, um de cada Curso
Capitão Tenente representante do Vice Almirante Arnaldo de Mesquita Bittencourt Filho, Comandante do 8°. Distrito Naval
Presidente da ABORE - Associação Brasileira dos Oficiais da Reserva do Exercito, Tenente R/2 Aniz Buissa
Sargento representando o Tenente Coronel Betat, Chefe do 3°. Comando Telemático de Área
Vet. Isaac Plut, foi Soldado do CRP da FEB na Vila Militar – RJ
Coronel Jairo Junqueira da Silva, Presidente da Associação dos Ex-combatentes do Brasil, Seção de São Paulo
Veterano Antonio Cruchaki, Presidente da ANVFEB de São Bernardo do Campo e sua esposa, Da. Nadir Pereira de Souza Cruchaki, Diretora Social
Capitão Gonzalez, do Museu da Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, Seção de São Paulo
Veterano da Marinha Francesa André Akiba Levi e Sra.
Vereador Gilberto Natalini (PSDB)
Luciana Feldman, Assessora Parlamentar da Câmara Municipal de São Paulo
Prof. Dr. César Campiani Maximiano, historiador da FEB
diversos associados do Arquivo e entidades culturais militares e da comunidade judaica.
Na abertura, a Banda de Musica do 2°. Batalhão de Policia do Exercito executou o Hino Nacional Brasileiro, seguindo-se a execução pelo corneteiro do 2°. BPE do Toque de Presença de Ex-Combatente, dado encontrarem-se presentes veteranos da FEB.
A Mesa Diretora estava composta pelo Dr Jaime Serebrenic, Presidente do AHJB, Dr Mauricio Serebrinic, Vice-Presidente do AHJB, Cel Edison Luiz da Rosa, Assistente do Comandante Militar do Sudeste e pelo autor.
O evento iniciou-se com a saudação do Dr Jaime Serebrenic, Presidente do AHJB ao Dia do Soldado e Semana do Exercito, dizendo da satisfação do Arquivo em prestar esta homenagem ao Exercito e aos Veteranos. Agradeceu a presença das autoridades civis e militares, especialmente a delegação do CPOR, recordando que ele mesmo é um ex-aluno do CPOR de Salvador, que cursou nos idos da década de 50.
O autor fez um breve resumo sobre os SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE, enfatizando o heroísmo, desprendimento e resgate desta memória após tantas décadas.
O Cel Edison Luiz da Rosa, maior autoridade militar presente fez uso da palavra, recordando ser ele mesmo também um descendente de imigrantes, portugueses. Em brilhante oração, recordou sua terra natal Cruz Alta, e seu pai, sargento do Exército, de quem herdou o gosto pela carreira das armas.
Foi feita a entrega solene de um certificado de reconhecimento outorgado pelo AHJB a diversas personalidades que vem trabalhando em prol da preservação da memória da participação brasileira na 2ª. Guerra Mundial, marcando a homenagem prestada aos ex-combatentes do Brasil, ao Dia do Soldado, já que recordar sempre a memória dos feitos heróicos e a luta dos bravos combatentes brasileiros será a melhor homenagem que se lhes poderá prestar,
Encerrada a sessão, o autor autografou exemplares do livro para os presentes, em animado coquetel por Mr. Knich & Cia., na sede do Arquivo, onde foi também montada uma exposição alusiva à temática do livro, com pecas originais da 2ª. Guerra Mundial cedidas pela Associação dos Ex-Combatentes do Brasil – Seção SP, e do acervo pessoal do autor.
ARQUIVO HISTÓRICO JUDAICO BRASILEIRO - AHJB
Rua Estela Sezefreda, 76 - São Paulo - SP
Jayme Serebrenic
Presidente da AHJB
Cel Claudio Moreira Bento
Presidente da AHIMTB
CPOR/RJ & Blajberg & EB Webmaster em 29 Ago 2009
Medalha do Pacificador - RJ, 22 de Agosto de 2009


Em Solenidade comemorativa do Dia do Soldado, realizada no Palacio Duque de Caxias, Cidade do Rio de Janeiro
a Medalha do Pacificador foi concedida ao nosso colega de armas Ten R/2 Art, Professor, Escritor e Engenheiro ISRAEL Blajberg.
O Ten R/2 Israel é autor do livro “Soldados que Vieram de Longe - Os 42 Heróis Brasileiros Judeus da 2a. Guerra Mundial“. ISBN: 978-85-60811-08-3
Trata-se de uma homenagem aos 42 valentes heróis brasileiros de origem judaica que estiveram nos campos de batalha da Europa em defesa da liberdade, então gravemente ameaçada pelas atrocidades perpretadas pelo nazismo e o infame III Reich.
Do corpo de oficiais combatentes da FEB aproximadamente metade foi composta de oficiais R/2, dos quais também compuseram a metade daqueles que dignificaram nossa nação com a sua própria vida.
“Aquele que morre por sua Pátria serve-a mais em um só dia que os demais em toda a sua vida.”
Péricles
