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CPOR/RJ & Blajberg & Cultura & Rio de Janeiro & Estudo Webmaster em 05 Set 2010

Brasil – 188 anos de Independência

Manuel Beckmann - o Cristão-Novo que Antecedeu Tiradentes

188 é um numero carismático, desperta uma sensação cartesiana de perfeição, rigor, beleza matemática, emblemática lembrança da nossa Independência. Deveríamos anotá-lo em nossos papéis, cartas, documentos. Carimbá-lo em envelopes, fazer cartazes, enfim, é um número nobre que merece ser lembrado a cada dia do ano.

Há 188 anos José Bonifácio, o Patriarca da Independência, da Tribuna do Grande Oriente do Brasil na Rua do Lavradio conclamou os maçons e a sociedade – era chegado o momento.

Anoitecia o 20 de agosto de 1822, Dia do Maçom. Neste dia, mais de um século depois, por coincidência seria fundada a ESG. Mas na Cabalá está escrito que não existem coincidências …

Poucos dias depois, a 7 set, D Pedro I declarou o Brasil emancipado de uma vez por todas de Portugal.

“Se todos quisermos – dizia-nos Tiradentes, aquele herói enlouquecido de esperança - poderemos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la.” Assim falou Tancredo Neves.

Mas antes do conhecido proto-martir da Independência, alguém já havia se erguido contra o estado lusitano.

Manoel Beckmann, o Bequimão como os maranhenses o chamavam acabou enforcado por rebelar-se contra o Estanco – monopólio comercial de azeite, farinha, vinho, bacalhau, imposto pelos portugueses.

Português, brasileiro, maranhense, mas também cristão-novo. Seria assim o verdadeiro proto-martir de nossa independência, com todo o respeito que devotamos à memória de Joaquim José e demais Inconfidentes da Vila Rica.

O então governador-geral Gomes Freire de Andrada fez executar a ordem judicial do enforcamento. Beckmann hoje é nome de ruas, cidades, escolas no Maranhão. Mas quem sabe, quanto do bom e velho sangue judaico corria em suas veias …

Os 188 anos são um Memorial a nossa Independência, e representam a garra do brasileiro trabalhador que leva este país para frente, a fazer deste pais uma grande nação.

Como o desejou Tancredo Neves, e como desejamos todos nós.

Em outros 12 anos que o Brasil de 2022 tenha caminhado bastante nesta direção, que nos 200 anos da Independência sejamos aquele país com que sonhava Tancredo.


Israel Blajberg

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & São Paulo & EB & FEB & ANVFEB Webmaster em 09 Mar 2010

Coronel de Artilharia Salli Szajnferber

Coronel de Artilharia Salli Szajnferber

Salli Szajnferber, bravo Soldado Brasileiro de fé judaica, Herói de Montese, nos combates da Itália honrou a memória de Mallet, Patrono da Arma de Artilharia.

Lamentamos informar o falecimento do Heroi da FEB Coronel de Artilharia Salli Szajnferber, ontem em sua residencia, aos 86 anos.

O sepultamento realizou-se hoje terça-feira 09 de março de 2010 as 14h no

Cemitério Comunal Israelita
Rua Mons Manuel Gomes, 311
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
(após o Cemiterio São Francisco Xavier)

Que a sua alma se incorpore a corrente da Vida Eterna.

Breve Resumo Biográfico (extraido do livro SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE)

Tenente de Artilharia Salli Szajnferber

Salli Szajnferber nasceu aos 04–10-1923 no Rio de Janeiro, filho de Abram e Berta, emigrantes da Polônia.

o menino Salli estudou no Instituto La-Fayette, na Rua Haddock Lobo, em seguida o Colégio Militar, após o que prestou concurso para a Escola Militar do Realengo,

Salli se classificou em terceiro lugar no concurso e aos 08/jan/1944, para orgulho dos pais, obteve o segundo lugar da turma e foi declarado Aspirante a Oficial, do Exército de Caxias, da Artilharia de Mallet, a cujas tradições iria honrar ao longo de uma carreira exemplar.

Logo escolheu por vontade própria servir em uma unidade expedicionária, o Grupo de Artilharia de São Paulo, I/2º. Regimento de Obuses Auto Rebocado, integrante da FEB que estava sendo formada. Foi deslocado para a Vila Militar e daí para o Forte do Campinho, embarcando em 22/set/1944 para a Itália no navio americano de transporte de tropas General Mann, 2º. Escalão.

Salli combateu em 2 grandes momentos da FEB, a Tomada de Monte Castelo e Montese. Exerceu a principio as funções de Oficial de Motores, e em seguida de Comandante de Linha de Fogo – CLF, e Observador Avançado da Artilharia.Somente a sua bateria deu 3.700 tiros de obus 105 mm sobre Monte Castelo, que sumia em meio a fumaça dos bombardeios de artilharia e de aviação.

Em Montese foi levemente ferido, quando Observador avançado junto a 9ª. Companhia do III Batalhão do 11º. Regimento de Infantaria. Foi o mais sangrento combate da FEB, com 574 baixas entre mortos e feridos. O III Grupo de Artilharia deu em Montese 9 mil tiros.

Em 28 de abril de 1945 a Bateria de Salli recebeu como missão apoiar o 6º. Regimento de Infantaria no cerco ao inimigo na Ofensiva da Primavera, o qual terminou por se render. Era a 148ª. Divisão alemã, com todo seu material, canhões, tropa a cavalo e remanescentes da divisão Panzer Grenadier e Bersaglieri italiana. O General Otto Fretter Pico se rendeu com outro General italiano, 892 oficiais, 19.689 soldados, 80 canhões, 5 mil viaturas e 4 mil cavalos.

Nessa noite, a Bateria teve que fazer a guarda de 900 prisioneiros, quando foi apreendida uma enorme bandeira nazista, que hoje se encontra no museu do 20º. Grupo de Artilharia de Campanha Leve em Barueri-SP, o Grupo Bandeirante e que justamente a cada 29 de abril a 01:45 da madrugada comemora a última missão de tiro da Artilharia Divisionária da FEB na Itália.

Pela sua bravura em ação na tomada de Montese, foi agraciado pelo Presidente da República com a Cruz de Combate de 1a. Classe. O diploma assinado pelo Ministro da Guerra General Pedro Aurélio de Góis Monteiro destaca sua grande coragem, sangue frio e capacidade de ação, durante os encarniçados combates de 14 e 15 de abril de 1945. Progredindo em terreno minado severamente batido por fogo de artilharia, morteiro e armas automáticas, o Ten Salli cumpriu galhardamente a sua missão de Observador Avançado ajustando com precisão os tiros da nossa artilharia.

Foi ainda elogiado em Boletim pelo Comandante do Regimento Tiradentes, 11º. RI de São João D’el Rey, Cel Inf Delmiro Pereira de Andrade, pela bravura e espírito de sacrifício nas duras jornadas de 14 e 15 de abril, junto aos pelotões terrivelmente hostilizados pelo inimigo. A sua calma, a sua competência e a sua bravura pessoal o fizeram credor da admiração de toda a Companhia.


Israel Blajberg

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & CPOR/SP & EB & FEB & ANVFEB & AHJB Webmaster em 05 Mar 2010

21 de fevereiro – Tomada de Monte Castello

TOMADA DE MONTE CASTELO

O passado não pode ser esquecido

Neste 21 de fevereiro, quando em 1945 os bravos da FEB foram vitoriosos no quinto e ultimo assalto a Monte Castello, nossos pensamentos voltam-se para aqueles heróis, transcorridos 65 anos.

O nazismo foi derrotado, entretanto mesmo após tanto sofrimento, ainda hoje se enxergam aspectos positivos na ditadura de Hitler, conforme estudo de uma universidade alemã.

A partir de 1942 o Brasil foi covardemente agredido pela Alemanha Nazista. 38 navios mercantes torpedeados, 549 tripulantes e 502 passageiros afogados, 1051 preciosas vidas brasileiras.

O Monte Castello havia sido atacado 4 vezes por tropas brasileiras e pela Divisão de Montanha americana, em novembro e dezembro de 1944.

A infantaria avançava penosamente pela neve e lama, sob um fogo pesado. Clássica situação dos manuais: o inimigo tem a vantagem da altura. Mesmo assim alguns pelotões conseguiram atingir o cume do monte, tendo de se retirar após sofrer pesadas perdas. Um dos batalhões teve 15% de baixas entre mortos, feridos e desaparecidos.

Os tenentes Apollo Miguel Rezk e Moises Chahon, que comandavam pelotões na cota 958, e o tenente Gervasio Deschamps, que subira com parte de seu pelotão continuaram a resistir - embora a ordem fosse para recuar.

A vitória final veio ao cair da tarde do dia 21, com apoio do 1°. Grupo de Caça, o Senta-a-Pua, e da Artilharia Divisionária.

O 1°. RI - Regimento Sampaio finalmente conquistou as casamatas da cota 977 do Monte Castello, resistindo à fadiga, a estafa e ao frio, e ainda tendo de cavar fox-holes para a eventualidade do contra-ataque alemão que jamais chegou.

Por bravura em ação, diversos pracinhas foram condecorados com as mais valiosas medalhas brasileiras e americanas, entre os quais o Herói da Reserva, Ten Apollo Miguel Rezk, Cmt Pel da 6ª. Cia, que recebeu a Silver Star Medal, junto com Chahon e Gervasio, e o Capitão Valdir Moreira Sampaio, Cmt da 5ª. Cia do 2°. Btl, que recebeu a Bronze Star Medal, todos do Regimento Sampaio.

O Brasil se orgulhou dos seus pracinhas, que enfrentaram os nazistas na neve das escarpas sob fogo de metralhadoras e morteiros do alto, levando apenas o armamento, a própria ração, e a coragem exemplar.
Neste 2010 que marca os 65 anos do final da 2ª. Guerra Mundial, o 21 de Fevereiro ganha significado ainda mais relevante. Como farol na escuridão lembra tantos anos depois que o mesmo perigo ainda ronda ameaçador.

Quando um chefe de estado emula novamente os pérfidos postulados nazistas, cabe perguntar se as lideranças democráticas mundiais pretendem novamente esperar até que seja tarde demais. Hitler não tinha a bomba atômica.

As datas recordatorias se sucedem, Noite dos Cristais de novembro de 1938, invasão da Polônia em setembro de 1939, sem que o Mundo desperte.

Elie Wiesel, Premio Nobel da Paz de 1986 e sobrevivente de Auschwitz, em sua obra interpreta o canto de uma geração perdida:

“… desde o fim do pesadelo rebusco o passado … quanto mais longe vou, menos compreendo … talvez não haja nada a compreender…”

A Humanidade segue na corda bamba, sem conseguir entender que o compromisso de Wiesel, originado no sofrimento do seu povo, se amplia para abarcar todos os povos e raças oprimidas, e não se prende apenas ao passado, mas, o que é pior, ao futuro.

Passadas mais de 6 décadas, o significado da batalha de Monte Castelo está cada vez mais atual.

Mas ainda há tempo. Novamente, é como se a cada dia estejamos lutando contra os mesmos inimigos, lançando outra vez as 4 primeiras investidas contra o mal encastelado no alto da crista, tentativas plenas de sacrifícios e perdas, mas com a certeza de que a vitória sofrida um dia chegará.

Por isso é tão importante que a cada ano sejam lembrados os combatentes de Monte Castelo, que com destemor ensinaram preciosa lição, deixando-nos seu legado para defender.


Israel Blajberg

CPOR/RJ & CPOR/SP & Abore & São Paulo & EB & Enorex & CNOR & Rio de Janeiro Webmaster em 05 Mar 2010

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

CNORABORE

11o. ENCONTRO NACIONAL DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - 11º ENOREx

DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA

Os signatários deste documento, presidentes das Associações que congregam Oficiais da Reserva do Exército Brasileiro filiadas ao Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil (CNOR), ou seus representantes legais, reunidos na cidade de Brasília, Distrito Federal, no período de 13 a 17 de outubro de 2009, por ocasião do 110 Encontro Nacional de Oficiais da Reserva do Exército - 110 ENOREx - promovido pela Associação dos Oficiais da Reserva do Exército do Distrito Federal - AORE Planalto – unidos e coesos, lavram, reiteram e subscrevem como compromisso de honra perante a Nação brasileira, a presente declaração de intenções, posicionamentos e conceitos, sob a forma desta DECLARAÇÃO DE BRASÍLIA.

PROCLAMAM ser o território brasileiro uno, indivisível e intocável, e se declaram, como Reserva do Exército, dispostos a assim mantê-lo e defendê-lo - e às suas riquezas - ombro a ombro com os integrantes da Ativa das Forças Armadas do Brasil, se necessário, e em qualquer circunstância, para garantia dos poderes constitucionais, da lei, da ordem e da soberania do Estado Brasileiro.

DECLARAM, como membros de uma Reserva Ativa, Atenta e Forte, aglutinados nas Associações de Oficiais R/2 do país, tendo como órgão central o Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, que se dispõem, como formadores de opinião, a ser o elo entre as Forças Armadas e os demais segmentos da sociedade brasileira.

INFORMAM que atuarão como verdadeiros embaixadores do Exército no meio civil, exercendo suas ocupações com probidade, dignidade, lealdade, ética, zelo, responsabilidade, decoro, boa ordem, disciplina e exata noção do cumprimento do dever, tendo como fulcro os princípios, valores e atributos praticados nas Forças Armadas do Brasil.

CONDENAM, no exercício pleno de seus direitos constitucionais, o desapreço que alguns integrantes dos poderes constituídos dispensam às Forças Armadas, negando o devido mérito à sua profissão militar e aos valores que cultuam, difundem e exercitam, bem como sonegando os meios necessários ao cumprimento de suas missões, na tentativa vã e impatriótica de desmerecê-las, e o que é ainda pior, de enfraquecê-las.

REAFIRMAM que as Forças Armadas são a expressão natural do Poder Nacional, guardiãs incondicionais dos princípios e valores que forjaram a nacionalidade, defensoras intransigentes da soberania nacional, da verdadeira democracia, do civismo e da igualdade social, sem preconceitos de qualquer natureza, posto que ensejam em si, numa simbiose perfeita, a mais pura e plena representação da população brasileira.

EXALTAM, orgulhosos, a participação das nossas Forças Armadas em Missões de Paz da ONU, em especial no Haiti. Após a vitoriosa atuação na Segunda Guerra Mundial, o Brasil, a partir de 1957, com o embarque do primeiro contingente do Batalhão Suez, participou de inúmeras Missões da ONU. As Forças de Paz brasileiras estiveram presentes nos locais mais distantes e inóspitos. Egito, República Dominicana, Guatemala, Equador, Peru, Congo, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Guatemala, Nicarágua, Moçambique, Timor Leste, Croácia, Prevlaka, Índia, Paquistão, Libéria, Angola, Ruanda, Ex-Iugoslávia, Nova Guiné Ocidental, Eslavônia Oriental, Costa do Marfim, Chipre, Guiné Bissau e Haiti. Atualmente, quase dois mil militares brasileiros estão integrando diversas missões em andamento pelo mundo, enfrentando condições adversas, distantes da terra natal, combatendo, salvando e pacificando guerras. Em mais de meio século de destacadas participações em missões da ONU, o Brasil perdeu alguns de seus melhores soldados. São heróis, geralmente esquecidos, que deram suas vidas pela honra e glória de seu país. Dignificaram, sobretudo, a profissão militar. A nação lhes deve uma eterna, e muitas vezes negada, gratidão.

REJEITAM a expressão “sociedade civil”, algumas vezes usada maldosamente para discriminar os militares, a eles se referindo como se não fossem partes vivas, ativas, atuantes e valorosas de uma sociedade a que todos nós pertencemos. É imperativo reconhecer que as Forças Armadas e os demais segmentos da população constituem, harmônica e indiscriminadamente, a sociedade nacional brasileira.

MANIFESTAM insatisfação pelos desmandos e ineficácia de muitos setores da administração pública no País, em especial a negligência com os programas estratégicos de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico, do preparo da base mínima de defesa, da saúde pública, da educação, do saneamento básico, dos transportes, da segurança pública, da produção e distribuição de energia.

DEFENDEM a exploração direta da atividade econômica pelo Estado, prevista no art. 173 da Constituição Federal, com a implantação, apoio e regulação de empresas estratégicas, que operem em setores de auto-suficiência, mobilização, defesa e segurança do Estado, ou de relevante interesse coletivo, como material bélico, de uso nuclear, de navegação, de comunicação, de missilística, de tecnologia de vôo fly by wire, de controle de bens sensíveis e armas químicas/biológicas e de empreendimentos em que o Estado é o seu único cliente. Tais atividades compreendem o cotidiano da pesquisa, do desenvolvimento científico e tecnológico e a experimentação científica. É importante ressaltar que o setor é de fundamental importância, já que, nesses segmentos, os “lucros” esperados são a soberania nacional, o aumento no poder de dissuasão, a capacidade do Estado de se mobilizar e suprir-se a qualquer tempo, livre de salvaguardas internacionais ou de embargos estrangeiros sempre reticentes e condicionais.

PROTESTAM contra a corrupção incontida que grassa em vários escalões do poderes constituídos do Estado Brasileiro, sob a égide nefasta da impunidade, com a conivência e o descaso de maus brasileiros. A sociedade assiste aturdida, decepcionada e indefesa, aos procedimentos indecorosos, antiéticos, imorais, e não raro delituosos, de muitas autoridades que têm o dever de não errar, mas que, apesar de flagrados e denunciados em atos ilícitos, permanecem impunes. Merecem o nosso repúdio e, jamais, o nosso voto.

CLAMAM contra a obsolescência dos equipamentos e armamentos da Força Terrestre Brasileira. Nosso país não pode ficar à mercê de maus governantes que ignoram - em algumas situações, propositadamente - que às Forças Armadas cabe a responsabilidade constitucional de defender a Pátria, garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem. Tão importantes e complexas atribuições, exigem que as autoridades forneçam os MEIOS necessários à existência e manutenção de forças adequadamente equipadas e adestradas, a altura da grandiosidade do país. Exércitos não se improvisam. Nossas Forças Armadas, para atingir a eficácia no cumprimento de suas missões, necessitam de recursos muito maiores do que os minguados 2% do PIB que atualmente lhes são destinados. A expressão do poder militar brasileiro, cuja repercussão dissuasória precisa ser inquestionável, pressupõe investimentos expressivos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia nacional na área de material militar, a exemplo do desenvolvimento da família de veículos blindados de transporte sobre rodas VBTP, cujo protótipo será testado pelo Exército no 2º semestre de 2010, aliados a um programa permanente de aquisição, no mercado externo, de equipamentos atualizados. A história registra o infortúnio vivenciado por algumas nações, em consequência da omissão e do descaso com suas forças armadas. É oportuno lembrar que todos possuem Exércitos: o seu ou o do invasor.

RECONHECEM a necessidade de prover a Marinha do Brasil de meios adequados e suficientes para o cumprimento de suas missões. A defesa do extenso litoral brasileiro e da nossa já cobiçada “Amazônia Azul”, exige a presença de uma poderosa esquadra, compatível com a grandiosidade de suas atribuições. O Poder Naval brasileiro, como fator dissuasório, será de fundamental importância nas próximas décadas, assegurando a defesa do nosso espaço e riquezas marítimas. Também a presença de submarinos nucleares em nossa frota será vital para que o país detenha o controle e mantenha o domínio do mar territorial brasileiro. Por outro lado, é inconcebível que a legislação ainda não estenda à Força Naval, em operações ribeirinhas, o poder de polícia que o Exército detém nas fronteiras. É um absurdo constatar que as patrulhas fluviais da Marinha não possam atuar sem a presença de autoridades policiais, mesmo em presença de flagrantes de cometimento de ilícitos penais.

APONTAM para a urgência em dotar a Força Aérea Brasileira de aeronaves e equipamentos capazes de assegurar o controle e o efetivo domínio de nosso espaço aéreo. A aviação de caça brasileira não pode, sob pena de cometimento de crime de lesa pátria, ficar refém de interesses e injunções políticas. A decisão técnica da Aeronáutica sobre a matéria deve ser acatada como conclusiva e definitiva, diante dos imensos prejuízos operacionais e financeiros que uma decisão equivocada traria para a defesa e os interesses nacionais. Por outro lado, a nossa atual frota de aeronaves de transporte, reduzida, sucatada e obsoleta, somente cumpre as missões que lhe são atribuídas graças ao esforço, competência e dedicação das equipes de vôo e manutenção. A indústria aeronáutica brasileira, reconhecida internacionalmente por sua eficácia, tem condições de fornecer a Força Aérea, em médio prazo, aeronaves de transporte modernas, capazes de atender às suas necessidades, inclusive no apoio ao Exército e à Marinha. Devemos lembrar que a Força Terrestre, cuja mobilidade é fundamental para o cumprimento de suas missões, necessita de transporte aéreo rápido, seguro e eficiente para o deslocamento de suas tropas - até mesmo no nível Brigada - para qualquer parte do nosso território, onde se façam necessárias. Já os sistemas de proteção e vigilância da Amazônia - SIPAM E SIVAM - cuja eficácia depende da destinação de recursos compatíveis com a sua importância para a defesa e incolumidade do espaço aéreo, devem se prioritários, inclusive com investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico de radares e equipamentos de comunicação de última geração.

DESAPROVAM os gastos públicos com a absurda “dívida da União” com os chamados anistiados políticos, supostos militantes de esquerda derrotados em suas investidas contra os governos militares, a partir de 1964. Tais indenizações, que já superam R$ 2 bilhões, na maioria dos casos não resistem às mais elementares justificativas quanto à sua motivação. Ao reverso, se assemelham muito mais a uma verdadeira “premiação” pelas sangrentas atividades desenvolvidas por integrantes de organizações clandestinas, cujo principal objetivo era a implantação no Brasil de um governo comunista, ao estilo da ditadura cubana. Ironicamente, o vencedor indulgente – nossas Forças Armadas - é exposto sempre como algoz. Essa prodigalidade milionária e unilateral é reprovada até mesmo por setores da esquerda brasileira, não coniventes com o verdadeiro assalto aos cofres público promovidos pela Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça.

REITERAM a relevância de uma maior presença das nossas Forças Armadas na Amazônia brasileira. Proclamam a necessidade de incrementar ações que proporcionem a formação de pólos que irradiem, a partir das unidades militares, o desenvolvimento das possibilidades econômicas e da realidade local. É imperativo denunciar e frustrar as tentativas de sujeitar a Amazônia brasileira à “soberania relativa” ou de internacionalizá-la. Urge responsabilizar os falsos “especialistas” que atestaram e reconheceram, nela, como sendo “nações” indígenas, grupos que muitas vezes rejeitam a nacionalidade brasileira e que, seduzidos por mercenários, em sua maioria integrantes de ONGs que atuam na região, reivindicam a autonomia de imensos espaços territoriais, onde nada produzem, interessados, apenas, na nossa imensa biodiversidade e nos vastos recursos econômicos ali existentes. O povo brasileiro precisa conhecer as verdadeiras intenções de muitos dos grupos nacionais e internacionais que atuam livremente na Amazônia Brasileira, aliciando a população, especialmente a indígena, através de idéias separatistas, geralmente mal disfarçadas em ajuda humanitária ou trabalho religioso. O episódio da Raposa Serra do Sol, área que pela ação de maus brasileiros pode ser hoje classificada como de “soberania relativa” para o Brasil, deve servir de exemplo quanto à realidade das ameaças que pairam sobre a nossa Amazônia.

RECORDAM a existência no subsolo brasileiro de um dos maiores reservatórios de água subterrânea do planeta, o pouco conhecido Aquífero Guarani, obviamente uma reserva estratégica, situada na área econômica do Mercosul, com uma superfície de quase 1,2 milhões de km²,estendida pela Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A maior parte da área do Aquífero Guarani está situada no Brasil, com 840 mil km², espalhando-se pelo subsolo de oito Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, num total de 70,2 % da área total do aquífero. O Aquífero Guarani está inserido na Bacia Geológica Sedimentar do Paraná, e constitui a principal reserva de água subterrânea da América do Sul, com um volume estimado de 46 mil km³. Sob o pretexto da proteção ambiental, a existência desse manancial foi levada à mesa do Banco Mundial, onde estão sendo feitos estudos para melhor conhecer esses recursos e para o estabelecimento de parâmetros regulatórios, que sejam geridos pelos quatro países principais interessados. As reuniões desse grupo são pouco divulgadas e é imperativo exigir-lhes transparência, a fim de que não sejamos surpreendidos por uma legislação contrária aos interesses brasileiros, já que a maior parte do território do Aquífero Guarani encontra-se em nosso país.

SUSTENTAM que o indigenismo e a política indigenista não devem ser atrelados a componentes ideológicos e que a integração dos silvícolas, que são brasileiros natos, deve ser recolocada na competência constitucional da União, de onde foi subtraída ante a pressão da Igreja, da militância ideológica infiltrada na administração pública e das auto-intituladas organizações representativas da sociedade civil, a serviço do ativismo mercenário, que atuam como inimigos do desenvolvimento nacional.

CONSIDERAM que a saúde pública, que deveria ser preventiva, nem chega a ser curativa. A saúde no Brasil está abandonada, aparentemente em consequência da rejeição do Congresso Nacional em aprovar a nova CPMF. A maior parte da população não é atendida pelo inoperante sistema de saúde pública e não tem condições de arcar com os escorchantes planos de saúde privados. A vacinação é inoperante e, quando disponível, fica sujeita à adesão popular e por prazos limitados. A vacinação infantil nas maternidades e nas escolas deixou de ser praticada. Ocasionalmente, a administração pública tem ímpetos de cuidados com a saúde e anuncia à população, através de caríssimas matérias publicitárias, campanhas de vacinação, alertas contra doenças, endemias, obesidade, pressão arterial, que não alcançam parcela significativa do universo dos necessitados. Hospitais em greve, corrupção administrativa, clínicas sem médicos, equipamentos defeituosos, falta de medicamentos, ambulâncias inexistentes ou inoperantes, centros cirúrgicos desativados, esse é o quadro do desmando noticiado diariamente, sem que ninguém seja responsabilizado. De há muito que a saúde do brasileiro não é prioridade para os governantes.

LAMENTAM que a Educação e o Ensino não contemplem a formação de inteligência e que os ensinos fundamental e médio sejam ministrados sem compromissos com a compreensão dos conteúdos programáticos, o que resulta numa educação desuniforme da juventude, não lhes dando consciência de valores cívicos e morais, não dignificando o trabalho como fator de desenvolvimento pessoal e profissional. Tal consciência cívica se fundamenta no reconhecimento da igualdade das pessoas – jurídica e social - e configura a expressão máxima da cidadania, sem qualquer discriminação. Urge valorizar o magistério, retirar os componentes ideológicos do processo, reeditar a normalista e o ensino normal, arejar o sistema, eleger prioridades claras, objetivas e consequentes, e, principalmente, despertar o civismo nos jovens, sob pena de não o fazendo, comprometer o futuro na nacionalidade. Por outro lado, a Universidade, sob a proteção da autonomia universitária absoluta, permanece circunscrita às faculdades que agrupa, sem a necessária interação com o sistema. As escolas, voltadas para a meta da graduação profissional liberal, descuram da pesquisa e desenvolvimento de idéias, de novas teorias, materiais e utilidades, de novos conceitos, de diferentes caminhos da inteligência e têm, no vestibular, um negócio e um gargalo em que a memória e a técnica prevalecem sobre a inteligência, o conhecimento e o raciocínio, se afastando, por conseguinte, das características dos centros de excelência. É necessário estimular e apoiar a parceria das universidades com o sistema produtivo, proporcionando melhores condições para o desenvolvimento econômico.

CRITICAM o abandono do setor elétrico no país: estamos de volta à escuridão. Em 2005, no VII ENCONTRO NACIONAL DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO, a Declaração de Porto Alegre já previa uma possível carência de energia elétrica em 2010 e apontava a necessidade de se ampliar a potência instalada, pois desde 2001 nenhuma nova usina iniciara operação no País. Interesses não revelados servem-se da burocracia para postergar a construção de hidroelétricas: estudos ambientais, relatórios de impacto ambiental, licenciamento, proteção da fauna, direitos indígenas e marcos regulatórios, são alguns dos artifícios que embaraçam essas obras. Mas, na verdade, elas não prosperam pela omissão e ineficiência da administração pública

ATENTAM para a necessidade de reordenamento dos programas de uso de fontes alternativas de energia, em especial as de origem renovável, nuclear, solar, e eólica. Os projetos e as obras das novas usinas nucleares em Angra dos Reis foram postergados a pretexto de preservar o meio ambiente e para “garantia” da incolumidade das populações locais contra o risco de acidente nuclear, ante os receios nacionais - de “representantes da sociedade civil organizada” - e internacionais (ONGs), de que o sistema não seria confiável. Por outro lado, o preço do álcool continua equivocadamente atrelado ao da gasolina, o que não conduz à economia de gasolina e, ao mesmo tempo, retira a vantagem do consumo do álcool. Via de conseqüência, o suprimento do mercado interno não tem precedência sobre a exportação, sendo refém da conveniência do mercado internacional. Além disso, o álcool concorre com o combustível produzido pela Petrobrás. Quanto a outras fontes de energia - solar e eólica – continuam ignoradas pelas autoridades governamentais.

DENUNCIAM as “alianças bolivarianas”, que estão em pleno desenvolvimento na região, e que certamente irão deteriorar a secular boa vizinhança sul-americana. É inaceitável que o governo do Brasil tenha sido seduzido pelas aventuras ideológicas antidemocráticas implantadas em alguns países do continente, reconhecido como legítimos movimentos terroristas como as FARC, adotado postura flagrantemente ideológica no tratamento de questões de extradição de criminosos e refugiados políticos, prejudicado os interesses nacionais nos episódios do gás boliviano, da Petrobrás na Venezuela e da energia elétrica de Itaipu com o Paraguai e afrontado a nossa histórica política externa de não-intervenção, ao se imiscuir em assuntos internos de outras nações, abrigando na embaixada brasileira durante meses – sem a condição de asilado político - o ex-presidente de Honduras, deposto por decisão da Suprema Corte daquele país.

CONFIAM no valor, no espírito cívico e na capacidade de superação do povo brasileiro neste ano de 2010, quando as urnas deverão indicar os futuros governantes da nação. Num passado recente, os militares devolveram à sociedade um país democrático, desenvolvido e pacificado. Todos, inclusive os que tentaram implantar em nosso país um regime totalitário esquerdista inspirado na sanguinária ditadura cubana, se beneficiaram da Lei da Anistia. A democracia legada pelos militares possibilitou que os brasileiros, indiscriminadamente, participassem do processo eleitoral e atingissem os mais altos postos da nação. A sociedade aguarda, pacífica e ordeira, a decisão soberana das urnas. Mas, nós da Reserva Atenta e Forte estaremos prontos para, se for o caso, pugnar contra eventuais tentativas de desvios de rumos objetivando o rompimento da normalidade jurídico-institucional do país.

CONSELHO NACIONAL DE OFICIAIS R/2 DO BRASIL

Sérgio Pinto Monteiro - 2º Ten R/2 Art

Presidente

PELAS ENTIDADES FILIADAS

1 - ASSOCIAÇÃO DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/DISTRITO FEDERAL

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Rômulo Jorge de Melo Nogueira

2 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/RIO DE JANEIRO

Presidente: 2º Ten R/2 Art Luiz Eugênio Bezerra Mergulhão Filho

3 - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO- ABORE/SÃO PAULO

Presidente: 1º Ten R/2 Inf Aniz Buíssa

4 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO BRASILEIRO - AOR - EB

Presidente: Ten Cel R/1 Inf Paulo Rubens Pereira Diniz

5 - ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO CPOR/RECIFE

Presidente: 2º Ten R/2 Eng Luciano Faro Cassundé

6 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS R/2 DO RIO GRANDE DO SUL - CPOR/PORTO ALEGRE

Presidente: 2º Ten R/2 Art Eduardo Marenco de Oliveira

7 - ASSOCIAÇÃO PETROPOLITANA DE OFICIAIS DA RESERVA - APOREx - PETRÓPOLIS

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Antônio Jorge de Azevedo Clavery

8 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS R/2, EX-ALUNOS E AMIGOS DO NPOR DE NATAL - AORN

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Elisiário Ferreira Lima Júnior

9 - ASSOCIAÇÃO MATOGR0SSENSE DE OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AMORE

Presidente: 1º Ten R/2 Inf Jânio Gonçalo Maciel de Morais

1O - ASSOCIAÇÂO DOS OFICIAIS DA RESERVA DE PONTA GROSSA - AORPG - PARANÁ

Presidente: 1º Ten R/2 Inf Orlando Frizanco

11 - ASSOCIAÇÃO DE EX-ALUNOS E AMIGOS DO NPOR DO 9º BIMTz - PELOTAS - RGS

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Marco Antonio Almeida Tavares Gravato

12 - ASSOCIAÇÃO PARAIBANA DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - APORE

Presidente: 1º Ten R/2 Cav Hamilton Madruga Espínola Guedes

13 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/JUIZ DE FORA

Presidente: 2º Ten R/2 Art Mauro Lúcio Pires

14 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/ALAGOAS

Presidente: 2º Ten R/2 Inf André Sahaj Lobo Monteiro

15 - ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA RESERVA DO EXÉRCITO - AORE/BELÉM

Presidente: 2º Ten R/2 Inf Túlio Roberto Cei

PELAS ENTIDADES COLABORADORAS

1 - CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE TIRO DEFENSIVO - CBTD

Presidente: 1° Ten R/2 Inf Sérgio Marcos Bitencourt Silveira

2 - CREDIÁRIO E CONSULTORIA LTDA

Presidente: 1º Ten R/2 Eng Moacir Carlos Muzzi Machado

CPOR/RJ & Comunicado & CPOR/SP & Abore & São Paulo & Notícia & CNOR & Rio de Janeiro Webmaster em 03 Jan 2010

“Comissão Nacional da Verdade”

Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)

Diante das inúmeras mensagens recebidas pelo CONSELHO NACIONAL DE OFICIAIS R/2 DO BRASIL - CNOR, manifestando a preocupação e o repúdio dos Oficiais R/2 com o noticiário acerca de tentativas de revogação da Lei nº 6.683, promulgada pelo presidente João Figueiredo em de 28 de agosto de 1979, conhecida como Lei da Anistia, e ainda com o teor do Decreto Presidencial denominado Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que cria a chamada “Comissão Nacional da Verdade“, supostamente para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985), o Presidente do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil RESOLVE expedir o seguinte comunicado:

COMUNICADO

1 - O objeto das manifestações de repúdio atinge, principalmente, o capítulo sexto do Programa Nacional de Direitos Humanos anunciado pelo Presidente da República no dia 21 de dezembro último e publicado no “Diário Oficial” da União, no dia seguinte. No referido capítulo, denominado “Eixo Orientador 6: Direito à Memória e à Verdade”, duas propostas são severamente criticadas nas manifestações da Oficialidade R/2: identificar e tornar públicas as “estruturas” utilizadas para violações de direitos humanos durante a “ditadura” e criar uma legislação nacional proibindo que ruas, praças, monumentos e estádios tenham nomes de pessoas que praticaram “crimes” naquele período.

2 - O chamado Programa Nacional de Direitos Humanos, oriundo da Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal, nada mais é do que uma das inúmeras tentativas de revanchismo já perpetradas por antigos militantes da esquerda derrotada pela Revolução de 1964.

3 - A Lei da Anistia, editada pelo governo militar em 1979, foi responsável pela pacificação nacional e conduziu o nosso país à desejada redemocratização. Ela, acertadamente, beneficiou ambos os lados. De uma parte, os militares que supostamente praticaram delitos e desvios de conduta na repressão aos movimentos armados que combatiam o governo revolucionário; de outra, os militantes de esquerda que, inconformados com a derrota de suas pretensões de instalar no Brasil uma ditadura socialista similar à existente em Cuba, recorreram à luta armada numa frustrada e sangrenta política de enfrentamento.

4 - Foi a Lei da Anistia, tendo como principal corolário o restabelecimento da normalidade democrática em nosso país, que, em última análise, proporcionou a muitos dos antigos guerrilheiros e militantes esquerdistas, a oportunidade de livremente assumirem postos importantes no cenário político-administrativo brasileiro.

5 - A revogação da Lei da Anistia, ou a sua revisão objetivando a incriminação de militares por supostos crimes praticados naquele período, além de flagrantemente inconstitucional, ainda exigiria, por certo, o indiciamento de numerosos militantes esquerdistas, acusados, e muitos deles condenados, pela prática de crimes de natureza diversa, inclusive crimes de sangue, atingindo, via de consequência, vários cidadãos e cidadãs, atualmente membros de diferentes níveis governamentais.

6 - Este Conselho, convicto de que tais procedimentos reabririam antigas cicatrizes, gerando um cenário de confrontos já amplamente superados, em especial pelas novas gerações, podendo conduzir o país a uma indesejável situação de instabilidade institucional, REPUDIA, REJEITA E DENUNCIA à sociedade nacional as pretensões irresponsáveis de alguns maus brasileiros, que em nome da busca de uma falsa “verdade histórica”, mas claramente movidos por sentimentos retrógrados de revanchismo próprios de regimes totalitários, procuram destruir a tranquilidade e o progresso de uma nação, cuja história jamais aprovou seu ideário. Na verdade são indivíduos inconformados com a vitalidade da nossa democracia e incapazes de conviverem pacificamente com todas as correntes do pensamento nacional,

7 - Finalmente, diante da gravidade dos fatos que poderiam advir, caso a inconseqüência de algumas das propostas do Programa Nacional de Direitos Humanos fossem adotadas, o Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil manifesta o seu integral APOIO ao posicionamento contrário às referidas proposições, externado pelo Ministro da Defesa e pelos Comandantes das Forças Armadas Brasileiras.

Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2009

Sérgio Pinto Monteiro - 2º Ten R/2 Art
Presidente do CNOR

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de mudar a Lei de Anistia

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Projeto que revoga Lei de Anistia fez Jobim ameaçar se demitir

CRISE MILITAR: SEU NOME É DILMA ROUSSEFF

A quem interessa uma crise militar no Brasil?

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre Webmaster em 08 Nov 2009

Posse na Academia de Historia Militar

AHMT

Foi empossado em outubro de 2009 na ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL (AHIMTB), sediada em Resende-RJ, o Coronel da Reserva Claudio Skora Rosty, pesquisador das Invasões Holandesas no Brasil (Insurreição Pernambucana) e sobre os feitos do Cel ARCISZEWSKI – Polonês à serviço da Companhia das Índias Ocidentais (1º polonês nos anais da História do Brasil). O empossado é assessor da Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exercito e consultor técnico-científico em História Militar do Laboratório de Arqueologia do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco. Passa a ocupar a Cadeira cujo Patrono e o Prof. Dr. José Antônio Gonsalves de Mello, pela elevação a Acadêmico Emérito do ocupante anterior, o Prof. Dr. Frederico Pernambucano de Mello, historiador do Brasil profundo, sobrinho do Patrono.

A posse, realizada no Arquivo Nacional, na Praça da Republica, contou com a presença do Presidente da Academia, Coronel Claudio Moreira Bento, do Delegado da Academia no Rio de Janeiro, Professor Israel Blajberg e de inúmeros professores e historiadores civis e militares, tendo o empossado sido recebido em nome da Academia pelo Cel Darzan Neto da Silva, em primorosa alocução.

Academicos presentes ao evento

Acima: Academicos presentes ao evento

Cel Rosty Cel Bento Gen Castro Prof Israel

Acima: Cel Rosty Cel Bento Gen Castro Prof Israel

Cel Rosty Cel Bento

Acima: Cel Rosty Cel Bento

Na sua saudação ao Patrono, o Cel Rosty destacou a atuação de GONSALVES DE MELLO (1916-2002), GRÃO MESTRE DA HISTÓRIA DE PERNAMBUCO E DO NORDESTE, que realizou estudos da língua holandesa para melhor pesquisar e descrever em suas mais de 30 obras, a Influência da ocupação holandesa na vida urbana e na vida rural do Nordeste do Brasil - primeira metade do século XVII, abordando a situação do negro sob o domínio Holandês, os negros e a escravidão; os índios e a catequese; os portugueses e os judeus; as religiões católica e a israelita.

Ainda como estudante de Direito, Mello tomou parte no Congresso Afro-Brasileiro do Recife em 1934 e iniciou as pesquisas sobre o domínio holandês em Pernambuco, quando estudou holandês antigo com padres holandeses residentes no Recife. Esteve varias vezes nos Arquivos dos Países Baixos, onde examinou a Documentação da Companhia das Índias Ocidentais, e no Arquivo Municipal de Amsterdã. Produziu dezenas de obras, entre as quais TEMPO DOS FLAMENGOS e Gente da Nação, lançada em 1989.

A sua obstinação de pesquisador prolífico foi reconhecida por relevante titulação, como a Livre-docência da Real Universidade de Utrecht, a concessão da Ordem de Orange-Nassau, no grau de oficial, outorgada pela Rainha Juliana. a Ordem Militar de Cristo, concedida pelo Governo português, e a admissão na Academia Portuguesa da História – Correspondente - cadeira 37.

O Cel Rosty tem obras publicadas sobre as batalhas travadas pelos patriotas brasileiros que determinaram a expulsão dos holandeses no Brasil, e comandou o Regimento Guararapes no Recife, guardião ao Parque do mesmo nome, PARQUE HISTÓRICO NACIONAL DOS GUARARAPES (PHNG). – JABOATÃO DOS GUARARAPES – PE, que recorda a fantástica historia da união entre índios, negros e portugueses, formando o nascente Exercito Brasileiro, considerada a sua origem como sendo em 19 de abril de 1654, data da segunda Batalha de Guararapes.

Durante o seu comando o Cel Rosty teve oportunidade de acompanhar os trabalhos que levaram ao resgate da primeira sinagoga do Recife e das Américas, com a confrontação da planta original encontrada pelo arquiteto José Luiz da Mota Menezes da Empresa de Urbanização do Recife – URB, confirmando a identificação do local, cujo sitio foi escavada pelo arqueólogo militar Marcos Albuquerque do Laboratório de Arqueologia da UFPE.

O Cel Rosty recordou a Rua do Bom Jesus engalanada para festejar a reconstituição da Sinagoga em cerimônia da qual participou em 7 de marco de 2002. Melo porém, dois meses antes, no dia 7 de janeiro de 2002, já havia se afastado de nosso convívio em busca da eternidade, deixando três filhos: Diva Maria Gonsalves de Mello, Maria Dulce Gonsalves de Mello e Ulysses Pernambucano de Mello, neto, e os estudos que culminaram com o descobrimento da sinagoga que existiu de 1636 a 1654 na Rua do Bom Jesus.

Entre outras autoridades compareceram também o Pároco Jan Sobieraj, da Igreja Polonesa da Rua Marques de Abrantes, o Capitão Engenheiro Ignacy Felczak, Presidente da SPK – Sociedade Polonesa dos Veteranos de Guerra, o Gen Jonas de Moraes, ex-Ministro-Chefe do Estado Maior das Forcas Armadas, General Paulo César de Castro, ex-Chefe do Departamento de Ensino e Pesquisa do Exercito, General Geraldo Nery, Coordenador do Programa de Historia Oral do Exercito, Academico Cel Luis CArlos Carneiro de Paula do IGHMB e AHIMTB, Cel Jose Dinoá Medeiros Jr. da DPHCEx, TCel Carlos Alberto NAccer, comandante do 1°. Batalhão de Infantaria Motorizada da Vila Militar.
Nas fotos vemos alguns dos Academicos e Autoridades presentes a Sessao Solene de Posse.

Relato enviado por

Israel Blajberg

CPOR/RJ & CPOR/SP & Abore & São Paulo & Notícia & CNOR Webmaster em 08 Nov 2009

DIA DO OFICIAL R/2

ABORE

Prezados colegas Oficiais R/2,

Neste dia 4 de novembro de 2009 comemora-se o DIA DO OFICIAL R/2 pela quarta vez consecutiva, instituído que foi através da Portaria n.º 429, de 18 de julho de 2006, do Exmo. Sr. Comandante do Exército, em atendimento a uma proposta do CNOR - Conselho Nacional dos Oficiais R/2 do Brasil, aprovada durante um dos ENOREx - Encontros Nacionais dos Oficiais da Reserva do Exército (R/2).

Nós, Oficiais R/2 do EB, sentimo-nos orgulhosos dessa condição, que nos diferencia do cidadão comum.

Leiam a mensagem abaixo transcrita, do Presidente do CNOR, 2.º Ten R/2 Art Sérgio Pinto Monteiro.

PARABÉNS, COLEGAS OFICIAIS R/2, PELO NOSSO DIA.

Fraternalmente,

Aniz Buíssa
1.º Ten R/2 Inf EB - CPOR/SP tu 1960
Presidente da ABORE - Associação Brasileira de Oficiais da Reserva do Exército (R/2)
e
Vice-Presidente do CNOR - Conselho Nacional dos Oficiais R/2 do Brasil

DIA DO OFICIAL R/2

No dia 4 de novembro, o Exército Brasileiro comemora o dia do Oficial da Reserva (R/2). A data, fixada pelo Comandante do Exército através da Portaria nº 429, de 18 de julho de 2006, em atendimento a uma proposta do Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, reverencia o nascimento do Tenente-Coronel Correia Lima, idealizador dos Órgãos de Formação de Oficiais da Reserva no país.

Nascido em Porto Alegre, no ano de 1891, descendente de família de militares, Luiz de Araújo Correia Lima foi aluno aplicado, figurando sempre entre os primeiros classificados nos bancos escolares que freqüentou, tendo cursado o Colégio Militar de Porto Alegre e, posteriormente, o Curso de Artilharia da Escola Militar do Realengo, onde, posteriormente, foi instrutor.

Uma das doutrinas emanadas ao término da Primeira Guerra Mundial, em 1918, foi a necessidade de que às Reservas Mobilizáveis fossem incorporados elementos com formação militar e capacidade de liderança que os habilitassem a comandar subunidades e pequenas frações de combatentes. Surgiu, então, o atual modelo do Oficial da Reserva, com a criação nos Estados Unidos, em 1919, do Reserve Officers Training Corps.

No Brasil, graças aos esforços do então Capitão Correia Lima, foi instituído, em 22 de abril de 1927, o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Rio de Janeiro, Organização Militar pioneira do nosso Sistema de Formação de Oficiais da Reserva, do qual foi ele o primeiro comandante. O Curso, inicialmente, tinha a duração de três anos, o que perdurou até 1942, quando foi adaptado para dois anos. A partir de 1966, o modelo evoluiu para um ano de formação.

Correia Lima não viveu para testemunhar a importância de sua obra. Servia como Major, promovido por merecimento, em Curitiba, comandando o 1° Grupo do 9° Regimento de Artilharia Montada, quando irrompeu a Revolução de 1930. Foi atacado de surpresa em seu quartel, e assassinado no dia 5 de setembro de 1930. No mesmo ano, foi promovido post-mortem a Tenente-Coronel, por ato de bravura.

A Segunda Guerra Mundial demonstrou o acerto dos ideais de Correia Lima. Dos 1070 Tenentes e Aspirantes da FEB, 433 eram R/2. Quase a metade. Muitos desses heróis, que há mais de sessenta anos venceram um inimigo traiçoeiro, encontram-se ainda entre nós, exibindo em seus cabelos brancos o orgulho da missão cumprida. Quando jovens, venceram um inimigo traiçoeiro e merecem a gratidão eterna de toda a nação brasileira.

Dos doze Oficiais combatentes que deram suas vidas à Pátria, seis eram R/2. Exatamente a metade. Deram ao Brasil o seu bem mais precioso. O sacrifício desses heróis enobrece e dignifica a Nação e o Exército Brasileiro.

O 1º Tenente R/2 Apollo Miguel Rezk foi o único integrante da FEB agraciado pelo governo dos Estados Unidos com a Distinguished-Service Cross, mais importante condecoração de bravura americana, “por extraordinário heroísmo em ação, comando inspirado e persistente coragem”. Recebeu, também, a Silver-Star e as quatro condecorações de guerra brasileiras.

Nos dias atuais, vemos nos CPOR e NPOR o trabalho árduo e a dedicação de instrutores e monitores na formação e preparação dos jovens alunos, futuros Aspirantes a Oficial R2, com a nobre missão de completar os claros existentes nos corpos de tropa e, ao mesmo tempo, formar a reserva mobilizável do nosso Exército. Serão a voz civil do Exército na sociedade do amanhã.

O Conselho Nacional de Oficiais R/2 do Brasil, criado em 22 de abril de 1997, congrega 15 Associações dispersas por todo o país, sendo extremamente gratificante para todos nós assinalar a recente filiação da Associação dos Oficiais da Reserva da Amazônia Oriental, ocorrida durante o 11º Encontro Nacional de Oficiais da Reserva do Exército, realizado há menos de trinta dias, em Brasília, tendo como Presidente de Honra o Comandante do Exército Brasileiro e com a presença de quase duas centenas de companheiros, oriundos das mais diferentes regiões do país.

Os Oficiais R/2, na paz e na guerra, cumprem com eficácia suas missões de cidadão-soldado. Nos trajes que hoje envergamos, se mesclam os valores do soldado e os ideais do cidadão. Ao final deste evento, quando retornarmos ao segmento civil da sociedade, a Reserva certamente estará mais Atenta e Forte, para melhor contribuir no esforço de manter o Brasil no seu destino de pátria livre, desenvolvida e soberana, no concerto das nações.

Rio de Janeiro, 04 de novembro de 2009

Sérgio Pinto Monteiro - 2º Ten R/2 Art

Presidente do CNOR

CPOR/RJ & Blajberg & EB Webmaster em 11 Set 2009

Desfile Militar do Dia da Independência, no Rio de Janeiro

Foi uma noite chuvosa. Ao chegar bem cedinho na concentração da Presidente Vargas, ainda se temia pelo desfile, mas logo o dia se revelou radiante, raios de sol recebendo as primeiras viaturas do CMARJ começando a tomar posição.

Ele já estava lá, o homem de preto, bravo cavalariano orientando a formação do dispositivo. Tenente Capella, oriundo do CPOR, onde optou pela Nobre Arma Ligeira.

Desde os tempos do R Rec Mec dedicou-se aos blindados, garantindo a tempo e a hora que os motores dos carros de combate da unidade estivessem sempre 100 % disponíveis e em funcionamento perfeito.

Hoje ele se desloca de uma ponta outra das colunas formadas na avenida, Diretor de Relações Públicas do CVMARJ, a alma por trás do desfile, nada acontece sem ele, a sua orientação segura, sangue frio, a calma no meio do torvelinho, ordens indo e vindo de tudo e de todos, a orientação segura para a tropa, a boina preta impecável, marca universal recordando que desde Osório, sempre haverá uma Cavalaria.

Acesa a pira, obuses disparam ao lado do palanque a salva de gala, vem a ordem de preparar para o desfile, embarcar, motores ligados, a fumaça branca se espalhando pelo asfalto, ordem de marcha, todos garbosos e eretos, mãos segurando firme o volante, velocidade lenta e segura, a banda rompe a marcha, tropas marcando passo a retaguarda, Veteranos de todas as unidades e de todas as épocas, do CPOR a da Brigada Paraquedista, De Suez a São Domingos, da FEB aos Fuzileiros, Marinha, PE, o coração batendo mais forte, recordando o dia em que eles mesmos estavam aqui, envergando a farda, jovens soldados, agora jovens veteranos!

As viaturas do CVMARJ se destacam na abertura do Desfile Militar, sirenes ligadas, faróis acesos, transportando Veteranos de hoje e sempre.

FEB, Marinha do Brasil, Nações Amigas, CPOR, a emoção de cada soldado e a mesma, ouvindo os aplausos da multidão, flamulas e bandeirolas ondulando ao vento diante do Pantheon de Caxias.

Ao longo da avenida, o publico se deleita com as colunas motorizada, o jipe pintado em cor areia, Rato do Deserto, as DODGE, as miriades de Jeeps de todas as eras e todos os modelos, todos admiram aquele espetaculo coordenado e harmonico, a maquina habilmnente conduzida pelo homem se revela em toda a sua pujança.

Mal se dão conta da enorme carga de trabalho, o quanto custou para que esse dia pudesse chegar, quantas daquelas viaturas novinhas em folha, pintadinhas, não foram arrancadas da sucata de antigos quartéis, dos ferro velhos a beira da Dutra, recebendo novas peças, latarias, buscadas religiosamente por todos os cantos, ate receberem uma alma, o sopro de vida, o PARLA de Michelangelo, até que pela primeira vez a chave é colocada na ignição, o motor virou, milagre, a viatura começa a rodar, vitoria, mais uma vez um abnegado venceu, e hoje esta aqui ao volante da viatura, nos tempos d’antanho largada a um canto do passado - ninguém diria que poderia voltar a rodar novamente, levando na antena que se movimenta em suave movimento pendular a bandeira do CVMARJ, a bandeira do Brasil !

Chega enfim a hora de receber a retribuição, o pagamento de todos aqueles que dirigem as viaturas do CVMARJ, as palmas do povão, a alegria das criancinhas, a satisfação de carregar aqueles heróis, resgatar a memoria das viaturas que fizeram o Exército de hoje e sempre !

Brasil !

Missão Cumprida, ate 2010 !!!

Texto e fotos:

Israel Blajberg

AORE-RJ e AHIMTB

CPOR/RJ & Blajberg & EB Webmaster em 29 Ago 2009

Medalha do Pacificador - RJ, 22 de Agosto de 2009


Exército Brasileiro

Em Solenidade comemorativa do Dia do Soldado, realizada no Palacio Duque de Caxias, Cidade do Rio de Janeiro
a Medalha do Pacificador foi concedida ao nosso colega de armas Ten R/2 Art, Professor, Escritor e Engenheiro ISRAEL Blajberg.

O Ten R/2 Israel é autor do livro “Soldados que Vieram de Longe - Os 42 Heróis Brasileiros Judeus da 2a. Guerra Mundial“. ISBN: 978-85-60811-08-3

Trata-se de uma homenagem aos 42 valentes heróis brasileiros de origem judaica que estiveram nos campos de batalha da Europa em defesa da liberdade, então gravemente ameaçada pelas atrocidades perpretadas pelo nazismo e o infame III Reich.

Do corpo de oficiais combatentes da FEB aproximadamente metade foi composta de oficiais R/2, dos quais também compuseram a metade daqueles que dignificaram nossa nação com a sua própria vida.

“Aquele que morre por sua Pátria serve-a mais em um só dia que os demais em toda a sua vida.”
Péricles

CPOR/RJ & Blajberg & História Militar Terrestre & Convite & Abore & São Paulo & AHJB Webmaster em 08 Ago 2009

SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE

O ARQUIVO HISTÓRICO JUDAICO BRASILEIRO - AHJB e a ACADEMIA DE HISTÓRIA MILITAR TERRESTRE DO BRASIL - AHIMTB tem a honra de convidar para o lançamento do livro do Professor e 2o. Ten R/2 Israel Blajberg

 

 

SOLDADOS QUE VIERAM DE LONGE

Os 42 Heróis Brasileiros Judeus da II Guerra Mundial

Quarta-feira 26 de Agosto de 2009 às 19:00 h

Com nominata dos Veteranos, seguindo-se coquetal

ARQUIVO HISTÓRICO JUDAICO BRASILEIRO - AHJB

Rua Estela Sezefreda, 76 - São Paulo - SP

Jayme Serebrenic

Presidente da AHJB

 

Cel Claudio Moreira Bento

Presidente da AHIMTB

 

RSVP até 23/08: (11) 3088-0879

Traje

Civis: esporte fino

Militares: o correspondente

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